Um médium norte-americano que pode falar com os mortos, uma jornalista francesa que teve uma experiência de quase-morte e um estudante inglês que perdeu o irmão gêmeo em um acidente: o filme é centrado na vida dos três personagens e como eles lidam com o que há além da vida.
Clint Eastwood. Um diretor que, para mim, vem se reeinventando a cada filme que dirige. O tempo passa, e o velhoClint cresce mais e mais como cineasta. Fato.
Além da Vida é o filme da vez do eterno Dirt Harry. Será que ele, já com seus 80 anos recém completados, está preocupado com a morte? Ou será que é só somente a visão dum cineasta maduro por um assunto tão complexo? Clint jura que a resposta é simples: "Me interessei pelo roteiro e achei que daria um ótimo filme!" Tá certo, Clint, o que posso dizer é que o filme é leve, mas ao mesmo tempo "pesado" de se ver, visto que se trata dum assunto bem delicado para toda a socidade: existe vida após à morte?
A premissa do filme gira em torno de três pessoas que têm/tiveram experiências com o pós-morte. George (Matt Damon (da trilogia Bourne e Invictus, este último dirigido pelo próprio Clint), um funcionário duma fábrica de São Francisco e que têm o dom de se "comunicar" com os mortos, mas que vê isso como uma "maldição", e não como o referido "dom". Marie (Cécile De France), uma francesa que passa férias na Tailândia e que testemunha a "ira de Deus" (e aqui não conto o que, pois seria estragar o estarrecedor (e espetacular) início do filme (NOTA:Eastwood flertando pela primeira vez com efeitos especiais. E que efeitos!), mudando pra sempre, sua concepção de vida. E os gêmeos ingleses Marcus e Jason (Frankie e George McLaren, estrando no cinema), que terão suas vidas mudadas pra sempre com uma tragédia.
Os atores são um deleite à parte, visto que Damon, pra mim, é um dos melhores da sua geração (talvez o único à frente dele seja Johnny Depp). A francesa Cécile competentíssima (e cativante) no papel de Marie, e os gêmeos na vida real Frankie e George, vividos com uma emoção e tristeza no olhar tão sutis, que é impossível não se sensibilizar com a história dos dois garotos.
Além da Vida mostra o quanto um diretor subestimado anos atrás, agora colhe os frutos de uma carreira escolhida à dedo e com sabedoria (vide a crescente de Menina de Ouro, Cartas de Iwo Jima, Gran Torino, Invictus e, agora este Além da Vida).
O filme é gostoso de se ver, mas a carga dramática mantém uma certa tensão. E nesse ponto, Eastwood sabe como ninguém construir uma boa história e nos prender à ela (veja Gran Torino e entenderá o que quero dizer). Momentos marcantes? O início do filme, a de Marcus no Metrô e a primeira conversa dele com Matt Damon, já quase no final do filme.
Claro que sou suspeito, e quem me conhece sabe, mas eu como espírita, recomendo o filme. Independente de credo religioso (e até porque nem é o foco do post), vale. E vale muito. E abstraindo a questão de crenças, da eterna pergunta "existe vida pós morte?"), mas é fã de Eastwood e/ou de Damon, confira-o. Não é o melhor filme de Clint, mas com certeza te desafio a não botá-lo entre os cinco melhores filmes do octagenário durão. Olhe e comprove.
["Hereafter" ("Além da Vida") Drama - 2010 - 129min. De: Clint Eastwood. Com: Matt Damon, Cécile De France, Frankie McLaren, George McLaren e Bryce Dallas Howard]
Pois é... Sei que ando (bem) afastado do blog ultimamente, mas quem me conhece sabe que é por uma boa causa (trabalho, trabalho e trabalho).
Hoje tô embarcando pra São Paulo/SP novamente, volto somente no dia 20/05. Mas na volta PROMETO que atualizarei essa joça aqui, com muitas abobrinhas, cultura (in)útil e afins. Podem me cobrar. =)
As duas últimas semanas foram meio tristes para quem é/era fã dos filmes oitentistas. Primeiro porque faleceu o GÊNIOJohn Hughes, diretor/roteirista de filmaços como Curtindo a Vida Adoidado, O Clube dos Cinco, entre outros. Segundo porque também faleceu um dos atores que era ícone dos filmes adolescentes na década de 8. Seu nome?. Corey "Sem Licença para Dirigir/Os Garotos Perdidos" Haim.
Dito isso, retomo uma sessão que volta e meia me perguntavam porque eu dei um tempo e não fiz mais seguido. Então devido aos pedidos enviados tanto por e-mail, como pelo MSN, volto com a # Sessão Nostalgia.
E nesta leva os cinco filmes que marcaram a minha infância (e a de vocês, suponho) são:
[O CLUBE DOS CINCO]
Em virtude de terem cometido pequenos delitos, cinco adolescentes (Emilio Estevez (Os Jovens Pistoleiros), Molly Ringwald (A Garota de Rosa Shocking), Judd Nelson (New Jack City - A Guangue Brutal), Michael Anthony Hall (Mulher Nota 1000) e Ally Sheedy (Um Robô em Curto-Circuito)) são confinados no colégio em um sábado, tendo de escrever uma redação de mil palavras sobre o que eles pensam de si mesmos. Apesar de serem pessoas bem diferentes, enquanto o dia transcorre passam a aceitar uns aos outros e várias confissões são feitas entre eles.
- "O" filme que marcou toda uma geração. John Hughes no auge e um elenco afinado como nunca. O Clube dos Cinco marcou minha infância e aposto que marcou a sua também. A mocinha bonitinha, o bad-boy, o atleta, o nerd atrapalhado e a freak. Algum dia você foi um desses tipos. Ou não? Passava sempre numa Sessão da Tarde e cada vez que eu via a nostalgia corria solta. Ahh, saudades...
[OS GAROTOS PERDIDOS]
O jovem Sam (Corey Haim, de Sem Licença para Dirigir) e seu irmão mais velho, Michael (Jason Patric, de Velocidade Máxima 2) eram adolescentes comuns até se mudarem para a pacata Santa Carla, Califórnia, onde coisas estranhas começam a acontecer. Michael está agindo de forma estranha. Talvez porque seus novos amigos, liderados pelo enigmático David (Kiefer Sutherland, de 24 Horas), não sejam nada comuns. Eles são vampiros dispostos a aproveitar a vida, curtir a noite e transformar Michael no mais novo membro de seu grupo.
- Esse era figurinha batida no Supercine. Como eram bons esses filmes B da década de 80. Os dois Corey's (o Feldman e o Haim) no auge de suas carreiras teen, e um Kiefer Sutherland pré-24 Horas. A história é bobinha mas o roteiro é bem amarrado. Ponto a destacar os irmãos interpretados por Feldman e Newlander, caçadores de vampiros. Até hoje vale a olhada.
[SEM LICENÇA PARA DIRIGIR]
Grande clássico do cinema dos anos 80. Corey Haim (Os Garotos Perdidos), um dos mais cobiçados galãs da época, é Les, um garoto que só quer impressionar a namorada Mercedes (Heather Graham). Para isso, ele pega emprestado o carro do pai, mesmo sem ter licença para dirigir. Claro que as coisas não saem como o planejado e seu carro não chega em casa tão intacto quanto ele gostaria.
- A parceria entre Haim e Corey Feldman continua neste filme - já dito clássico - da Sessão da Tarde. Filme bom de assistir comendo uma pipoca e tomando guaraná. Ainda tô correndo atrás deste filme em DVD, mas somente em VHS no Mercado Livre (daí não dá, né!). Se tivesse que definir a carreira do falecido Corey Haim, Sem Licença para Dirigir seria este filme. Tá no meu TOP 10 de Melhores Filmes dos Anos 80.
[GATINHAS & GATÕES] Samantha Baker (Molly Ringwald, de A Garota de Rosa Shocking) está completando 16 anos e fica arrasada quando toda a família esquece seu aniversário. Ela é apaixonada pelo garoto mais popular da escola, mas quem gosta dela é um menino esquisito (Anthony Michael Hall, de Mulher Nota 1000). Além de tudo, sua irmã chata está se casando. Filme de estréia do diretor John Hughes, em mais um clássico adolescente dos anos 80.
- Ahh, a ruivinha Molly Ringwald mexeu com minha adolescência. Ela não era bonita, não era gostosa, mas era ruiva. E vocês sabem, as ruivas mexem com os homens. rsrs. Brincadeiras à parte, este Gatinhas & Gatões era foi o típico filme mela-cueca dos Anos 80. Romancezinho bobo, mas que devido aos atores, fez sucesso e é lembrado até hoje. Aliás, naquela época juntar Ringwald e Anthony Michael Hall - dois dos atores preferidos de John Hughes - era garantia de sucesso. Sessão da Tarde na veia. E com sacarose.
[NAMORADA DE ALUGUEL] Uma das comédias mais lembradas dos anos 80, o filme ajudou a transformar Patrick Dempsey (Greys Anatomy) num dos grandes ídolos juvenis da época. Ele interpreta Ronald Miller, um nerd apaixonado pela garota mais popular da escola, Cindy Mancini (Amanda Peterson). Quando ela precisa de dinheiro para comprar a roupa de sua mãe que manchou de vinho, Ronald faz uma proposta: comprará a roupa caso ela fingisse ser sua namorada por um mês! Com a ajuda da loirinha, o nerd fica cada vez mais popular.
- Até hoje Patrick Dempsey é lembrado por este papel. O de bobo que se dá bem com a gata do colégio e esnoba seu passado de nerd, seus amigos, família, etc. O filme fez tanto sucesso na época que Dempsey foi considerado a promessa daquela época (não se concretizando devido a escolhas equivocadas de papéis). Me lembro como se fosse hoje, da gostosinha da Amanda Peterson, do amigo ruivo que tem a porta suja de merda por Dempsey e seu mea culpa redentor no final do filme. Namorada de Aluguel era um filme bobo como todos os outros acima citados, mas era bom de assistir. A se era...
Não é mistério para quem me conhece, que sou aficcionado pelos Anos 80. Exemplos?. Sem Licença para Dirigir e Os Garotos Perdidos. Duas pérolas oitentistas. Dito isto, esta semana fui pego de surpresa por uma notícia nada boa.
"Corey Haim foi encontrado morto. A polícia suspeita de overdose acidental de medicamentos."
Corey Haim foi um ídolo oitentista, tendo em seu currículo os já citados filmes Sem Licença para Dirigir e Os Garotos Perdidos.Haim desde que sumiu na década de 90, teve problemas com drogas, tendo sido internado mais de dez vezes (sim. Dez vezes). Um dos seus melhores amigos era Corey "Os Goonies" Feldman. Inclusive os dois fizeram um reality show chamado Two Coreys. Ultimamente Haim fez Os Garotos Perdidos 2, uma tentativa de reaver o sucesso do primeiro filme (mas malhado pela crítica e público) e tinha alguns filmes de ação engatilhados e inacabados.
É aquela tal coisa: fama repentina, não saber lidar com o sucesso (e ele sentia o sucesso nos Anos 80) e uma pressão muito grande de lidar com a fama repentina tão novo. Haim foi apenas mais um que se rendeu as drogas (River Phoenix, Brad Renfro). E lamento muito essa notícia, visto que eu era fãzaço dos filmes do cara.
(Haim em Sem Licença para Dirigir)
Enfim, fica aqui uma homenagem a este ator tão querido e que irá fazer muita falta.
Uma das melhores coisas que aconteceram nesta 82ª entrega do Oscar 2010, foi a homenagem a John Hughes.
Não está associando a homenagem ao nome, então vamos lá, pois recordar é viver...
John Hughes = o gênio por trás de: Curtindo a Vida Adoidado; Gatinha & Gatões; A Garota de Rosa-Shocking; O Clube dos Cinco; Esqueceram de Mim; Antes Só do que Mal Acompanhado; Ela vai ter um Bebê; Férias Frustradas; entre outros filmes oitentistas que marcaram a minha (e a sua) infância.
Abaixo segue o vídeo da homenagem:
É... certas pessoas vão fazer MUITA FALTA. E John Hughes fará! Vá em paz, John.
Acima o chamado "Brat Pack", os atores preferidos de John Hughes. Clique em cima para ampliar.