domingo, 28 de setembro de 2008

... e eles caíram DE 4!!!

Conforme profecia feita AQUI, que FELIZMENTE eu errei (diga-se de passagem que errei por dois gols, pois acertei que o Alex e o Nilmar fariam os gols do Inter e o Grêmio apenas um (errei o autor do gol), acho que não tenho nem o que dizer. Cair de 4 é foda, né?. Rumo a Libertadores 2009.

► Por onde anda? - 3 (Courtney Gains)

Você lembra de Ronald Miller? Cindy Mancini? Kenneth Wurman? Não, né?
Mas e se eu disser Namorada de Aluguel? "Ritual de Acasalamento do Tamanduá Africano"? O ruivo que o amigo joga cocô na porta da casa dele? Daí tu lembra, né?

Pois é! Quem com mais de 25 anos nunca viu na Sessão da Tarde o clááááássico filme Namorada de Aluguel? Difícil alguém que não tenha visto. Mas o meu post é o # Por onde anda?, e não me refiro ao filme ou a Patrick Dempsey (o McDreammy de Greys Anatomy), mas sim ao tal "ruivo" amigo de Ronald Miller (Dempsey).

Só pra constar, Courtney Gains (esse é o nome dele) é um ator já experiente. 43 anos e uma bagagem de filmes bem variada. Ele fez Admiradora Secreta (outro filme obrigatório dos Anos 80), Meus Vizinhos são um Terror (contracenando com Tom Hanks no início de carreira), Memphis Belle - A Fortaleza Voadora, Colors (excelente filme de Dennis Hopper com Sean Penn e Robert Duvall), participações em seriados consagrados como ER e Monk, além do próprio Namorada de Aluguel, óbvio, que é o filme que todos nós lembramos dele melhor.

Por onde ele anda? Você sabe? À título de curiosidade, continua fazendo filmes (medianos, de nem tanta expressão) e na ativa.

Abaixo Courtney Gains em 1987 e atualmente:

[Gains em Namorada de Aluguel com Patrick Dempsey]



[Gains hoje em dia]


Ser lembrado como o ruivo que teve a porta toda "enmerdada" (?) é foda, né? rsrs

E o pior de Arquivo X...

Como neste post AQUI eu fiz uma lista do MELHOR de Arquivo X, faço agora um post enumerando os cinco piores episódios da cultuada série. Veja se você concorda comigo, pois o que vem a seguir é o "filé mignon da ruindade do seriado".


[MISSÃO EM PERIGO (SPACE, 1993/8º EPISÓDIO DA 1ª TEMPORADA)]

O próprio Chris Carter afirma que este é o episódio que menos gosta da primeira temporada. Por conta das restrições orçamentárias, jamais se vê o que realmente acontece dentro de um ônibus espacial cujo astronauta está sob influência alienígena oriunda do "rosto de Marte" (aquela imagem da superfície do planeta vermelho que lembra uma expressão humana).


[A TRINDADE (3, 1994/7º EPISÓDIO DA 2ª TEMPORADA)]

Com Gillian Anderson ausente por conta da gravidez, Duchovny carrega sozinho esse episódio-clichê sobre fetichistas por vampirismo que podem ou não ser criaturas da noite de verdade. O ator ainda descolou uma vaguinha para sua então namorada, Perrey Reeves, como uma vampira.


[A MALDIÇÃO DA MÚMIA (TESO DOS BICHOS, 1996/18º EPISÓDIO DA 3ª TEMPORADA)]

Pelo título nacional, parece que o capítulo é fruto da mente maluca de Ivan Cardoso. Quem dera. Urna sagrada retirada de um sítio arqueológico sul-americano provoca estranhos assassinatos em um museu de Boston. Tudo não passa do "espírito do jaguar", maldição que transforma inocentes gatinhos em monstros assassinos. Chamem a carrocinha.


[LUTA DE GÊMEOS (FIGHT CLUB, 2000/20º EPISÓDIO DA 7ª TEMPORADA)]

Uma mulher e sua irmã gêmea provocam uma série de brigas - e mortes - quando se aproximam. O segredo envolve o fato de uma das irmãs ser uma doppelgänger, criatura mitológica que se torna cópia de outra pessoa. Mas alguém resolveu escalar a comediante Kathy Griffin para o papel duplo.


[O VINGADOR (BADLAA, 2001/12º EPISÓDIO DA 8ª TEMPORADA)]

Acredite se quiser: o mistério em questão envolve um místico indiano que penetra no corpo de suas vítimas pelo... err... canal retal e sai por suas barrigas, como o alien. O sujeito em questão é interpretado por Deep Roy, o Oompa Loompa da A Fantástica Fábrica de Chocolate, de Tim Burton, o que joga no ralo qualquer sensação de ameaça.


[Fonte: Revista SET]

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

► Os 10+ (Mulheres)

Sabe como é... americano adora fazer listas. Lista de melhor filme, lista de melhor ator/atriz, lista de melhores carros, lista de mulheres mais bonitas, etc. Baseado nesse TOC dos americanos de fazerem listas pra tudo, e me lembrando dum episódio de FRIENDS onde o Ross e a Rachel fazem uma lista de "5 Mulheres que ficariam" (a cena do Ross com a Isabella Rossellini é hilária) e "5 Homens que ficariam" respectivamente, faço a "MINHA LISTA DAS 5 MULHERES QUE EU FICARIA".

O que levei em consideração? 1) A mulher ideal; 2) A beleza exótica; 3) O fetiche; 4) O intelecto e 5) A gostosa. Claro que esqueci várias mulheres gatas e gostosas, mas como são apenas 5, estas são as escolhidas.


[RACHEL WEISZ]


A mulher ideal da minha lista. Linda, carismática, inteligente, charmosa, ganhadora dum Oscar de Atriz Coadjuvante (O Jardineiro Fiel), com um sotaque inglês que mata a pau... como que ela não estaria na minha lista? Impossível.


[FERGIE]

A mulher com a beleza exótica mais linda da minha lista. Porra do caralho. O que é o rosto dessa loira? E o corpo? E a voz cantando "lárálárárálááá"? Sempre na mídia, uma das mulheres mais bem vestidas do mundo (até aí não me interessa muito, falo isso pois só imagino o que é a lingerie dela) e sem contar o sex-appeal que é desconsertante. Fergie na veia.

[EVAN RACHEL WOOD]


A ninfeta da minha lista. Se bem que de ninfeta ela não tem nada. Já tem seus 21 aninhos. A loirinha é meu sonho de consumo pra fantasias sórdidas. rsrs. Talentosa e de personalidade forte, com filmes excelentes no currículo (Aos Treze, Across the Universe), o único pecado dela foi ter tido um relacionamento com o Marilyn Manson. Fora isso, tá na minha lista. É a sucessora da Sandy (PS: sim, a Sandy era uma das minhas TOP 5 e caiu fora pra entrar a Rachel Wood).


[TINA FEY]


A mulher intelectual da minha lista. Sabe aquelas mulheres que te cativam pelo intelecto, pelas idéias, e não pelo corpinho bonito? Pois é. A Tina Fey é assim. Além de ser bonita (é fato), é uma das comediantes mais bem pagas do mundo atualmente. De onde ela surgiu? Do Saturday Night Live, um dos programas mais vistos na TV americana, onde ela era uma das redatoras principais. Charmosa e culta, além de bonita, por isso ela tá aqui.

[PIU PIU DO PÂNICO]

A mulher gostosa da minha lista. Rosto lindo, olhos azuis de deixar qualquer um louco, corpo perfeito, peitos siliconados, coxão, bunda firme e coxas torneadas. Perfeita não define o que essa mulher é. Inteligência? Deve ser zero. Bom papo? Não me interessa. Corpo perfeito e sexo? 100% o que todo homem deve querer numa mulher. Portanto, Elisiane Benites (sim, ela tem um nome e não se chama "Piu piu") TINHA que estar aqui entre as cinco.

E você? Qual seria a sua lista?

10 coisas pra eu fazer até final de novembro

Sabe resolução de final de ano? Pois então, eu tô fazendo uma de meio de ano Mais especificamente de dez coisas que quero fazer até o final de novembro. Algumas são fatos consumados e já estão praticamente certas (os dois casamentos que tenho pra ir, do Rafael e do Fábio), mas as outras, só depende de mim e em alguns ítens, dos FDP's dos meus amigos. Segue abaixo a lista:


[Escalada]

- Tive o tornozelo esquerdo lesado 2x, mas vamos ver no que vai dar isso quando eu for.


[Paintball]

- Não vejo a hora de explodir a cabeça do Bouça com uma bala de tinta! rsrs.


[Andar de kart]

- O que tô com mais vontade de fazer é isso, nunca andei, mas dizem que é muito show, apesar de tu sair detonado de dentro do kart.


[Rafting]

- Alguns querem fazer rafting noturno, eu acho que o ideal é fazermos novamente o tradicioal, 8km de dia e era isso. Vamos ver ainda.


[2 casamentos]

- E não é o meu. Ainda. rsrs


[Ir pra Gramado]

- Saudades de Gramado..


[Ir pra Floripa]

- Vou ver se consigo visitar o Endrigo.


[Comer comida japonesa]

- Já comi, claro... mas tô com vontade de novo.


[Passar um dia no sítio com a gurizada]

- Meu aniversário talvez, tenho que ver.


[Ir mais vezes ao cinema]

- Como diria o Bouça: "Certo!"

O sabor e a textura da carne humana

O nome é hufu e foi criado para estômagos "especiais". O hufu é um produto à base de tofu que imita, da forma mais realista possível, o sabor e a textura da carne humana. Carne humana! Bom, a novidade é chamada de "carne humana alternativa" para "canibais que desejam deixar o hábito", além de ser descrito como um produto fundamental para estudantes de antropologia que estejam estudando o canibalismo. Agora, empresas estão introduzindo o hufu em quitutes para paladares seletos, reproduzindo as "características naturais" da carne e de órgãos humanos. Os consumidores já até encontraram uma forma "divertida" de apreciar o hufu.

Para Mark Nuckols, o criador da iguaria inusitada, "comer hufu dá muito prazer, é como imaginar que você esteja mesmo comendo carne humana. Naquele momento você pode se juntar à fraternidade do canibalismo".

Ele acrescenta:
"Se você realmente quer ir o mais próximo possível da experiência do canibalismo, hufu é a melhor opção."
No Japão, como mostra a foto abaixo, o hufu já virou moda e está substituindo sushis e sashimis em reunião de amigos.


Tem louco pra tudo!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

► Assino embaixo - 3

Como um fãzaço de Arquivo X (os episódios mais antigos, as primeiras temporadas, pois depois a coisa desandou), cito abaixo cinco episódios que a revista SET listou como ótimos e que pra mim também são alguns dos melhores da série. E quanto ao segundo filme no cinema, não, não vi. Que saco. Mas em DVD verei certo. Aliás, já tô guardando uma grana pra comprar as primeiras temporadas. Vale a pena.

Outra coisa: LOST, que é outra série que eu adoro, é livremente inspirada em vários episódios de Arquivo X. O próprio J. J. Abrams, Damon Lindelof e Carlton Cuse já admitiram isso. Mais um motivo portanto pra ser fã dessa antiga (tá, nem tão antiga assim) série que marcou a década de 90. Leia abaixo e vê se você concorda comigo quanto a estes cinco episódios:

[TERROR NO GELO (ICE, 1993/7º EPISÓDIO DA 1ª TEMPORADA)]

Claramente inspirado em O Enigma do Outro Mundo, o par de federais investiga um duplo suicídio em uma estação de pesquisa no Ártico. O culpado é um microorganismo que infecta os cientistas e amplia a paranóia e a ravia dos hospedeiros, tranformando-os em assassinos. A suspeita atinge até mesmo Mulder e Scully, que chegam a apontar armas um para o outro.


[O LAR (HOME, 1995/4º EPISÓDIO DA 3ª TEMPORADA)]

O mais perturbador episódio da série, exatamente pelos monstros não serem ETs, mas algo que poderia existir na vida real. Após descobrir um bebê defeituoso enterrado vivo em uma pequena comunidade, Mulder e Scully acham a causa do problema: uma família que, por causa da procriação consangüínea, gerou filhos deformados e psicopatas. Eles mantinham a própria mãe sem pernas presa debaixo da cama em um carrinho. Para estômagos fortes.


[OS JAPONESES/O FALSO ALIENÍGENA (NISEI/731, 1995/9º E 10º EPISÓDIOS DA 3ª TEMPORADA)]

Episódio duplo com momentos eletrizantes que forma um longa-metragem digno de cinema. Começa com um grupo de cientistas japoneses realizando autópsia em um alienígena até ser interrompido por homens armados, e termina com Mulder preso em um vagão com uma bomba e um híbrido humano/ET. A trama da abdução de Scully e de seu implante chega a revelações surpreendentes.


[A GUERRA DAS BARATAS (WAR OF THE COPROPHAGES, 1996/12º EPISÓDIO DA 3ª TEMPORADA)]

Aproveitando uma folga para investigar uma cidade onde ovnis teriam sido vistos, Mulder esbarra em um ataque de uma legião de baratas. A resposta, é claro, envolve um experimento secreto do Ministério da Agricultura com baratas robóticas. O ciuminho de Scully, por conta de Mulder trabalhar com uma cientista sexy vale o episódio.


[DO ESPAÇO SIDERAL (JOSE CHUNG'S FROM OUTER SPACE, 1996/20º EPISÓDIO DA 3ª TEMPORADA)]

Um dos poucos capítulos cômicos da série, inspirado na estrutura de várias versões de uma mesma história de Rashomon, de Kurosawa. Casal de adolescentes jura ter sido abduzido por alienígenas, mas seu depoimento e o de várias testemunhas tornam-se cada vez mais contraditórios e absurdos. O Jose Chung do título original é um escritor de ficção científica que entrevista Scully sobre o caso. Grande momento: a paródia a autópsias de ETs.


[Fonte: Revista SET]

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Ando fazendo... 2

Passados 40 dias desde esse meu último post, dou um panorama do que ando fazendo da vida. Seja lendo, vendo, ouvindo, jogando, etc.


[LENDO]

Até pouco tempo atrás, estava lendo a "Bíblia dos Quadrinhos": Watchmen, que por sinal, ano que vem sairá o filme. Alguns filmes inclusive já estão até passando o trailer. Mas agora parti pra outra e tô lendo "A Piada Mortal". Clique aqui e saiba mais desta, que é considerada uma das melhores histórias em quadrinhos de todos os tempos. Vale a pena.

[VENDO]

Além de LOST e FRIENDS, que são hours-concours, tem uma outra série que não abro mão de vê-la: Two and a Half Men. Uma sitcom onde Charlie Sheen interpreta... Charlie Sheen!


A sinopse: Charlie Harper (Charlie Sheen) é um compositor de jingles solteirão bem de vida que vive numa casa na praia, tem um belo carro na garagem e grande facilidade de conquistar as mulheres. Seu estilo de vida casual em Malibu é interrompido quando seu irmão Alan (Jon Cryer), que está no meio de um divórcio, e seu sobrinho de 10 anos Jake (Angus T. Jones - que rouba a cena como o sarcástico e irônico Jake), chegam para morar com ele.

Para complicar ainda mais as coisas, há também a obcecada e controladora mãe de Charlie e Alan, Evelyn (Holland Taylor); a afastada mulher de Alan, Judith (Marin Hinkle); e a atraente e meio estranha vizinha Rose (Melanie Lynskey), que teve um breve romance com Charlie e está determinada a estar presente na vida dele custe o que custar.

Apesar desse estranho relacionamento, Charlie e Alan descobrem que ambos tem uma coisa em comum: eles amam Jake e querem o melhor para ele. Os irmãos concordam em criar um lar "adequado" para Jake na casa de Charlie, e juntos esses dois sujeitos encaram os desafios de (em alguns casos, finalmente) se tornarem adultos.


[OUVINDO]



"Save Tonight" do Eagle-Eye Cherry. É fato. Não me canso de escutar essa música. Tô até pra dizer que essa é uma das que mais ouço no meu carro. Lá por volta de 2020 ainda estarei ouvindo essa música e curtindo-a. rsrs


[JOGANDO]

Por enquanto não tô jogando nada. Tô na espera pra ver se consigo este jogo:



Ghostbusters - The Videogame. Yeaahh!


[INDO VER]

Não vejo a hora de ir ver Trovão Tropical. Mas o foda é que não estreou ainda. Não sei porque estão adiando tanto.


A sinopse: Tugg Speedman (Ben Stiller), Jeff Portnoy (Jack Black) e Kirk Lazarus (Robert Downey Jr.) são superastros de Hollywood contratados para protagonizar a superprodução Trovão Tropical, sob a direção do cineasta inglês Damien Cockburn (Steve Coogan). Trata-se da adaptação da autobiografia do veterano 4 Folhas Tayback (Nick Nolte), na qual descreve os horrores pelos quais passou na Guerra do Vietnã. A equipe viaja às locações originais a fim de filmar o drama de guerra, mas os egos dos atores não facilitam muito. Para tentar controlar sua equipe e levar adiante o projeto financiado pelo estúdio de Les Grossman (Tom Cruise), o diretor leva seus atores ao meio da floresta para dar um ar de realidade às filmagens. Mas ele nem imagina os perigos reais que a selva vietnamita pode guardar à equipe.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

► Vídeos que recomendo - 9 "3 em 1" (Crash Test Dummies-"Mmm Mmm Mmm Mmm";Mick Jagger e Dave Stewart-"Old Habbits Die Hard" & Colbie Caillat-"Bubbly")

Abaixo seguem três vídeos/clipes/músicas que volta e meia tô escutando. Seja no rádio do carro, em casa ou no PC mesmo.


Música clássica do Crash Test Dummies que se chama "Mmm Mmm Mmm Mmm". Quem me conhece, sabe. Sou fã dessa música.




Aqui, uma parceria que deu certo: Mick Jagger & Dave Stewart ("Old Habbits Die Hard" - trilha do filme Alfie, por sinal, um filme que faz a gente pensar muito...).




E por último, essa loira gatinha aí abaixo que se chama Colbie Caillat e o nome da música é "Bubbly".



E o mais legal é que ela tá vindo pra Porto Alegre. Me peguei ouvindo essa música, grudou no ouvido e depois que fui descobrir que quem cantava era ela. Gostei e recomendo.

► Crônicas do David Coimbra - 6 / ► Homens e Mulheres - 9

[QUANDO A SUA MULHER ESTÁ BRABA]
[Fonte: Arte Zero Hora]
Você olha para a sua mulher e ela está com a cara amondongada. Hm. Aí tem. Você a conhece, sabe que ela está chateada. Será que é algo que você fez? Ou algo que você não fez? Deve ter sido. Sempre é. Você chega para ela com todo o jeito e:

- Que que foi?

Ela, ligeiramente impaciente:

- Que que foi o quê?

- Você parece chateada...

Um pouco menos ligeiramente impaciente:

- Não é nada.

- Como assim, não é nada? Você está estranha.

Depois de um suspiro baixo, definitivamente impaciente:

- Estou triste, só isso.

- Por quê?

Outro suspiro. Levemente irritada:

- Por nada.

- Como assim por nada? Tem que ter alguma coisa!

Menos levemente irritada:

- Por nada, já disse!

- Ninguém fica triste por nada! Tem que ter algo!

Horrivelmente irritada:

- Já disse que não tenho nada!

E, antes que você possa contra-argumentar, ela pronuncia a frase definitiva e irrespondível:

- Tenho o direito de ficar triste!

Essa frase sempre me desconcerta. Porque direito é sempre algo bom, não é? A pessoa tem direito de morar bem, direito de ser feliz, direito de ganhar o décimo-terceiro e talicoisa. Ninguém reclama ter o direito, por exemplo, de ser atropelado. Ou, sei lá:

- Tenho o direito de ter hemorróidas!

- Tenho o direito de fazer tratamento de canal!

- Tenho o direito de passar a minha vida inteira em Ciudad del Leste!

A mesma coisa isso de ficar triste. Por que as mulheres reivindicam o direito de ficar triste? Quem é que gosta de ficar triste?

Bem. Elas gostam. Elas querem ter o direito disso.

Assim, quando a sua mulher disser que não compreende por que você sofre por causa do futebol, responda simplesmente:

- Tenho o direito de sofrer!

Para você isso não significa nada, mas ela entenderá.

***

Por ter travado esse diálogo inúmeras vezes, sei que, na verdade, tudo não passa de uma cilada. Quando uma mulher está triste, ela quer que você pergunte por que ela está triste, mas, ao mesmo tempo, ficará irritada se você perguntar por que ela está triste. Ela quer é falar. Falar, falar, falar. Vai dizer que as coisas estão erradas na vida dela, que ela precisa mudar e bibibi, mas não será nada objetivo. Muito irritante, sei, mas você precisa se conter e não perguntar os motivos de tudo aquilo. Não tem motivo, manja? Toda aquela cena é só para falar. Falar, falar, falar.


[QUANDO ELA VAI COMPRAR ROUPA]

Estratégia, entendeu? Você precisa usar estratégia com as mulheres, meeen! Por exemplo, quando vocês vão juntos comprar roupa para ela. Ela fica lá, experimentando todas aquelas roupas. Quer a sua opinião, mas, em verdade em verdade vos digo: a sua opinião não importa. Ela está trocando de vestido sem parar e posando em frente ao espelho e perguntando o que você acha. Digamos que você escolha o preto. Ela:

- Mas não acha que o amarelo é mais elegante?

Você vai repetir que preferiu o preto. Aí ela vai discorrer longa e enfadonhamente sobre as vantagens do amarelo. Quer dizer: ela já escolheu o amarelo, você que é uma besta de ter preferido o preto. E se você disser que para você tanto faz, pior: ela ficará ofendidíssima.

Você deve agir da seguinte forma, preste atenção:

Escolha sempre o segundo.

Segundo vestido, segundo sapato, segunda calça. Sempre o segundo. Porque, se você escolher o primeiro, ela vai pensar que você quer se livrar logo daquilo; se você esperar muito, ela ficará experimentando roupa por horas; se você disser que não faz diferença, ela ficará furiosa. Assim, escolha o segundo e se mantenha firme nessa decisão:

- O segundo é o melhor, o segundo é o mais bonito.

Até que ela se decida por outro. Aí, nada de resistências. Você precisa aderir rapidamente:

- É, pensando bem, este é tão bonito quanto o segundo.

Pronto, você fez uma mulher feliz e, naquele fim de semana, poderá sofrer em paz com o seu time na TV.


[Blog do David Coimbra - www.clicrbs.com.br/blogdodavid]

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Profecia Colorada - 2

E domingo (28/09) tem o 2º Grenal válido pelo Brasileirão. E novamente bancando a Mãe Dinah, aí vai meu palpite UMA SEMANA ANTES do jogo. Vamos ver se confirma:

INTERNACIONAL 2 x 1 GRÊMIO
Gols do Inter: Nilmar e Alex
Gol do Grêmio: Paulo Sérgio


Os dois gols do Inter sairão no 1º tempo e o do Grêmio no 2º tempo.
Me cobrem depois. rsrs


PS: hora do post: 13hs (segunda-feira - 22/09)

domingo, 21 de setembro de 2008

Who you gonna call??

Dando uma volta pelo sempre ótimo blog do Carlos Alexandre Monteiro, o Tudo está Rodando, vi um post sobre esse vídeo que tá logo abaixo. Não preciso nem dizer que como fãzaço dos filmes Os Caça-Fantasmas, já saí procurando aonde que posso encontrar o jogo para videogame (Playstation 2). Se alguém souber onde encontro, me dêem um toque.



Que gráficos, hein? Putzz. Esse é um jogo que gostaria de ter na minha estante.

Lost - 4 (É hoje! Emmy 2008 e a torcida para LOST!)

Lembrando que hoje acontece o Emmy 2008. E minha série favorita foi indicada a 8 prêmios Emmy (O Oscar da TV). LOST! A principal categoria e mais importante foi de Melhor Série Dramática. Mas vai ser dureza, pois as demais séries são fortíssimas canditadas também: Boston Legal, Damages, Mad Men, Dexter e a favorita House. Se por acaso LOST não levar como série dramática, aposto tudo na categoria de Melhor coadjuvante de série dramática: Michael "Ben" Emerson. Acho que esse ano é o ano dele, visto que no ano passado ele já concorreu e, perdeu por ironia do destino pra outro companheiro de elenco: Terry "Locke" O'Quinn.
LOST ainda ganhou indicações em várias categorias técnicas: as de Melhor fotografia, com John Bartley por The Constant; Melhor trilha de episódio com Michael Giacchino pelo mesmo episódio; Melhor edição de episódio por There's no Place Like Home (Partes 2 e 3); Melhor edição de som por The Shape of Things to Come; Melhor mixagem de som por Meet Kevin Johnson; e a série para celulares Lost: The Missing Pieces ainda concorre a Melhor programa de entretenimento de curta-metragem.


O Emmy passará no canal Sony às 19hs deste domingo. Confiram!

► Provérbio do dia - 11

"Somos feitos de emoções, basicamente todos nós estamos procurando por emoções, é apenas uma questão de encontrarmos a maneira com que devemos vivenciá-las." - Ayrton Senna

sábado, 20 de setembro de 2008

Porque a vida vale a pena pra mim

Abaixo, algumas coisas que fazem a vida valer a pena pra mim:

Pra começar, cinema. Muito cinema. Burton (o Tim). Del Toro (o Guillermo). LOST. FRIENDS. Two and a Half Men. The Big Bang Theory. Sitcoms no geral. Stand-up comedy. U2 e The Cure. O carisma do Bono e a genialidade do Robert Smith. A arte da conquista entre Homens & Mulheres. Cerveja preta. Moka de baunilha. McDonald's. David Coimbra e L. F. Veríssimo. Blog pra desopilar. Celular pra opilar. Praia. O mar de tardezinha. Inverno. Frio. Christopher Walken e Johnny Depp. Fergie e Rachel Weisz. Sport Club Internacional. Falcão e Fernandão. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Jude Law em Alfie. Chandler e Joey. O Batman do Bale e o Coringa do Ledger. Mastigar gelo. Churrasco. Céu estrelado. Zumbis. Viajar de carro a noite. Minha casa. Anos 80. Pai e Mãe. Minha profissão. Amigos de longa data. Minha infância. Minha namorada. Pessoas especiais que guardo comigo.

Esqueci de alguma coisa importante?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

► Vale conferir - 5 (My Heritage)

Um site muito legal é o My Heritage.com, onde carrega-se uma foto tua, o site faz uma geral de pessoas famosas que se parecem com você, e seleciona tais pessoas como se fossem bem próximas de ti, parecidas ao extremo, quase gêmeas, de acordo com os traços do teu rosto.

Com essa foto que carreguei abaixo, o site me achou parecido com:


Minha conclusão: um jogador de futebol (Michael Owen), um Príncipe (William), um puta ator das antigas (Gary Cooper), outro ator (Vin Diesel), mais um ator (Oded Fehr), um cantor (Gilbert O'Sullivan), um tenor (Jose Carreras) e tirando o tal do Simon Le Bon (vocalista da banda Duran Duran, lembram?), até achei cool. rsrs. E você? Com quem se parece? Acesse My Heritage.com e faça o seu.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

► Provérbio do dia - 10

"O único homem que não erra é aquele que nunca faz nada!" - Roosevelt

14 Faces do Batman

Olha só que show. A visão de 14 artistas de como eles imaginam o Batman. E como sou fãzaço do Homem-Morcego...


1. Batman by George Patsouras


2. Batman - Colored by Phil Pochrzast
3. Batman the Watcher by Mario Cau

4. Batman takes a stroll by Sudoru

5. Uncle Bat by Kanoksilp

6. Watching Batman by RodReis

7. The Dead Knight by Mindsiphon

8. Middle Class Batman by Mike Mitchell

9. Batman Returns by Erik VonLehmann

10. The Batman by Roger Cruz
11. Batman by J T Park
12. Batman by Gino Roberto

13. Batman by Bogac

14. Batman by Francis Tsai

► Vale conferir - 4 (Motel Camelot)

Post de utilidade pública pra quem curte um excelente motel, requintado, preços acessíveis, espumante de graça e quatro horas de estadia (diferentemente de Porto Alegre, que 99% dos motéis são apenas duas horas).


[RELATO NA REVISTA PLAYBOY (JUNHO DE 2001)]

Só de chegar de automóvel à noite no CAMELOT já vai dando um certo frio na espinha. Os caras conseguiram criar uma atmosfera medieval tão convincente, que você pensa que qualquer momento vai surgir a cavalo um bravo Sir Galahad trajando elmo e armadura. Reservei a suíte Real, a 802, na ala Lancelot. O conjunto é um castelo de pedras vermelhas num bosque, com casamatas, torres, vielas e tudo mais. Sua gata vai ficar como a minha, amarradaça no visual. Logo de cara já tem um plus, o elevador privativo. Foi uma oportunidade e tanto de satisfazer a velha tara de transar no elevador.

OK, não existia o perigo de alguém de repente abrir a porta, que é o tempero dessa fantasia. Mas não sentimos falta desse pormenor.

A pitada de azar ficou por conta de algo que fez o elevador parar no meio do percurso. Não havia motivo para preocupar. Em vinte minutos consertariam a ziquizira mecânica. Não pude resistir à molecagem de socar a porta do elevador e exigir que nos tirassem dali. Eles entenderam a piada e nos deram um bônus de mais duas horas como cortesia.

Já na suíte, o grande lance eram duas jaulas, com direito a alças de metal e correntes barulhentas com que se prende o pescocinho da gata. Aquele clima de corte do Rei Arthur realmente hipnotiza e faz a imaginação voar longe. Mandamos vir um filé a parmegiana acompanhado do vinho certo. Estava meio friazinho à noite e a lareira pegou muito bem. O jantar foi impecável. Depois dele, a dúvida foi de escolher entre a suíte de cama alta ou a de cama no chão. Uma vez que nossa atuação tinha sido aérea, tanto no elevador quanto nas jaulas, optamos pela baixinha.


[RELATO NA REVISTA RED32]

O CAMELOT, também réplica de um castelo, já se destaca na entrada. Você realmente tem a sensação de estar entrando em outro século. Os grandes tijolos das paredes são visíveis nos quartos, o que da uma caracterização maior ao ambiente, além das algemas e coleiras.

Os nomes dos quartos foram inspirados na lenda do rei Arthur, não tem carpetes e variam de R$ 45,00 (mini alcova/4h) e R$ 167,00 (suíte real/6h).

Destacam-se as duas suítes reais, que tem elevador com sofá (bem mais seguro que qualquer outro prédio, pois tem chave) e cinco ambientes. Dois quartos com camas redondas com colunas e lençóis (uma delas "embutida" no chão), frigobar, TV 29 polegadas, ducha e pia, uma sala com lareira, pista de dança (com direito a luzes e globo) e duas jaulas (com espelhos e acessórios), um salão de festas com churrasqueira (o cliente só precisa trazer a carne pois o Kit churrasco cuida do resto) e a ala fria, com banheira spa com hidromassagem, sauna, ducha, colchão d'água e cadeira erótica.

O motel tem dois canais de cine privê, TV aberta e a cabo, serviço de sex-shop, kit-tiazinha (máscara e calcinha) e aceita mais de duas pessoas no mesmo quarto, com um acréscimo de 35% por indivíduo. Dependendo do apartamento, cabem quatro, cinco ou seis clientes.

O CAMELOT fica em São Leopoldo, na Rua Pelotas, 101. Bairro Sharlau - RS 240 - Km 2 - São Leopoldo/RS - Telefone 3568-2260



Vale a pena levar uns 25 minutos até lá, do que ir em certos motéis de POA. Fica a dica.
[Fontes: Motel Camelot, Revista Playboy e Revista Red32]

Separados pelo nascimento - 7

Separados por um Obina.


[Fonte: Kibe Loco]

O mais Colorado dos Colorados

Meu amigo Márcio, colorado doente que sempre tem um texto postado por mim aqui, foi premiado no concurso do Inter de contos, ficou em 4º lugar. Parabéns, Márcio. E abaixo segue outro texto.


[O MAIS COLORADO DOS COLORADOS]

Porto Alegre, verão de 1988, o sol carrega violentamente seus raios sobre o dorso de minhas costas. Levo comigo minhas inseparáveis vestimentas alvi-rubras e em outra mão meu estimado rádio Philips. O calor é intenso, em nossa Arena Gigante pouquíssimos fiéis aguardam o início do confronto marcado contra nosso homônimo da Região Central da Província. Estar naquele momento sentado no calor daquele cimento já poderia ser considerado ato de heroísmo. E a cada erro de nossos atacantes, a cada equívoco de nossos defensores a minha certeza aumentava. Aqueles 300 homens que apoiavam o Exército Vermelho naquela batalha, tratavam-se de verdadeiros fiéis vermelhos.

O confronto chega ao fim. Uma vitória minguada. Bem típica daqueles tempos. Lentamente caminho rumo a estrada mais próxima á saída de nosso Castelo Rubro. Em meio aos comentários dos menestréis, um dos fiéis vermelhos me aborda e interrompe meu percurso. Trazia consigo uma vestimenta alvi-rubra com um um ramo de louros bordado acima do brasão e em outra mão um rádio de dimensões tão grandes quanto o meu. Disse que me conhecia. Disse que era amigo de meu Tio. Disse que não sabia de minha paixão pelas cores branco e rubro. Disse que entendia que o atacante Heider fizera uma boa jornada. Disse que acreditava cegamente na recuperação de defensor Casemiro.

Vislumbrei em sua face rosada pelo sol intenso que seus olhos ainda cintilavam felizes pela apertada vitória alvi-rubra. Em um pequeno exercício de memória consegui decifrar de quem se tratava. "É aquele nosso amigo que tinha o hábito de jogar War comigo e com meu tio na pequena cozinha da casa de meu Avô. É, aquele cara que posicionava todo o seu Exército Vermelho dentro do Japão e se desfazia dos demais territórios só para poder dizer à plenos pulmões: O Japão é vermelho". Claro, sim, é o Amigo de meu tio. Desde aquela tarde ensolarada, nosso caminho foi marcado por inúmeras batalhas travadas em nossa Arena Gigante. Foram muitas lágrimas derramadas em vitórias ou em insucessos alvi-rubros.

Mas se algum dia por essas andanças da vida perguntarem pelo mais colorado dos colorados, lembrem que o Exército Vermelho conquistou pela primeira vez a terra do do Sol nascente há mais ou menos duas década atrás.Lembrem, também, dos 300 guerreiros ardendo sob um fogo intenso. Lembrem do coração alvi-rubro mais flamejante que já se ouviu falar nesses 98 anos de existência do Planeta Vermelho. Claro, sim, lembrem do Amigo de meu tio.


["Contos em Branco e Rubro" - Márcio Mór Giongo]

terça-feira, 9 de setembro de 2008

► Fique de olho em... 2 (The Wrestler + Mickey Rourke)

Quem lê minhas postagens aqui, já deve saber que tenho um canal de comunicação chamado # Fique de olho em.... Será um toque/uma dica minha, pra vocês ficarem de olho em tal ator/atriz/diretor que considero excelente... que estava desaparecido mas que voltou a ser notícia... que por determinado papel será notado... ou até por uma interpretação inspirada em determinado filme... etc.

E dessa vez será uma indicação dupla: filme e ator. Um filmaço (dizem) que ganhou recentemente o Leão de Ouro de Melhor Filme no Festival de Veneza chamado THE WRESTLER e que revigorou (Sin City já havia feito isso, mas depois ele deu uma sumida de novo) a carreira de um dos atores mais promissores da década de 80 e, que me parece, voltará com tudo pela elogiadíssima atuação (Oscar?) por seu papel principal no filme. Quem? MICKEY ROURKE.

Dirigido por Darren Aronofsky (PI, Requiém para um sonho, Fonte da vida), o filme se baseia no livro que Robert Siegel escreveu sobre Randy "The Ram" Robinson, astro da luta-livre nos anos 80 (PS: para quem possa interessar é a chamada luta-livre telecatch (WWE), sim). Depois de ter um infarto em uma luta, Robinson (interpretação elogiadíssima de Mickey Rourke já citada acima) fica sabendo que pode morrer se lutar novamente. A partir daí, ele tenta arrumar um emprego em uma loja e se enturmar com o filho da stripper com quem está morando. Mas surge, então, a proposta para uma luta com o seu maior rival, o Aiatolá, e fica difícil para "The Ram" resistir... No elenco ainda temos Marisa Tomei, Rachel Evan Wood e Ernest Miller.

Mickey Rourke marcou sua volta por cima com uma performance elogiada pela crítica como lutador solitário e exaurido cuja vida ecoa dolorosamente a do próprio ator, visto em Hollywood como outsider. Este, que passou boa parte dos últimos 50 anos no isolamento profissional, devido a sua fama de ser explosivo e de trato difícil no set, descreveu sua atuação física e emocionalmente desafiadora em The Wrestler como sua melhor até hoje.

"Há 15 ou 20 anos as pessoas me perguntam: 'Qual é o seu favorito entre os filmes que você já fez, qual foi seu melhor trabalho?'", disse Rourke à Reuters em entrevista em Veneza. "E eu dizia: 'Ainda não fiz meu melhor trabalho'. Mas agora posso dizer honestamente que este é o melhor filme que já fiz", disse o ator, cujas biografias online dizem que ele tem 51 anos. "Três dos filmes mais difíceis que já fiz - 9 e Meia Semanas de Amor, Coração Satânico e O ano do dragão -, juntos, não foram tão difíceis quanto este."

Rourke fez treinamento intensivo numa academia de Miami para ganhar a musculatura necessária para o papel. E trabalhou com lutadores profissionais de luta-livre para fazer as cenas no ringue - tarefa complicada pelo fato de ele ser um boxeador treinado. E convenhamos... vale dar mais um voto de confiança pra Rourke, não vale?

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Terrorismo

Terrorismo pouco é bobagem.


[Fonte: Buzz]

Porque recordar é viver

Domingo, dia 17 de dezembro, o filho gremista pergunta para o pai, também gremista:

- Pai, porque os colorados estão comemorando?
- Porque eles foram campeões do mundo, diz um conformado pai.
- Mas pai, nós também somos campeões do mundo, né?
- Sim!, exclama imediatamente um animado pai. Ao fundo, foguetório.
- Pai, tem vídeo teu no Youtube na comemoração e fotos da festa do Mundial?
- Não, guri. Naquela época não existia Youtube e câmera digital. Aliás, nem internet tinha.
- Não???? Bah, que estranho... E o Inter ganhou do Barcelona, aquele time que vemos todos os domingos na TV, né? E nós, de quem ganhamos?
- Do Hamburgo, 2x1 na prorrogação.
- Hamburger? Que time é este?
- HamburGO. Na época era o campeão europeu.
- E depois?
- Nunca mais ganhou nada, hoje é time médio na Alemanha. Eles foram com time misto, tavam mal no Alemão.
- Mas eram bons? Tinham craques que nem o Ronaldinho, o Deco, o Eto'o?
- Claro, tinha o... Rollf e o Magath!

Confuso, mas confiando no pai, o guri diz: - Hmm, tá bom... Ah, este Hamburger era que nem o Once Caldas da Colômbia, né?
- Como você pergunta coisas! Já falei que é HAMBURGO, com GÊ-Ó no final! O que mais tu quer saber, hein?
- Contra quem jogamos nas semifinais? Um time da Ásia?
- Não, guri. Na época não tinha isto, era um jogo só da Europa contra a América do Sul.
- Hmm, entendi.. Então na época, só haviam descoberto dois continentes?
- Mas saco (nesta hora o pai já está bem irritado com o interrogatório)! Não, é que não tinha representantes dos outros continentes. Era só 1 jogo, e só entre eles.

Tentando amenizar, mas muito curioso ainda , o menino pergunta: - Pai, tem imagem de TV da entrega da nossa taça do Mundial?
- Tenho! Peraí, tenho que pegar o videocassete betamax que tá no sótão e instalar na TV velha da sala. O pai vai rápido, todo feliz e instala em 10 minutos. A imagem tá ruim, mas dá para ver a entrega direito. Neste momento, passa uma horda de colorados na frente do prédio gritando: "Colorado, Colorado: nada vai nos separar..."
- Pai, quem é este japonês que tá entregando a taça pro nosso time? Era o presidente da FIFA na época? Quem era antes do Blatter?
- Hmm, não lembro. Deixa eu ver o que tá escrito na tela. Ah, tá ali. "Toyota Maintenance Manager", então é o Gerente de Manutenção da Toyota.

- Entendi tudo então pai! Então quer dizer que também somos campeões do mundo, mas na época não tinha internet nem câmera digital, e gravado em um sistema que não existe mais. Que ganhamos de um time que era zebra na Europa, que não tinha semifinal e o mundo do futebol só tinha dois continentes. E que o prêmio pela conquista foi entregue por um funcionário subalterno da patrocinadora do jogo.

O pai suspira, escutando pela milésima vez ao fundo "... o teu presente diz tudo, trazendo a torcida alegres emoções..." e diz: "é, ainda bem que este já é gremista. Mas vai ser difícil convencer o outro...”

É FODA SER COLORADO MESMO! rsrs

► Assino embaixo - 2

Quem me conhece, sabe: sou fã incondicional do "Universo Batman". Tenho uma coleção de gibis pra quem não sabe de mais de 500. Mônica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento, Magali, Pato Donald, Tio Patinhas, Zé Carioca, Peninha, Pateta, Almanaque Disney, Superman, Homem-Aranha, Hulk, X-Men, Wolverine, etc. E dentre esses gibis, tenho vários do Batman, claro. E dentre os do Batman que tenho, saliento três pra quem quiser se interar sobre o Homem-Morcego, e que são considerados verdadeiras "Bíblias" nesse meio de quadrinhos de super-heróis.

[Batman - O Cavaleiro das Trevas]
[Batman - A Piada Mortal]
[Batman - Ano Um]

Três revistas que pela importância que possuem no "Universo Batman", foram usadas como roteiros dos dois filmes mais recentes do Morcegão: Batman Begins e The Dark Knight.

Pois bem, abaixo segue um apanhado geral/resumo das três revistas, analisadas por dois colaboradores do Omelete, e o que você encontrará lendo-as. Quem conhece, sabe do que eu tô falando. Quem não conhece, procure logo as três e devore-as. Afinal, não é sempre que vemos uma história do Batman reeinventada pelo gênio Frank Miller.


[BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS]

Há dois pontos que considero fundamentais na mini-série Batman: o cavaleiro das trevas de Frank Miller - que está completando quinze anos de seu lançamento no Brasil. O primeiro diz respeito ao próprio Homem-Morcego e o segundo a outra peça-chave da trama, o Super-Homem. Para muitos, Frank Miller foi o primeiro a apresentar um Batman angustiado e amargurado por crises existenciais, ao passo que retratou o Homem de Aço como um covarde puxa-saco dos poderosos. Esta aí algo de que eu não poderia discordar mais.

Dizer que Frank Miller foi o primeiro a introduzir, no mito do herói criado por Bill Finger e Bob Kane, o drama dos conflitos psicológicos, é um equívoco que só quem não conhece a personagem pode cometer. Miller não teve esse mérito, simplesmente porque chegou tarde. Dezesseis anos antes, a reformulação encabeçada por Denny O’Neil, Dick Giordano, Neal Adams e Jim Aparo, levou a deprê à Batcaverna, acrescentando ao mito um arsenal de angústias e tormentos bem ao estilo Marvel.

Mas o equívoco não para aí. Miller jamais retratou o Cruzado de Capa remoído por angústias dramáticas, sentimentos de culpa e conflitos emocionais. Ao contrário, sempre achou meio ridícula essa coisa da personagem questionar o que faz. Para ele, um herói é uma força elemental, um ser mítico que não vive pedindo desculpas por ser como é. Nós, reles mortais, é que padecemos disso.

Levar conflitos emocionais a super-heróis é uma faca de dois gumes. Quando feito com moderação, produz resultados interessantes. É o caso das primeiras aventuras do Aranha ou do Thor de Jack Kirby. No entanto, rapidamente, torna-se redundante e patético. Vide a agonia mensal e obrigatória dos mutantes da Marvel. Até alguns anos atrás, só o X-Factor escapava desse tormento. Bastou Peter David deixar o título para humor e a ação serem postos de lado pelo dramalhão a la novela das oito.

Pouco antes do furacão O cavaleiro das trevas, Batman vinha amargando uma das suas fases mais lacrimogêneas. Carregando nas tintas, Doug Moench tentava ressaltar o “lado humano” do herói. Isso elevou insuportavelmente o teor de psicologia de botequim nas revistas.

A mexicanização da narrativa é uma muleta muito sedutora pro roteirista, ainda que haja o risco de transformar uma aventura num tratado de emoções humanas. E o que é pior... escrito por gente não qualificada. Exemplos dessa “técnica” são os dois primeiros filmes do Batman - porres homéricos de obviedades psicologizantes - e a excrescência que foi a Queda do Morcego.

Miller poupou seu Batman dessa aporrinhação. Na mini-série, o protagonista não tem conflitos emocionais - se tem, não demonstra -, não é amargurado por dúvidas existenciais ou angústia atrozes. Em suma, não se sente culpado pelo que faz. Muito pelo contrário. Está de bem com a vida. Ou melhor, como dizem os americanos, é maior do que a vida. Ele adora combater o crime e jamais questiona seus métodos e propósitos. Dane-se se o resto do mundo não concorda.

Se há discussão e polêmica quanto aos méritos e motivações do Batman, Miller as projeta para fora da personagem. É a própria população perplexa, por meio da televisão, que discute e tenta explicar o fenômeno.

Não quero dizer com isso que a mini-série esqueça a temática psicológica. Miller apenas não se vale dela como muleta. A angústia está presente, mas apenas nas primeiras páginas para provar que Bruce Wayne é um ser sem existência própria. Ele é retratado como um homem atormentado, escondendo-se atrás da bebida e de uma vida de excessos. No entanto, quando cede lugar definitivamente ao Batman, toda e qualquer dor psíquica desaparece. Nas páginas restantes da mini-série, não se vê uma gota sequer de reticência, sentimento de culpa, dúvida moral e outros ingredientes tão comuns na galeria infindável de heróis “humanos”.

Todo roteirista que, inspirado em Miller, decidiu seguir por esse caminho se deu bem. Uma das fases mais agradáveis de Batman em Detective Comics foram as primeiras histórias de Alan Grant e Norm Breyfogle. Nelas, a trama se fundamenta nas proezas da personagem, não nos seus dramas pessoais. Outro exemplo de bom resultado são os desenhos animados do herói de Paul Dini e Bruce Timm. A tônica da série está na ação e no clima sombrio. Os psicologismos têm apenas papel secundário.

Quanto ao Super-Homem ser um covarde que se vendeu à Casa Branca e ao Pentágono, o equívoco é ainda maior. Na verdade, é o Batman que pensa assim. E nós, leitores, sugestionáveis que somos, deixamo-nos levar pelas mesmas idéias. Entretanto, apesar do Homem-Morcego acreditar que está sempre certo, não vamos nos iludir achando que ele realmente tenha razão o tempo todo. Para um homem que, através do combate ao crime, tenta forçar o mundo a fazer sentido, é de se esperar que a atitude do Homem de Aço pareça desprezível e covarde.

Eu prefiro pensar que a postura do Homem de Aço tenham realmente a ver com o medo, mas não aquele que brota da covardia e da falta de caráter e sim do temor respeitoso e prudente que se deve ter por uma força reconhecidamente superior. E que força seria essa capaz de atemorizar o ser mais poderoso da Terra&qt& Miller responde a essa pergunta durante toda a sua mini-série. É do próprio ser humano que Super-Homem tem medo, ou antes, da sua insensatez, da sua intolerância e da ameaça que representa a si mesmo e ao ambiente.

Clark reconhece e respeita o potencial autodestrutivo da humanidade. Afinal, não somos capazes de destruir a Terra várias vezes&qt& (Como se uma não bastasse). Daí sua “obediência” ao governo. Não porque acredite em propostas deste ou porque teme por si mesmo, mas por crer, tão intensamente quanto Batman em seu próprio ponto de vista, que, ao se tornar uma “arma secreta” do governo americano, estaria prevenindo uma desgraça maior. Espera que, agindo assim, proteja a humanidade de si mesma.

Alan Moore parece concordar com o Super-Homem quanto a essa ameaça. Em Watchmen, somos levados a crer, a princípio, que o onipotente Dr. Manhattan tem pleno controle da geopolítica mundial, neutralizando risco de autodestruição nuclear do homem. Com o progredir da trama, vemos que a superioridade de Manhattan é ilusória. Nem mesmo ele seria capaz de deter a beligerância humana.

A terceira edição de O cavaleiro das trevas vem provar que esse temor tinha sua razão de ser, mas a estratégia empregada por Super-Homem era equivocada. A explosão da superbomba atômica e o caos que se seguiu a ela não deixa dúvidas de seu erro. Por sua vez, Batman também havia se enganado. Nada que tenha feito durante toda a mini-série pôde impedir esse desenlace fatal.

Gosto de pensar - como o próprio Miller - que Super-Homem e Batman representam dois lados opostos no universo dos super-heróis, a Luz e as Trevas. Há uma patente diferença entre as posturas e estratégias de ambos. O irônico antagonismo entre esses dois heróis míticos é a maior riqueza da mini-série. Super-Homem, dotado da força de um semideus, respeita e teme a estupidez humana. Sua perspectiva é pessimista.

Por sua vez, Batman, desprovido de superpoderes, é incauto, passional e impulsivo, dispondo-se a arriscar tudo e todos. Otimista até o último momento, subestima o verdadeiro inimigo, desafiando-o sempre de peito aberto.

Afinal, não seriam esses ingredientes, tão presentes em ambos, a matéria prima que compõe os grandes heróis?


[BATMAN - A PIADA MORTAL]

Em Batman: o cavaleiro das trevas, Frank Miller mostrou todo o paradoxo existente entre o Homem Morcego e o Homem de Aço. Batman representa as trevas; Super-Homem, a luz. Ambos, no entanto, são homens cujas vidas, devido a diferentes motivos, se resume ao combate ao crime. No caso do Super-Homem, isso é quase como uma pré-destinação. Alienígena, dotado de imensos poderes e criado com carinho e dedicação ímpares por Martha e Jonathan Kent, o caminho do herói seria algo a surgir quase que inevitavelmente na vida de Clark Kent. Já a “vocação” do jovem Bruce Wayne aflorou quando ele presenciou o assassinato de seus pais. Bastou um dia ruim para que a vida de Wayne mudasse para sempre.

Um dia ruim. Para o Coringa, isso é tudo o que é necessário para transformar a vida de uma pessoa. Não só isso, mas basta um dia desses para que uma pessoa completamente sã perca toda a sua sanidade e adentre os caminhos sem volta da loucura. Basta uma tragédia para que uma pessoa prefira o conforto da loucura ao tormento das lembranças daquele dia.

E é disso, essencialmente, que se trata a aclamada Batman: a piada mortal, escrita por Alan Moore e ilustrada por Brian Bolland (que criou talvez a mais icônica imagem do Coringa), com cores de John Higgins. Até então, o Coringa era um homem sem passado. Nada se sabia da vida do Palhaço do Crime antes dele aparecer em Gotham City cometendo suas atrocidades e atormentando a vida de Batman. A obra de Alan Moore trata não só de criar uma origem, e conseqüentemente, uma dimensionalidade maior ao personagem, como de aproximá-lo do leitor. A partir daquele momento, o Coringa deixa de ser o vilão maniqueísta que até então fora, para se tornar um personagem mais humanizado, de forma que quase dá pra entender o porquê dele ser quem é e fazer o que faz. Mas estou me adiantando.

A piada mortal começa com uma visita de Batman ao Asilo Arkham, o sanatório para criminosos insanos de Gotham. O vigilante vai ao Asilo para visitar o Coringa, tentar conversar com o Palhaço do Crime e colocar um ponto final na longa história de ódio que existe entre esses dois homens. Para a surpresa do Homem Morcego, no entanto, o Coringa fugiu do Arkham e colocou outra pessoa em seu lugar. Quando descobre o ocorrido, Batman sai atrás do vilão.

Enquanto isso, no entanto, o Coringa já está colocando seu plano à prova. Ele quer mostrar ao Batman que até mesmo a mais sã das pessoas pode enlouquecer. Assim, decide fazer uma visita ao comissário Gordon. Quando a filha adotiva do comissário, Bárbara (ex-Batgirl, atual Oráculo) atende a porta, recebe um tiro que parte sua coluna. Enquanto os comparsas do Coringa espancam o policial, o Palhaço do Crime despe Bárbara e tira diversas fotos dela naquela situação, com a coluna partida e, provavelmente, sofrendo algum outro tipo de abuso por parte do criminoso. (Isso, no entanto, não fica claro na trama e é apenas uma especulação da minha parte).

Com isso em mãos, o Coringa leva Jim para um parque de diversões, onde tortura o comissário psicologicamente, mostrando-o as fotos de Bárbara. Seu objetivo é enlouquecê-lo, provando a todos, especialmente ao Batman, que não é preciso muito – apenas uma grande tragédia pessoal – para que uma pessoa perca sua sanidade. E que é apenas isso que separa o vilão de todas as pessoas. Todas menos Batman. Afinal, segundo o criminoso, foi exatamente isso que fez com que Batman decidisse vestir a fantasia de um morcego e sair combatendo o crime nas ruas. Coisa que corresponde a mais pura verdade.

Paralelamente, vemos o “dia ruim” do Coringa. Ex-funcionário de uma fábrica química, o futuro Coringa era um comediante frustrado que decide cometer um crime para poder dar uma vida mais digna à sua esposa grávida e seu futuro filho. A idéia é que, se passando pelo criminoso Capuz Vermelho, ele leve dois criminosos mequetrefes através da fábrica química, com o objetivo de assaltar a empresa vizinha, uma fabricante de baralhos. As coisas começam a dar errado quando, no dia planejado para o assalto, sua esposa morre eletrocutada em um acidente doméstico. Sem motivos para seguir seu plano, o vilão acaba sendo coagido por seus novos sócios a se ater ao combinado. Na hora da ação, no entanto, os planos do bando são frustrados pelos seguranças da empresa e por Batman. Os dois criminosos são baleados enquanto que o homem que se passava pelo Capuz Vermelho acaba entrando em pânico ante a presença de Batman e pula em um tonel de produtos químicos. Sai de lá com a pele branca, os cabelos verdes, lábios vermelhos e completamente enlouquecido.

A piada mortal é uma história que quebra diversos paradigmas dos quadrinhos. Antigamente, a relação herói-vilão era simplista. O herói é a representação do Bem e, o vilão, a do Mal. Com o passar do tempo, especialmente depois da revolução proposta por Stan Lee, Jack Kirby e companhia na década de 60, essa relação mudou um pouco. O maniqueísmo e a relação Bem x Mal ainda estão lá, mas o herói deixa de ser um ser perfeito e passa a apresentar problemas e conflitos internos comuns à qualquer pessoa. O vilão, por sua vez, torna-se um ser um tanto quanto mais complexo, apesar de sua importância ainda se manter inferior à do herói. Mas ainda é ele, o vilão, que extrai do herói o que ele tem de melhor e faz com que ele supere seus limites no intuito de subjugar seu antagonista.

Em A piada mortal, Moore explora a psicologia de Batman, Coringa e do comissário Gordon. Todas as tramas paralelas apresentadas no gibi acabam tendo Gordon como seu referencial e é o comissário que concentra a maioria das perguntas que surgem após a leitura da revista. Afinal de contas, se basta um “dia ruim” para levar a sanidade de uma pessoa, porque o mesmo não aconteceu com Gordon? Porque é que Wayne se transformou no Batman, aquele ex-comediante no Coringa e o comissário escapou ileso? Qual é essa força interna que fez com que Gordon resistisse tão bem ao seu “dia ruim” e que faltou a Wayne e ao Coringa?

Alan Moore também brinda seus leitores com um raro momento de sanidade do Coringa, onde ele praticamente admite que é covarde demais para tentar superar sua condição e que prefere a segurança da loucura ao tormento que aquelas recordações lhe trariam. Mais raro ainda é ver Batman não rindo, mas gargalhando de uma piada contada pelo Palhaço do Crime já no fim da história.

É preciso ressaltar, ainda, a qualidade não só da trama quanto do roteiro de Moore. As passagens que mostram as recordações do Coringa são extremamente bem feitas e mesclam passado e presente de maneira brilhante. A utilização das cores de John Higgins para criar atmosferas climáticas e ressaltar não só essas transições como também as seqüências mais calmas ou violentas são outro ponto positivo da obra.

A segunda metade da década de 80 nos trouxe obras referenciais do Homem-Morcego. A piada mortal, ao lado de Batman: ano um e da supracitada O cavaleiro das trevas está entre uma das mais importantes histórias já estreladas pelo Homem Morcego. Mesmo que nesse caso ele passe apenas de um coadjuvante, já que em A piada mortal o protagonista é o Coringa.

Em 1989, A piada mortal foi agraciada com os mais importantes prêmios da Indústria de Quadrinhos, o Will Eisner Awards (melhor escritor, desenhista e álbum gráfico) e o Harvey Award (melhor história, álbum gráfico, desenhista e colorista).


[BATMAN - ANO UM]

Na segunda metade dos anos 80, a editora DC Comics resolveu que era hora de arrumar a casa. Naquela época a editora era povoada por um sem número de universos paralelos, cada um com seu próprio elenco de personagens, todos muito parecidos entre si. Era uma legião de Batmen, Super-Homens e Mulheres-Maravilhas, cada um advindo de uma dimensão paralela diferente. Era necessário fazer alguma coisa para enxugar aquele excesso de personagens, para que a DC pudesse entrar em uma nova era. A essa limpeza deu-se o nome de Crise nas infinitas terras. Nela centenas de personagens coadjuvantes - e alguns principais, como a primeira Super-Moça e o segundo Flash (Barry Allen) - perderam suas vidas no confronto contra as forças do poderoso Anti-Monitor. No final da série, entre mortos e feridos salvaram-se aqueles cuja relevância era essencial para a mitologia da editora.

O objetivo essencial de Crise nas infinitas terras era a redefinição dos principais personagens da DC, de forma a apresentá-los novamente a uma audiência mais jovem. Assim, todos os principais personagens da editora, em diferentes níveis de profundidade, tiveram suas origens revistas, mantendo algumas de suas características clássicas e adicionando novos elementos às suas mitologias. Para que tal empreitada desse certo, a DC escolheu a dedo aqueles profissionais que cuidariam de re-introduzir estes personagens aos leitores. O Super-Homem foi entregue a John Byrne, que simplesmente revolucionou o personagem, adicionando elementos à sua mitologia que até hoje despertam tanto o amor quanto o ódio dos fãs do herói kriptoniano; a Mulher-Maravilha ficou nas mãos de George Pérez, que produziu uma seqüência de histórias majestosa, fazendo com que o roteirista fosse até hoje considerado o autor definitivo da princesa de Themyscira; já Frank Miller foi incumbido de retomar as origens de Batman.

Miller trabalhou sua história como uma minissérie dentro de uma série regular (Batman #404-407), visitando os primeiros dias do Cavaleiro das Trevas. Melhor dizendo, não os primeiros dias, mas sim o primeiro ano de atividade do Homem-Morcego em Gotham City. Batman: ano um, como o próprio nome sugere, cobre exatamente os primeiros doze meses da vida de Bruce Wayne como Batman, recontando uma história que todo mundo já conhecia, mas adicionando novos elementos à trama.

Batman: ano um começa com o retorno do jovem Bruce Wayne à sua cidade natal, após um longo período de viagens pela Europa e Ásia. Viagens estas que Wayne aproveitou para adquirir e aperfeiçoar todas as habilidades e conhecimentos necessários para seu objetivo: o combate ao crime. Exatamente no mesmo dia em que Wayne retorna a Gotham, o então tenente James Gordon chega à cidade, egresso de Chicago, para assumir um posto na força policial da cidade.

A partir daí, Miller explora duas frentes diferentes ao longo dos quatro capítulos da minissérie. Uma delas é focada em Gordon e mostra como o tenente se impõe ante toda a corrupção que infesta a força policial de Gotham (combatendo-a por dentro com uma discreta, mas fundamental, ajuda de Batman) e como vai conseguindo cada vez mais apoio de imprensa e da opinião pública. Miller mostra as conseqüências sofridas por Gordon quando ele decide não participar dos esquemas sujos da polícia local e como isso afeta sua vida pessoal, culminando na descoberta de seu caso com a detetive Sarah Essen, e na tentativa de assassinato sofrida por sua esposa e filho recém-nascido. A forma como Gordon passa de antagonista a aliado do Homem-Morcego, sua desconfiança de que o playboy Bruce Wayne e o vigilante são a mesma pessoa, seus primeiros contatos com o promotor Harvey Dent e sua promoção a capitão são outros aspectos explorados por Miller, no intuito de estabelecer os paralelos que tornaram o futuro comissário e Batman não só aliados como amigos até certo ponto.

Outro foco de Miller, obviamente, é o próprio Bruce Wayne. A primeira tentativa frustrada de combater o crime, a consciência de que precisava trazer medo aos criminosos, a confecção do traje do morcego, os primeiros conflitos com a polícia e a relação de amizade com Harvey Dent são mostradas ao longo da série. A forma como o Batman conquista a confiança dos policiais honestos de Gotham e se torna um aliado poderoso da polícia também são mostrados ao longo da história, traçando um retrato bem acabado dos primeiros dias de atuação do Cavaleiro das Trevas.

Além de focar-se em Gordon e Batman/Wayne, Miller também mostra rapidamente a origem da Mulher-Gato, então uma prostituta que, inspirada pelos atos do Homem-Morcego, confecciona um uniforme para si, mas com o objetivo de se tornar uma criminosa. Alguns mafiosos, como Carmine Romano, que seria bastante explorado por Jeph Loeb em O longo dia das Bruxas e Vitória sombria, também são apresentados na minissérie.

Com arte de David Mazzucchelli e cores de Richmond Lewis, que dão um clima noir ao gibi, Batman: ano um não é tão revolucionária quanto Batman: o cavaleiro das trevas ou Batman: a piada mortal. Ela reconta a origem do mito do Batman, mantendo seus principais aspectos intactos, enquanto a atualiza para uma audiência mais moderna. Mesmo não sendo nenhuma revolução, Ano um ainda é uma das melhores histórias do personagem em todos os tempos e item essencial na coleção de qualquer fã do Homem-Morcego.


[Fonte: Omelete / Jotapê Martins (O Cavaleiro das Trevas) & Rodrigo Monteiro (Ano Um e A Piada Mortal)]
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