segunda-feira, 29 de agosto de 2011

UFC "Rio" 134 - Silva vs Okami

[ATUALIZADO] Durante o UFC Rio, Dana White interagia com os fãs no microblog e demonstrou sua admiração ao público ao escrever, "Eu faço eventos ao redor do mundo há anos e o Brasil certamente ganhou o prêmio de torcida mais barulhenta de todo o mundo. A primeira luta estava lotada e as pessoas torciam como se fosse a luta da noite".


A empolgação do presidente tinha explicação. Os brasileiros fizeram do HSBC Arena um estádio de futebol. Enlouquecidos, os fãs presentes ao evento empurraram os lutadores do Brasil gritando o nome de cada atleta e apoiando mesmo na derrota, como no caso de Luiz Cané, único brazuca derrotado no card principal.
[NOCAUTES AVASSALADORES NO CARD PRINCIPAL]


Após primeiros minutos de luta amarrado, Anderson Silva mostrou porque é considerado o melhor pound for pound. O japonês Yushin Okami sentiu a força do direto do brasileiro, que fechou o primeiro round com chave de ouro ao desferir seu famoso chute alto que deixou tonto o japonês. Mais à vontade no round seguinte, Anderson Silva mostrou a sua também conhecida confiança, baixou a guarda e mesmo assim levou Okami à lona com a força de seu punch. "Ele é um grande lutador que veio ao Brasil para lutar comigo. O Japão sempre teve grandes nomes e o Okami mostrou seu valor", disse Anderson, elogiando seu adversário.

Questionado se já seria um grande ídolo do esporte brasileiro, Anderson Silva minimizou o fato. "Trabalho duro para alcançar meus objetivos. Eu acredito que estamos no caminho certo, o esporte está crescendo e conquistando novos fãs", afirmou.


A co-luta principal envolvendo Maurício Shogun e Forrest Griffin levou os fãs novamente ao delírio. Bastou acertar o primeiro golpe para derrubar o americano e concluir o nocaute com potentes golpes de direita, que apagaram seu adversário, em menos de dois minutos. Velhos conhecidos, a luta foi a chance que o curitibano tanto esperava desde 2007 e reforçou a sua tradição de nunca ter perdido nenhuma revanche em sua carreira. Ex-detentor do cinturão dos meio-pesados, Shogun retoma sua carreira vitoriosa no UFC. "Chega um certo ponto da carreira que os fãs são a nossa gasolina, eles foram meu combustível hoje", disse.


Lenda viva do MMA, Minotauro voltou ao octógono após 18 meses ausente por contusão. O brasileiro fez um retorno retumbante ao derrotar o jovem em ascensão Brendan Schaub com um nocaute fantástico que fez a arena tremer. Mostrando boa forma, Minotauro não fugiu à luta e fez Schaub recuar desde o início. O americano, que até então só tinha uma derrota na carreira, teve dificuldade em acertar um único golpe no brasileiro. Minotauro desferiu uma série de socos ainda no primeiro round que fez o gigante ir ao chão, atordoado. "Eu fiz cirurgia nos dois lados do quadril, andei de muletas, mas aceitei essa luta por causa de vocês, é minha 40ª luta e a primeira em casa", disse ele à torcida após o eletrizante combate. A torcida retribuiu o carinho ao som de "O campeão voltou!".

Outro destaque no card principal foi Edson Barboza, que ganhou o prêmio de Luta da Noite no confronto com Ross Pearson. O invicto brasileiro foi surpreendido por um forte soco, que o deixou atordoado no fim do primeiro round. Foi o bastante para ele se concentrar no jogo e no round seguinte conseguiu fazer o mesmo com o inglês. O carioca soube se defender da queda e aprimorou a esquiva, mas ainda assim sentiu o peso dos punhos do inglês. O terceiro round começou morno, então Pearson partiu para o tudo ou nada. E não levou a melhor, apesar de vencer o round, o Brasil faturou por decisão dividida dos juízes.

***
[LUTADORES BRASILEIROS EM ASCENSÃO]

Felipe Arantes e Yuri Alcântara tiveram a grande responsabilidade de estrear no UFC e serem os primeiros brasileiros no octógono. Ao som de música sertaneja, que agitou as arquibancadas, Felipe subiu no octógono na segunda luta da noite, seguido por seu compatriota do Pará, Yuri Alcântara. Na luta verde-amarela, Marajó dominou o primeiro round levando o adversário para o solo, com um jiu-jitsu afiado e apostando no ground and pound no primeiro e segundo rounds. Sertanejo reagiu bravamente no terceiro assalto, mas não foi suficiente para evitar a vitória por unanimidade do paraense Yuri Alcântara.

Em outro confronto entre brasileiros, Erick Silva entrou com o pé direito pela primeira vez em um octógono e deu verdadeiro show na terceira luta da noite no card preliminar. Erick levou o também estreante Luis "Beição" Ramos à lona aos 40 segundos do primeiro round.

A luta do brasileiro Paulo Thiago abriu a disputa Brasil contra o resto do mundo. Ao som de "Tropa de Elite", o policial do BOPE arrepiou o ginásio no combate contra David Mitchell pela categoria meio-médio. Após um morno segundo round, David Mitchell não deu ouvidos aos gritos de "pede para sair" e conseguiu acertar alguns golpes, sem grande potência, e chutes baixos. No decisivo terceiro round, o policial-lutador reagiu e nos últimos segundos teve uma performance avassaladora iniciada com uma queda, seguida de estrangulamento e duros golpes de direita, interrompidos apenas pelo sinal do fim da luta. Paulo Thiago venceu por decisão unânime dos juízes e quebrou a sequência negativa de duas derrotas no UFC.

Ao som da batida do funk, o carioca Johnny Eduardo foi outro estreante da noite. Já o recifense Raphael Assunção fez sua estreia em nova categoria, o peso galo. Após primeiro round amarrado tanto no chão quanto em pé, Raphael investiu no wrestling para derrubar o carioca que conseguiu se desvencilhar da estratégia, mas no terceiro round, após algumas quedas e pouca efetividade, Raphael garantiu a vitória por unanimidade dos juízes.

Ainda pelo card preliminar dois faixas pretas de jiu-jitsu se enfrentaram, Rousimar Palhares e o americano Dan Miller. Com um belo chute alto, Toquinho desequilibrou seu adversário no primeiro round e desferiu uma sequência de socos, que por alguns instantes pareciam encerrar a luta. O brasileiro chegou a comemorar, mas logo o árbitro Herb Dean ordenou a continuação da disputa. No round seguinte Toquinho deixou Dan Miller sem reação alguma no chão por todo o tempo. Aparentando cansaço, o carioca preferiu ficar de pé no último round, conquistando a vitória por decisão unânime, com cara de nocaute.

Outros dois brasileiros da noite no card preliminar, Thiago Tavares e Luiz Cane tiveram desfechos distintos. O catarinense mostrou que ainda tem uma grande trajetória na categoria dos pesos leves ao derrotar Spencer Fisher por nocaute técnico no segundo round. Já Luiz Cane teve uma difícil missão contra o búlgaro invicto Stanislav Nedkov. O brasileiro não resistiu à força do adversário que o deixou encurralado, mostrando o peso de sua mão. A derrota veio com um nocaute técnico aos 4:20 do primeiro round.

***
[CARD COMPLETO] [ATUALIZADO]
Anderson Silva nocauteou Yushin Okami aos 2min e 4s do R2;
Mauricio Shogun nocauteou Forrest Griffin aos 1min e 53s do R1;
Rodrigo Minotauro nocauteou Brendan Schaub aos 3min e 9s do R1;
Edson Barboza Junior derrotou Ross Pearson na decisão dividida dos juizes;
Stanislav Nedkov derrotou Luiz Banha Cané por nocaute técnico aos 4min e 20s do R1;

[CARD PRELIMINAR] [ATUALIZADO]
Rousimar Toquinho derrotou Dan Miller na decisão unânime dos juízes;
Thiago Tavares derrotou Spencer Fisher por nocaute técnico aos 2min e 51s do R2;
Paulo Thiago derrotou David Mitchell na decisão unânime dos juízes;
Erick Silva nocauteou Luis Beição aos 40 segundos do R1;
Raphael Assunção derrotou Johnny Eduardo na decisão unânime dos juízes.
Iuri Marajó derrotou Felipe Sertanejo decisão unânime dos juízes;
Yves Jabouin derrotou Ian Loveland na decisão dividida dos juízes.



[Fonte: Maura Peres - Blog Mano a Mano do Eduardo Cruz]

Depilação masculina

[DEPILAÇÃO]


Estava eu assistindo TV numa tarde de Domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada o que fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando minha mulher deitou-se do meu lado e ficou brincando com minhas "partes".

Após alguns minutos ela veio com a "brilhante" ideia: Por que não depilamos seus ovinhos, assim eu poderia fazer "outras coisas" com eles.

Aquela frase foi igual um sino na minha cabeça. Por alguns segundos fiquei imaginando o que seriam "outras coisas".

Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu, imaginando as "outras coisas", não tive mais como negar. Concordei.

Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei olhando para TV, porém minha mente estava vagando pelas novas sensações que só despertei quando ouvi o beep do microondas.

Ela voltou ao quarto com um pote de cêra, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de "dona da situação" que deixaria qualquer médico urologista sentindo-se como residente. Fiquei tranqüilo e autorizei o restante do processo.

Pediu para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e liberasse o acesso à zona do agrião. Pegou meus ovinhos como quem pega duas bolinhas de porcelana e começou a passar cêra morna. Achei aquela sensação maravilhosa! O Sr. Pinto já estava todo "pimpão" como quem diz: "sou o próximo da fila"!

Pelo início, fiquei imaginando quais seriam as "outras coisas" que viriam. Após estarem completamente besuntados de cêra, ela embrulhou ambos no plástico com tanto cuidado que eu achei que iria levá-los para viagem. Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica de prazer: na Thailândia, na China ou pela Internet mesmo?

Porém, alguns segundos depois ela esticou o saquinho para um lado e deu um puxão repentino. Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro PUUUUTA QUEEEE ME PARIUUUUUUU quase falado letra por letra. Olhei para o plástico para ver se o couro do meu saco não tinha ficado grudado.

Ela disse que ainda restavam alguns pelinhos, e que precisava passar de novo. Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!!

Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito com as duas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazônica em extinção, e fui para o banheiro. Sentia o coração bater nos ovos. Abri o chuveiro e foi a primeira vez que eu molhei o saco antes de molhar a cabeça.

Passei alguns minutos só deixando a água gelada escorrer pelo meu corpo.
Saí do banho, mas nesses momentos de dor qualquer homem vira um bebezinho novo: faz merda atrás de merda. Peguei meu gel pós-barba com camomila "que acalma a pele", enchi as mãos e passei nos ovos.

Foi como se estivesse passado molho de pimenta. Sentei no bidê na posição de "lava xereca" e deixei o chuveirinho acalmar os doutores.

Peguei a toalha de rosto e fiquei abanando os ovos como quem abana um boxeador no 10° round. Olhei para meu pinto. Ele, coitado, tão alegrinho minutos atrás, estava tão pequeno que mais parecia irmão gêmeo de meu umbigo.

Nesse momento minha mulher bate à porta do banheiro e pergunta se estava passando bem. Aquela voz antes tão aveludada e sedutora ficou igual uma gralha.

Saí do banheiro e voltei para o quarto. Ela estava argumentado que os pentelhos tinham saído pelas raízes, que demorariam voltar a nascer. "Pela espessura da pele do meu saco, aqui não nasce nem penugem, meus ovos vão ficar que nem os das "codornas", respondi.

Ela pediu para olhar como estavam. Eu falei para olhar a meio metro de distância e sem tocar em nada e se ficar rindo vai entrar na PORRADA!!

Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta). Naquele momento sexo para mim, nem para perpetuar a espécie humana.

No outro dia pela manhã fui me arrumar para ir trabalhar. Os ovos estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros. Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca antes visitados.

Tentei colocar a cueca, mas nada feito. Procurei alguma cueca de veludo e nada. Vesti a calça mais folgada que achei no armário e fui trabalhar sem cueca mesmo.

Entrei na minha seção andando igual um cowboy cagado. Falei bom dia para todos, mas sem olhar nos olhos. E passei o dia inteiro trabalhando em pé com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.

Resultado, certas coisas devem ser feitas somente pelas mulheres. Não adianta tentar misturar os universos masculino e feminino. Ainda dói...


[Autor Desconhecido]

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Minotauro & Inter = parceria de suce$$o

Depois de o Corinthians invadir o mundo do MMA (Artes Marciais Mistas, em inglês) ao apresentar Anderson Silva como reforço do clube, o Internacional tomou a mesma medida e decidiu se aventurar neste novo mercado. Na noite desta terça-feira, o clube gaúcho confirmou a contratação por uma luta de Antônio Rodrigo Nogueira, mais conhecido como "Minotauro", para o UFC Rio, que será disputado no próximo sábado, dia 27, na HSBC Arena, no Rio de Janeiro.

"Deram a ideia para nós, e surgiu o interesse de ambas as partes. Ele vai lutar com um calção com a marca do Internacional, além, claro, dos patrocinadores dele. Fechamos um contrato para esta luta, será apenas uma experiência. A partir disso, vamos aprender mais neste segmento que é novo. Veremos qual será o resultado para tomarmos um caminho para um futuro próximo", afirmou o diretor de marketing do Inter, Jorge Avancini, em conversa com o Terra.

O crescimento da popularidade do MMA no Brasil tem atraído clubes de futebol para "dentro do octógono". Além de Anderson Silva com o Corinthians e agora Minotauro com o Inter, o Flamengo também iniciou um relacionamento com o esporte. Declaradamente flamenguista, o campeão do peso pena do UFC, José Aldo, foi homenageado pelo clube da Gávea, em evento que contou com a presença da presidente Patrícia Amorim, geralmente mais ocupada com a equipe vice-líder do Campeonato Brasileiro.

Tal avanço, na opinião do diretor do Inter, tem a ver apenas com o repentino e soberbo crescimento do MMA. "Não é que o Inter avançará em outra modalidade, e, sim, é uma oportunidade. Estamos aproveitando de como o UFC está crescendo no mercado da Ásia e no americano. Queremos expor a marca, de uma forma de apenas migração, não mudança", declarou Avancini, antes de demonstrar certo distanciamento do "novo investimento".

"Acompanho um pouco, mas não sou fã. Aproveitaremos para expor a marca. Além disso, o Minotauro é muito bom, são duas marcas fortes, ele é muito reconhecido no esporte. Acho que montaremos uma associação vencedora", finalizou o dirigente.

Um dos responsáveis por fechar o acordo, Avancini não estará no Rio de Janeiro no próximo sábado, quando será realizado a estreia de Minotauro com os "shorts" do Internacional. De acordo com o diretor, o conselheiro Adauri Silveira representará o clube colorado na HSBC Arena. Minotauro fará a terceira luta do card principal do UFC 134, e terá pela frente, em duelo pela categoria dos pesados, o americano Brendan Schaub.

Lembrando que faltam só três dias para o UFC Rio.



[Fonte: José Edgar de Matos - Blog Mano a Mano do Eduardo Cruz]

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

► Crônicas do David Coimbra - 18

Em homenagem ao aniversário de cinco anos da primeira conquista colorada na Libertadores da América, reveja o texto publicado por David Coimbra em Zero Hora, após a vitória do Inter sobre o São Paulo.


[PARA SEMPRE]

O Inter é campeão da América. Existe algum fato mais importante do que esse? O Inter é campeão da América. Depois de quase um século de existência, o clube dos irmãos Poppe, de Antenor Lemos, de Tesourinha e Carlitos, de Larry e Bodinho, de Valdomiro, Figueroa, Falcão e Flávio Minuano, o time de Fernandão, Rafael Sobis e Fernando Carvalho conquistou a Libertadores da América. Empatou com um multicampeão, o São Paulo, em 2 a 2, ontem à noite, no Beira-Rio, ganhou o título com o resultado combinado do Morumbi, classificou-se para a Libertadores de 2007 e entrou para a história mundial do futebol.

Foi uma típica decisão de Libertadores, tensa, cheia de ocorrências, cheia de emoção. O Inter precisou superar não apenas um forte adversário – precisou superar seus próprios nervos. No começo, só um jogador colorado portou-se com naturalidade: Rafael Sobis. Os demais, até o experiente Tinga, pareciam sentir o peso da expectativa dos 50 mil ansiosos colorados que pulavam, gritavam e cantavam na pedra das arquibancadas. Já o São Paulo, pressionado pela necessidade de vitória, atirou-se ao ataque. Aos dois minutos, Aloísio levantou para Edcarlos, mas Clemer defendeu. Aos seis, Aloísio, mais uma vez, passou para o desanimado Danilo, que chutou colocado e Clemer espalmou a escanteio. Na cobrança, Lugano perdeu de marcar a quatro metros da risca de gol. Aos 17, Clemer falhou num escanteio cobrado da esquerda. Exatamente nesse momento, o árbitro paralisou o jogo por causa da fumaça que saía dos sinalizadores usados pelos torcedores colorados. A interrupção durou cinco minutos.

O São Paulo não arrefeceu no tempo em que ficou parado. Logo depois que a bola voltou a rolar, Aloísio deu uma virada da entrada da área, para fora. O Inter se defendia bem, com Bolívar vigiando Aloísio e Índio saindo um pouco mais. Edinho jamais abandonava o campo de defesa e Ceará funcionava como zagueiro. Na frente, apenas ele, Rafael Sobis, valente, atuando bem aberto, como um ponta-direita, valendo-se da sua velocidade para vencer Lugano e ir à linha de fundo. Numa dessas arrancadas, aos 29 minutos, Sobis foi derrubado por Richarlyson quase na linha lateral, no lado direito. Na cobrança, Jorge Wagner levantou para a área, Rogério Ceni soltou a bola e ela espirrou abandonada pela pequena área, até que Fernandão esticou a perna e a empurrou para o gol: 1 a 0.

O São Paulo, agora sim, se perturbou, e o Inter teve alguns momentos de tranquilidade. Não por muito tempo. Aos cinco minutos do segundo tempo, Souza cobrou falta, Lugano tocou para Fabão, que empatou o jogo. O São Paulo pressionava, o São Paulo era melhor. Muricy colocou Thiago e Lenilson em campo. O Inter estava encolhido. Mas, aos 20 minutos, Ceará levantou para a área, Fernandão cabeceou, Ceni espalmou e Tinga apanhou o rebote: 2 a 1. Foi a comemoração mais breve do campeonato. Tinga festejou mostrando uma camiseta com inscrição religiosa debaixo da camisa do clube, levou o segundo cartão amarelo e foi expulso. Como se fosse uma punição extra, Junior chutou cruzado aos 39, Clemer soltou e Lenilson empatou. Os minutos seguintes foram de horror. Clemer praticava uma defesa atrás da outra. Aos 45, Alex Dias cabeceou na pequena área e o goleiro tirou, acrobaticamente. Houve uma sequência de escanteios a favor do São Paulo. Num deles, aos 47 minutos, Abel Braga, aos prantos na área técnica, olhou para o alto e balbuciou:

- Meu pai do céu!

O jogo terminaria 30 segundos depois. E o Inter dos Joões e das Marias, o Inter dos Pedros, dos Paulos, das Carolinas, das Letícias, dos Kennys, dos Marcelos, dos Washingtons e Maicons e Ricardos e Silvias e Diegos e Adroaldos e tantos, tantos, tantos milhões de torcedores em todo o Brasil, esse Inter, afinal, era campeão da América.



[Blog do David Coimbra - www.clicrbs.com.br/blogdodavid]

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Árvore da Vida - ► Vale conferir / ► Fique de olho em...

O que você espera ao entrar na sala do cinema? Se ainda acredita que um filme pode ir muito além do entretenimento fugaz e proporcionar uma experiência impactante que sobreviva ao tempo de sua projeção - algo cada vez mais raro de se encontrar no circuito comercial -, A Árvore da Vida deve ser incluído no programa do final de semana. Independentemente de gostar ou não, entender ou não entender o que o diretor Terrence Malick buscou nesse ambicioso projeto, que desconcertou até mesmo os mais íntimos de sua cultuada obra.

O estranhamento diante de A Árvore da Vida começou na sua primeira exibição, em maio passado, no Festival de Cannes, de onde saiu consagrado com a Palma de Ouro. O filme é ao mesmo tempo síntese da peculiar visão que Malick tem sobre o cinema como espelho das inquietações existenciais do homem e um passo além. Estão presentes marcas autorais características de seus quatro longas anteriores, desde sua aclamada estreia com Terra de Ninguém (1973), no qual mostrou a jornada de um casal de criminosos como reflexo de um tempo amoral e de culto à imagem: a narração em off, os planos grandiosos que tornam os personagens reverentes à exuberância da natureza, a fotografia buscada nos dourados do nascer e ocaso do sol, o uso intenso da trilha sonora. São ferramentas narrativas que tornam ainda mais vigorosos o que Malick valoriza como poucos no cinema: a imagem e o poder autoexplicativo que ela deve ter sobre o espectador.

O passo além nessa trajetória bissexta, que lhe deu fama de gênio excêntrico e recluso, está na transcendente viagem que Malick empreende para narrar a história de uma família suburbana do Texas dos anos 1950 sob a perspectiva de temas como o sentido da vida e a origem do universo - e estas questões colocadas à luz da ciência e da fé religiosa.

Após uma breve cena em que pai (Brad Pitt) e mãe (Jessica Chastain) são informados de que o caçula dos três filhos morreu, supostamente na Guerra do Vietnã, o filme se alterna em dois tempos. No passado, com os garotos crescendo sob a educação linha dura do pai e a serenidade afetuosa da mãe, e no presente, com o filho mais velho (Sean Penn) amargando esse luto.

Malick radicaliza ao costurar sua narrativa fragmentada e elíptica — na qual contou com o trabalho de cinco montadores, entre eles o brasileiro Daniel Rezende - com imagens literalmente espetaculares que encenam o Big Bang e os primeiros sinais da vida sobre a Terra. A extensa lista de profissionais de efeitos visuais é encabeçada por Douglas Trumbull, parceiro de Stanley Kubrick em 2001 - Uma Odisseia no Espaço, filme com o qual A Árvore da Vida tem paralelos na pretensão filosófica de encenar os mistérios em torno do sentido da vida. Seja qual for sua crença, seja você pai ou filho, tenha ou não tenha um irmão, A Árvore da Vida terá certamente momentos que lhe deixarão arrebatados, se não pela tradução exata de sentimentos únicos e incomensuráveis, por sua beleza.



[Fonte: Marcelo Perrone - Segundo Caderno Zero Hora]

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

► Provérbio do dia - 18

"Fuja dos elogios, mas se esforce para merecê-los." - François Fénelon

Pride - A história do maior evento de MMA do Japão

Confesso que sou um aficcionado por MMA (Mixed Martial Arts). Não sei se isso vem desde o tempo que eu lutava Karatê (a título de informação, parei faltando 3 faixas pra preta, pra me dedicar ao remo), se é influência de nomes como Royce Gracie, Mark Coleman, Rodrigo "Minotauro" Nogueira, Anderson Silva, Vitor Belfort ou Júnior "Cigano" dos Santos, se foram as 10 primeiras edições do UFC, onde a lenda Royce Gracie dizimou seus adversários, ou se foi o acaso mesmo. Só sei que de alguns anos pra cá, posso dizer que o UFC (Ultimate Fighting Championship) é um evento que não paro mais de acompanhar (e meu "Muito obrigado!" ao meu amor que me entende e vê comigo. rsrs). Pra quem era fã da WWE (World Wrestling Entertainment) como eu era, pffff, coisa pouca perto do que é o UFC: O MAIOR EVENTO DE MMA DO MUNDO!

Dito isto, cito dois blogs que acompanho diariamente e que são muito bem informados em se tratando de MMA: o Mano a Mano (blog do Eduardo Cruz) e o Por Dentro da Arena (blog do Guga Noblat). Merece a conferida.

E lendo o blog do Guga, me deparei com um texto super bem escrito sobre o Pride (antigo evento de MMA japonês e que por 10 anos dominou o mundo das lutas marciais mistas, batendo inclusive o UFC que estava recém se estruturando). E quando o texto é de qualidade, nada mais natural que eu o reproduza aqui no Cultura Pop Sobre Tudo e Nada.

Segue o texto e espero que gostem.

***
Depois de travar um combate árduo por quase sete minutos, o americano faixa-preta em jiu-jitsu Jeff Monson aplicou um estrangulamento no ídolo do wrestiling japonês Kazuyuki Fujita, obrigando-o a desistir da luta.

A imagem de Fujita sendo abatido por Monson num ringue montado no Saitama Super Arena, em Saitama, Japão, retrata a derrota do maior evento de vale-tudo japonês, o Pride F.C, para o Ultimate Fighting Championship (UFC), dos Estados Unidos.

Travado dois anos atrás, o combate entre Monson e Fujita se tornou especialmente histórico porque marcou o fim da era Pride. O dia 08 de abril de 2007 será sempre uma data nostálgica para quem acompanhou esse torneio japonês, um dos maiores espetáculos esportivos da terra.

Monson representava o UFC. Fujita, o Pride. O marketing da luta girou em torno do duelo entre as duas organizações promotoras de vale-tudo, esporte chamado em todo mundo de MMA (sigla em inglês para misturas de artes marciais).

Entretanto, a briga para valer entre UFC e Pride acontecia por de trás das cortinas e, de preferência, longe da mídia. Desde o momento de inauguração do Pride, em 1997, as duas organizações sempre se engalfinharam para saber quem tinha os melhores lutadores e maior prestígio no circuito de lutas.

A disputa esquentou partir de 2004 quando o UFC, que existe desde 1993, passou a gerar lucros formidáveis embalado pelo sucesso do seu reality show. Hoje em dia uma única edição do UFC vende mais de US$ 150 milhões só em pay-per-view (sistema de compras pela TV à cabo).

No dia 27 de março de 2007, duas semanas antes do combate entre Monson e Fujita, o presidente do Pride, Nobuyuki Sakakibara, anunciou a venda do evento japonês para os donos do UFC, os irmãos Ferttitas. Pouco depois assumiu em uma entrevista que o mercado americano era pelo menos 10 vezes maior do que o japonês e não teria como competir por muito tempo contra eles.

A derrota de Fujita representou a última pá de terra sobre o Pride. O evento vinha em decadência desde junho de 2006 quando perdeu seu contrato com a rede de TV Fuji Network - uma das maiores do Japão.

Segundo o tablóide japonês Shukan Gendai, o fim do contrato com a Fuji se deu por conta da suspeita do envolvimento de dirigentes do Pride com a yakuza, famosa máfia japonesa.

Em janeiro de 2003, portanto três anos antes das notícias negativas serem publicadas no tablóide, o então presidente do Pride Naoto Morishita foi encontrado morto com uma corda no pescoço. A polícia concluiu que Naoto se suicidou depois de sua namorada romper relações com ele. Porém nunca cessaram os rumores de que sua morte teria sido encomendada.

Verdade ou não, o fato é que em 2006 o Pride passou a ser veiculado apenas pela SKY PerfecTV, no sistema a pay-per-view. E perdeu boa parte de seus patrocinadores, a verdadeira fonte de sua renda.

Ainda assim o evento japonês acabou vendido para o UFC por algo em torno de US$ 70 milhões. A negociação começou em março de 2007 e se arrastou por dois meses. Sakakibara só bateu o martelo no fim de maio.

O UFC comprou o Pride com a promessa de continuar a tocar o evento. O que nunca aconteceu.

Em agosto de 2007, Dana White, presidente do UFC, deu os primeiros sinais de que nunca mais haveria uma nova edição do Pride. Segundo o promotor de lutas, nenhuma TV do Japão estaria interessada em fechar contrato com eles. Era como se não quisessem os americanos do UFC por lá, disse Dana.

Ainda em 2007, boa parte dos atletas do Pride migrou para o UFC. Depois de Monson bater Fujita, Dana aplicava seu golpe derradeiro. Com a aquisição das estrelas do Pride e a falência do rival japonês, o UFC passou a reinar sozinho no promissor mercado de vale-tudo.

O Pride surgiu em 1997 como um evento de uma noite só. Chamava-se KRS (Kakutougi Revolution Spirits) Pride. A ideia era casar uma luta entre a estrela do pró-wrestiling japonês Nobuhiko Takada e o brasileiro mestre em jiu-jitsu Rickson Gracie.

A vitória do Gracie diante de 47 mil pessoas no Tóquio Dome aumentou a mística em torno do jiu-jitsu e de Rickson e impulsionou o vale-tudo no Japão. O sucesso do primeiro Pride encorajou seus dirigentes a promover novas edições do evento. Sakakibara diria anos depois que se Rickson tivesse sido derrotado por Takada, o Pride não teria passado da primeira edição.

A partir de sua segunda edição, o Pride limou o KRS e acrescentou o Fighting Championships, tornado-se conhecido como a série de lutas Pride F.C.

Em 98, mais uma vez casaram um combate entre Rickson e Takada. O brasileiro venceu com um estrangulamento. Dois anos depois seu irmão Royce Gracie participou do primeiro torneio de lutas do Pride. Um dos mais importantes da história do vale-tudo. Para sagrar-se campeão, o lutador teria que vencer quatro combates, três deles numa mesma noite.

Além de Royce participaram do evento a maior estrela do Japão no vale-tudo, Kazushi Sakuraba, o ex-campeão peso-pesado do UFC, Mark Coleman, o também campeão do UFC Mar Kerr, o ucraniano Igor Vovchanchyn e o veterano Fujita entre outras feras.

A fase final do primeiro torneio do Pride ficou marcada também como o primeiro evento japonês a ser televisionado nos Estados Unidos. Coleman saiu de lá com o cinturão de campeão, para delírio dos fãs norte-americanos.

Nos Estados Unidos as lutas são regulamentadas por comissões atléticas há pelo menos nove anos. Elas proíbem que o lutador faça mais de uma luta por noite. No Japão não há essa regra. O Pride ficou marcado por usar o formato de torneios em parte de seus eventos, os chamados Grand Pix (3 ou 2 lutas na mesma noite).

Além das 34 edições do Pride FC, o evento japonês organizou torneios nos anos 2000 (Coleman campeão), 2003 (Wanderlei Silva campeão meio-pesado), 2004 (Fedor Emilianenko campeão peso-pesado), 2005 (Maurício Shogun Rua nos meio-pesados, Dan Henderson nos médios e Takanori Gomi nos leves) e 2006 (Mirko 'Cro Cop' Filipović no absoluto e Kazuo Misaki nos médios).

O Pride também inventou a série chamada Bushido onde lutavam apenas atletas leves (73kg) e médios (83kg). Foram 13 eventos desse tipo. Somados os Bushidos, as edições do Pride, os eventos especiais conhecidos como Shockwave e The Best e ainda os torneios chega-se a um total de 68 edições do evento japonês em 10 anos de história.

Com as entradas dos lutadores sempre triunfais, numa mistura de vale-tudo com o show das competições do pró-wrestiling (combates de marmelada), o Pride se diferenciou do UFC e apostou num formato que casava o espetáculo, o entretenimento, com o esporte. Lutas entre atletas com diferença de peso de mais de 60 quilos não eram incomum no Pride e tinham um forte apelo comercial no Japão.

O formato deu certo por dez anos. Mas ruiu assim que a reputação do evento foi manchada pelas denúncias da aproximação do Pride com a yakuza.

Hoje, parte dos dirigentes do Pride está tocando um novo torneio japonês conhecido como DREAM. Mas a audiência é pífia se comparada à do falecido Pride.

Preparei uma lista dos 15 nocautes mais impressionantes da história do Pride, na minha modesta opinião. Está em ordem cronológica. Todas essas lutas são de colar os olhos na tela sem piscar para não perder nenhum golpe.

Também bolei uma lista com 10 atletas que fizeram história no Pride. Usei como critério as conquistas e a importância deles no evento. Para quem quiser conhecer um pouco do maior torneio de vale-tudo japonês é um bom começo. Seguem as listas:


[NOCAUTES AVASSALADORES EM 10 ANOS DE PRIDE]

1 - Igor Vovchanchin x Chicão Bueno - No Pride 8 ocorrido em novembro de 1999 o brasileiro Chicão Bueno foi surpreendido por uma sessão de socos cruzados que o derrubou inconsciente em menos de um minuto e meio.

2 - Gilbert Yvel x Gary Goodridge - O público presente ao Pride 10 disputado em agosto de 2000 viu o holandês Yvel quase arrancar a cabeça de Gary Goodridge com um chute certeiro aos 28 segundos de combate.

3 - Wanderlei Silva x Kazushi Sakuraba I - Uma das lutas mais violentas de todos os tempos. Wanderlei chegou a segurar a cabeça de Sakuraba no chão para aplicar-lhe chutes no rosto. Mesmo assim o japonês só entregou os pontos quando o juiz interrompeu a luta. O combate ocorreu em março de 2001 no Pride 13. Eles ainda se enfrentaram mais duas vezes, sempre com vitória do brasileiro.

4 - Anderson Silva x Carlos Newton - Uma joelhada voadora certeira na hora em que o canadense Newton avançava nas pernas de Anderson, seguido de três socos no rosto deram a vitória para o brasileiro. Um dos bons momentos do Pride 25 de março de 2003.

5 - Cro Cop x Vovchanchin - Em menos de 1 minuto e meio o temido Vovchanchyn acabou nocauteado por um chute violentíssimo que atingiu em cheio sua cabeça. A luta ocorreu em agosto de 2003 pelo Pride Total Elimination.

6 - Wanderlei x Quinto Rampage Jackson I - Em novembro de 2003 na final do Pride Conflict, Wanderlei deu uma surra tão grande em Rampage que chegou a sorrir no fim da luta enquanto socava o rosto do rival já grogue e quase indefeso.

7 - Gary Goodridge x Don Frye - Goodridge não tinha o hábito de chutar e prometera que apenas trocaria socos contra Frye. Mas aos 39 segundos de combate no Pride Shockwave de dezembro de 2003 a canela de Goodridge subiu até a altura do pé da orelha de Frye, levando-o a um nocaute brutal.

8 - Kevin Randleman x Cro Cop - Em menos de dois minutos o público que assistia ao Pride Total Elimination 2004 viu um dos favoritos ao título sair inconsciente do ringue. Cro Cop levou um direto no queixo, em seguida foi derrubado e com uma seção de marretadas no rosto (quando o lutador soca como se tivesse martelando um prego) acabou nocauteado.

9 - Cro Cop x Aleksander Emelianenko "Fedorzinho" - No Pride 28, em agosto de 2004, Fedorzinho foi surpreendido por um chute de Cro Cop e acordou na lona.

10 - Wanderlei x Rampage II - A segunda luta entre eles foi ainda mais sangrenta do que a primeira. Em outubro de 2004, Wanderley acertou mais de dez joelhadas em Rampage, a última delas no seu rosto, deixando-o inconsciente dependurado nas cordas do ringue.

11 - Aleksander Emelianenko "Fedorzinho" x Ricardão Morais - Uma das lutas mais rápidas do Pride. Em 15 segundos uma sessão de socos cruzados desferidos por Fedorzinho bastou para nocautear o Ricardão em abril de 2005 no Pride Bushido 6.

12 - Takanori Gomi x Luiz Azeredo I - Gomi começou a luta apanhando muito, mas depois de quase 4 minutos acertou dois cruzados, um com cada braço, e deixou o brasileiro Azeredo nocauteado no canto do ringue. O combate foi disputado em maio de 2005 no Pride Bushido 7.

13 - Maurício Shogun Rua x Ricardo Arona - Shogun era da Chute Boxe e treinava muay thai. Arona, da Brazilian Top Team, especialista em jiu-jitsu. A rivalidade entre as duas escolas era um dos principais atrativos do Pride. Shogun e Arona se enfrentaram na final do torneio dos pesos meio-pesados, em agosto de 2005. O atleta da Chute Boxe levou a melhor e conseguiu um nocaute e em menos de três minutos com uma sessão de marretadas aplicadas contra o rosto do rival.

14 -Wanderlei x Fujita - Pride Critical Countdown Absolute, em julho de 2006. Depois de quase 10 minutos de chutes na cabeça e socos contundentes Fujita sucumbiu aos golpes de Wanderlei.

15 - Cro Cop x Wanderlei - No Pride Final Conflict Absolute de 2006 Cro Cop acertou um de seus chutes fulminantes na cabeça de Wanderlei levando-o à lona e paralisando uma platéia estarrecida pela força do golpe.


[LISTA DE ATLETAS QUE FIZERAM HISTÓRIA NO PRIDE]

1 - Rickson Gracie - O Pride surgiu justamente para casar uma luta entre Takada e Rickson. O brasileiro vinha de seis vitórias em solo japonês antes de bater Takada duas vezes no Pride. Foi um desbravador e se tornou um dos maiores ídolos do Japão.

2 - Kazushi Sakuraba - Nunca conquistou o cinturão do Pride, mas conseguiu bater três Gracies: Royler, Royce, Renzo e Ryan. Tornou-se o "Caçador de Gracies" e um dos atletas mais importantes da história do vale-tudo japonês.

3 - Wanderlei Silva - Por muitos anos era a principal estrela do Pride e quem garantia a boa audiência do evento. Foi campeão meio-pesado (93kg) e do torneio meio-pesado de 2003. Fez fama ao espancar Sakuraba.

4 - Antonio Rodrigo "Minotauro" Nogueira - Primeiro campeão peso-pesado do Pride, Minotauro ajudou o evento japonês a ser reconhecido como o torneio onde estão os melhores atletas do vale-tudo.

5 - Fedor Emilianenko - Surgiu para o mundo no Pride, apesar de ter se saído bem no RINGS, evento que o revelou. Desde que tomou o cinturão de campeão peso-pesado das mãos do Minotauro esse russo especialista em sambô é visto como o maior lutador de vale-tudo entre todas as categorias de peso. Conquistou também o cinturão do torneio de pesos-pesados de 2004.

6 - Dan Henderson - Especialista em greco-romana, Dan tornou-se campeão das categorias médio (83kg) e meio-pesado (93kg), além de ter se sagrado vencedor do torneio dos médios de 2005.

7 - Takanori Gomi - Campeão dos leves (73kg) e do torneio dos leves de 2005. Gomi é até hoje um dos atletas mais populares do Japão e era o principal nome dos pesos leves do Pride.

8 - Mauricio "Shogun" Rua - Bateu quarto lutadores considerados TOP 10 da categoria dos meio-pesados e se tornou o nome mais temido do vale-tudo mundial em 2005. Mais um lutador que firmou o nome do Pride como evento onde lutavam as maiores estrelas desse esporte.

9 - Mark Coleman - O primeiro vencedor de um torneio do Pride, o grand pix de 2000. Ajudou a popularizar o Pride nos Estados Unidos onde é reconhecido como um dos lutadores mais importantes da história do vale-tudo.

10 - Mirko 'Cro Cop' Filipović - O ex-policial croata tornou-se uma aposta bem sucedida do Pride. Estrela de eventos de lutas em pé (socos e chutes), Cro Cop lutou até hoje 32 vezes, 24 delas em eventos Pride. Em 2006 sagrou-se campeão do torneio "absoluto" (sem limite de peso) do Pride.


[Fonte: Blog do Guga Noblat - MMA - Por Dentro da Arena]

Pede pla sair, Cebolinha!!!

A retomada do cinema nacional, que tem como filme de partida Carlota Joaquina (1994), é profundamente ligada também ao patrocínio da Petrobras. A estatal do petróleo atingiu este ano a marca de 500 longas-metragens lançados com a sua ajuda e vem festejando o fato nos principais festivais de cinema do país.

Em Tiradentes, foi feito um desfile de Ronaldo Fraga. Silvio Botelho criou bonecos gigantes e literatura de cordel no Recife. E agora, para o Animamundi, a Mauricio de Sousa Produções criou uma série de curtas-metragens com os personagens da Turma da Mônica interagindo com figuras marcantes do cinema nacional, como Capitão Nascimento e Zé Pequeno em homenagens que vão de O Homem que Copiava e O Cheiro do Ralo a Se Eu Fosse Você. Assista ao vídeo de "Tlopa de Elite" abaixo. E para conferir os demais vídeos, CLIQUE AQUI.




[Fonte: Omelete]

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Erasure em Porto Alegre

O duo britânico Erasure volta a encontrar os fãs gaúchos nesta quinta-feira, às 21h, no Pepsi On Stage (Avenida Severo Dullius, 1.995). Com ingressos a R$ 95 (pista) e R$ 160 (mezanino), a performance promete reviver alguns dos maiores hits dançantes lançados pelo grupo nos anos 1980, como A Little Respect e Oh L'Amour. Confira as cinco principais razões para ver esse show:


1) Prestigiar um dos primeiros artistas que tiveram a coragem de assumir sua homossexualidade. Diz o começo de Hideaway, música do 2º disco do Erasure, The Circus, de 1987, e que vem abrindo os shows do duo: "Um dia o menino decidiu / Contar a eles como ele se sentia por dentro / Ele não pôde mais esconder / Sua mãe desmoronou e chorou".

2) Conferir como anda uma das mais belas vozes masculinas do pop. Andy Bell sempre foi capaz de brilhar tanto nos agudos quanto nos graves - às vezes na mesma canção, como na balada You Surround Me. Ele também era um dos mais animados entertainers - no show do Gigantinho, em 1990, corria, pulava e dançava loucamente em Knocking On your Door (que está no repertório atual).

3) Voltar no tempo - com seus teclados Roland, Vince Clarke foi, definitivamente, um dos caras que moldaram a sonoridade dos anos 1980. Mas ele também soube explorar caminhos diferentes, vide a riqueza melódica de Chorus e de Rock me Gently.

4) Dançar como se o mundo fosse acabar amanhã. Qualquer DJ que já colocou som em uma festa tipo Balonê sabe o poder do repertório do Erasure de encher a pista. No show, não devem faltar hits como Sometimes, Love to Hate You e Drama!.

5) Assistir a um final apoteótico. A apresentação no Rio, sábado passado, terminou com uma sequência matadora: Oh L'Amour, A Little Respect e Stop!.

E pra ilustrar o poder de fogo dos caras, segue o vídeo de Oh L'Amour. Baladinha dançante que gruda na cabeça e não sai mais. "Oh L'Amour, Broke my heart, Now I'm aching for you, Mon amour, What's a boy in love, Supposed to do..." Inveja boa de quem vai no Pepsi On Stage hoje. rsrs




[Fonte: Ticiano Osório]

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Two and A Half Men - Foto do 1º episódio da 9ª temporada

As filmagens da série Two and A Half Men começaram após a conturbada demissão de sua estrela, Charlie Sheen, em meio a muitos boatos sobre a morte de seu personagem e o papel de Ashton Kutcher, que assumirá o posto de protagonista. A série é um dos programas de maior sucesso da televisão americana.

"Me preparando para gravar o primeiro episódio de 2,5!" - escreveu Kutcher em sua conta no Twitter pouco antes do início dos trabalhos.

"Um pouco nervoso. Tudo será revelado!" - acrescentou, em uma referência ao cartaz promocional da série, que apresenta a mesma frase sobre os corpos aparentemente nus dele e das outras estrelas do show, Jon Cryer e Angus T. Jones.

Charlie Sheen, que recebia 2 milhões de dólares por episódio pelo papel de Charlie Harper, um solteiro hedonista e errático, foi demitido no início do ano. Ele deu uma série de declarações irritadas à imprensa, nas quais ofendeu o produtor da série, Chuck Lorre, que também é o homem por trás de outro sucesso do momento, The Big Bang Theory.

Após a abrupta interrupção do programa em fevereiro, os produtores de Two and Half Men anunciaram em maio a contratação de Kutcher, de 33 anos e que conhece bem o gênero, já que interpretou Kelso em That '70s Show, papel responsável por sua fama em Hollywood. O ator é casado com Demi Moore, de 48 anos.

Desde o anúncio e até o início das gravações, sexta-feira passada, da 9ª temporada, tudo o que diz respeito ao roteiro foi mantido em sigilo. Nenhuma pessoa ligada à produção respondeu aos pedidos de entrevista. Em meio ao segredo, o canal CBS fez uma revelação na semana passada: o personagem de Ashton Kutcher se chama Walden Schmidt, um milionário da internet com o coração partido. Com o anúncio, foi confirmado que Kutcher não assumirá o papel de Charlie Harper, que era a alma do show.

A imprensa especializada no mundo do entretenimento conseguiu algumas informações após o início das gravações: Harper morre atropelado por um trem que o despedaça em "uma explosão de carne", afirmou o site TMZ, que citou fontes presentes no estúdio. De acordo com o TMZ, o episódio de estreia da 9ª temporada, que vai ao ar em 19 de setembro, mostrará o funeral de Harper com a presença de muitas mulheres que ele seduziu, incluindo Rose (Melanie Lynskey), sua vizinha, perseguidora e agora "viúva".

"Assistirei ao meu próprio falso funeral, ao qual comparecerão minhas falsas ex-namoradas, da minha muito real sala de cinema com meus muito reais bombons." - disse Sheen.

O ator também declarou ao TMZ que agradece a Kutcher por substituí-lo em Two and a Half Men, já que isto lhe permite reiniciar a carreira. Em 18 de julho, Sheen anunciou que voltará à TV com uma nova série de comédia, Anger Management (baseada no filme Tratamento de Choque), na qual um executivo deve aprender a controlar seus problemas de ira.

"Escolhi Anger Management porque, apesar de ser um pouco forçado no meu caso interpretar alguém com sérios problemas para controlar a ira, penso que é um bom conceito." - declarou Sheen em uma aparente ironia.

Desde a estreia em 2003, Two and a Half Men se tornou a 5ª série mais assistida dos Estados Unidos. O último episódio teve audiência de 14,5 milhões de espectadores, segundo a empresa Nielsen.


[Fonte: AFP]

terça-feira, 9 de agosto de 2011

► Crônicas do David Coimbra - 17

[TÚNEL DO TEMPO: ELA FOI EXPERIMENTAR UM BIQUÍNI]

Ela disse que ia só experimentar um biquíni, bem ligeirinho, e entrou na loja. Fiquei na porta, esperando. O que mais poderia fazer, senão ficar na porta, esperando? Suspirei. Olhei para a calçada do outro lado da rua, para me distrair. Um cachorro preto, desses vira-latas, de tamanho médio, dormia enrodilhado em frente a uma padaria fechada. Não havia nada aberto àquela hora, só a loja de biquínis. Voltei-me novamente para dentro da loja.

As atendentes, umas quatro ou cinco, me olhavam lá do fundo. O que estariam pensando? "Aí está mais um babaca na porta, esperando a namorada escolher biquíni". Acho que riam de mim. Só podiam estar rindo. Também, o cara fica mesmo com jeito de abobado esperando alguém numa porta de loja. Tinha apoiado o peso do corpo no pé direito; troquei para o esquerdo. O cachorro preto do outro lado da rua acordou, piscou uma ou duas vezes, mas não fez menção de se levantar.

A namorada havia sumido. Devia estar no provador. Quanto tempo uma mulher leva para experimentar um ou dois biquínis? Um biquíni é tão pequeno… Tirar os chinelos é rápido, zupt, zupt, dois segundos. As calças? Basta baixar o zíper, abrir um botão, arriar uma perna, depois outra. Digamos, cinco segundos. Mais a blusa, puxada pela cabeça, acomodada com critério no gancho da parede, outros cinco segundos. Total: 17 segundos.

Mas deixemos por 20. Trinta, até. Outros 30 para experimentar um biquíni, 30 se mirando no espelho, mais 30 para outro biquíni e 30 se admirando de novo. Operação completa, contando que ela precisa vestir as calças e a blusa de novo, uns quatro minutos. Arredondando, cinco. É bastante, cinco. Tudo bem, as mulheres são demoradas mesmo, cinco é razoável.

Mas já se haviam passado cinco minutos, quem sabe oito ou nove, o cachorro se erguera preguiçosamente e farejava o ar sem grande interesse. Juntei as mãos às costas num gesto que, lembro, meu avô repetia muito. Depois cruzei os braços diante do peito. Levei as mãos à cintura. Cocei a cabeça. Suspirei outra vez.

Ouvi risadas femininas. Ah, mas aquelas gurias da loja estavam tirando o maior sarro de mim, isso era certo. Muito engraçado, de fato, um imbecil parado na frente de uma loja, sem fazer nada, só observando um cachorro preto na calçada. Aliás, onde é que estava o maldito cachorro preto? Como conseguira sumir tão rapidamente? Bom, talvez não tivesse sido tão rápido - eu devia estar há uns 20 minutos ali. Não queria mais olhar lá para dentro, para aquelas atendentes debochadas, e agora o cachorro se fora. Oh, Cristo.

Ah, salvação: uma mosca acabara de pousar na vidraça da vitrine. Uma mosca gorda, dessas de verão, lerdas. São alvos fáceis, essas moscas obesas de verão, ainda mais se pousam em vidraças. Por que as moscas engordam no verão? Nós humanos engordamos no inverno. Feijoada e tal. Tive ganas de esmagá-la, mas não tinha nada à mão, um jornal, nada.

Um jornal viria a calhar, mesmo de anteontem. Para ler algo. Até a lista telefônica seria bem-vinda naquele momento de tédio absoluto, de minutos pastosos e angustiantes, como se estivesse afundando na areia movediça. Deixei a mosca ali, passeando pelo vidro. A namorada não saía do provador. Quanto tempo? Trinta e cinco minutos? Quarenta? Não era possível que demorasse tanto assim para experimentar um biquinizinho minúsculo.

Foi me dando uma irritação. Uma irritação, uma irritação, uma irritação.

Uma irritação.

Li em algum lugar que, se você está sozinho e se aborrece, então você não é boa companhia nem para você mesmo. Provavelmente sou uma péssima companhia, porque estava mortalmente chateado de estar comigo mesmo. Como eu estava me chateando a mim próprio, Jesus. Por que eu tinha de estar naquele lugar, onde o tempo não passava, onde nada acontecia, onde tudo parou? Quanto tempo fiquei ali? Pareceram horas. Quando ela finalmente surgiu, suspirei de alívio. Era como se eu estivesse saindo do presídio. Mas, para minha surpresa, ela veio de mãos vazias.

- E o biquíni? - perguntei, aflito.

E ela, indo-se da loja:
- Não gostei de nada. Vou procurar outra loja, para ver se encontro algo melhor.

Agora compreendo a angústia do torcedor da Dupla Gre-Nal, esperando contratações que não chegam jamais.


[Blog do David Coimbra - www.clicrbs.com.br/blogdodavid]

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Festival de Cinema de Gramado 2011

Sou fã do cara (e do trabalho dele), e nada mais natural que Selton Mello receba o Troféu Cidade de Gramado hoje a noite no Palácio dos Festivais.

Filmes como O Auto da Compadecida, O Cheiro do Ralo, A Mulher Invisível, entre outros, são filmes que curti e recomendo pra qualquer um que goste de um bom cinema nacional.

Além de Selton Mello, também deverão ser vistos no tapete vermelho, outros artistas nesta primeira noite do 39º Festival de Cinema. O irmão de Selton, Danton, deve acompanhá-lo ao Palácio dos Festivais e já estão na cidade como mostra a foto.

Também já chegaram a cidade Carol Castro e Sérgio Marone, além de Jackson Antunes e Caio Junqueira.

Até o final do festival, passarão pelo tapete vermelho Fernanda Montenegro, Fábio Assunção, Gabriel Braga Nunes, Paulo José, Roberto Bontempo, Bel Kutner, Vanessa Gerbelli, Marcos Breda, Reginaldo Faria, entre outros.

Se der um tempinho, vou ver se pego minha gata e subo a serra pra dar uma espiada.


[Fonte: Vanessa Franzosi (ClicRBS Gramado) - Gabriela Di Bella (PressPhoto)]

UFC 133 - Evans vs Ortiz

[ATUALIZADO] O UFC 133 terá um card imperdível com grandes confrontos no dia 06 de agosto, sábado, no Wells Fargo Center, na Filadélfia, Estados Unidos. A atração principal da noite será o duelo entre os ex-campeões da divisão meio-pesado Tito Ortiz e Rashad Evans. Outro aguardado duelo será entre Vitor Belfort e o japonês Yoshihiro Akiyama, os dois vindos de derrotas, pela categoria dos médios.


O evento começa a partir das 19h15 (horário de Brasília) com as duas primeiras lutas do card preliminar sendo transmitidas via Facebook oficial do UFC: facebook.com/UFC. O canal Combate (121 da NET) inicia sua transmissão às 21h com as duas últimas lutas preliminares.

***
[INESPERADA REVIRAVOLTA TRAS NOVAMENTE ORTIZ AO OCTÓGONO]


Após a lesão do americano Phil Davis, Tito Ortiz terá a oportunidade de substituí-lo numa luta única que pode dar uma guinada histórica em sua carreira. Após permanecer cinco anos sem vitória, ele recentemente surpreendeu com uma volta retumbante ao superar o favorito Ryan Bader no UFC 132, realizado em julho. Agora, ele terá a chance de ficar muito mais próximo do cinturão dos meio-pesados ao reencontrar Rashad Evans, com quem realizou embate em 2007, que terminou empatado.

Vencedor do TUF 2 e ex-campeão dos meio-pesados, Evans não luta desde o primeiro semestre do ano passado, quando venceu Quinton ‘Rampage’ Jackson por decisão unânime dos juízes. Investindo em seu Wrestling e na potente direita, Evans promete retomar a corrida pelo cinturão que perdeu em 2009 para Lyoto Machida, com uma vitória ele ganhará o direito a desafiar Jon Jones.
***
[VITOR BELFORT RETORNA AO UFC APÓS DERROTA PARA ANDERSON SILVA]


O brasileiro Vitor Belfort estará de volta ao UFC, em seu primeiro confronto após perder a disputa do cinturão dos pesos médios para Anderson Silva. Vitor enfrenta agora o japonês Yoshihiro Akiyama, que assim como o brasileiro, também vem de uma derrota no UFC. Em um confronto ocorrido em outubro do ano passado, o japonês foi superado pelo inglês Michael Bisping por decisão unânime dos juízes. Apesar de ter sido derrotado em dois de seus três últimos confrontos no UFC, Akiyama levou o prêmio de melhor luta da noite em todas as ocasiões em que esteve em ação no octógono.
 Antes do revés frente a Anderson, Belfort havia acumulado cinco vitórias consecutivas na carreira. Em seu retorno ao UFC, depois de quatro anos em outras competições, o carioca precisou de apenas três minutos para nocautear o americano Rich Franklin no UFC 103, em setembro de 2009.

***
[MUDANÇAS NO CARD]

O brasileiro Rogério Minotouro, que também estaria no card do UFC 133, anunciou sua contusão no fim de semana retrasado. Com o novo desfalque e sem oponente à altura, Rich Franklin, que encararia Minotouro, também ficou de fora do evento. Com a alteração o duelo de Vitor Belfort contra o japonês Yoshihiro Akiyama será a co-luta principal da noite. A luta entre os meio-médios Dennis Hallman e Brian Ebersole também foi promovida do card preliminar para o principal.

***
[OUTRAS GRANDES DISPUTAS COMPLETAM O CARD PRINCIPAL]

Em combate nos médios, Jorge "El Conquistador" Rivera encara Constantinos Philippou, que entrou na lacuna deixada pelo lesionado Alessio Sakara. A luta promete muita ação, uma vez que ambos entrarão nesta disputa com sede de vitória, já que foram derrotados em seus últimos confrontos. O duelo entre os meio-médios Rory MacDonald e o veterano Mike Pyle abrirá o card principal. Rory vem de vitória sobre Nate Diaz no UFC 129, e Pyle venceu Ricardo Almeida no UFC 128.

***
Confira os CARD's do UFC 133:

[CARD PRINCIPAL] [ATUALIZADO]

Rashad Evans venceu Tito Ortiz por nocaute aos 4:48 do 2º round
Vitor Belfort venceu Yoshihiro Akiyama por nocaute aos 1:52 do 1º round
Brian Ebersole venceu Dennis Hallman por nocaute aos 4:28 do 1º round
Constantinos Philippou venceu Jorge Rivera na decisão dividida dos jurados
Rory MacDonald venceu Mike Pyle por nocaute aos 3:54 do 1º round

[CARD PRELIMINAR] [ATUALIZADO]
Alexander Gustafsson venceu Matt Hamill por nocaute aos 3:34 do 2º round
Chad Mendes venceu Rani Yahya na decisão unânime dos jurados
Ivan Menjivar venceu Nick Pace na decisão unânime dos jurados
Johny Hendricks venceu Mike Pierce na decisão dividida dos jurados
Mike Brown venceu Nam Phan na decisão unânime dos jurados
Rafael Natal venceu Paul Bradley na decisão unânime dos jurados


[Fonte: Cauan Ahmed, Assessoria do UFC - Blog Mano a Mano, do Eduardo Cruz]

Bane, Selina Kyle, Miranda Tate, Bat-pod, etc...

Tom Hardy como se sabe está de boca fechada e, saber alguma coisa sobre seu papel em The Dark Knight Rises (NOTA: batizado no Brasil como O Cavaleiro das Trevas Ressurge), é tarefa ingrata. Mas numa entrevista para a revista Total Film e o Comic Book Movie, ele resolveu dar uma palhinha sobre Bane, seu vilão no filme. Confira:

[SOBRE AS PRIMEIRAS CONVERSAS COM CHRISTOPHER NOLAN SOBRE INTERPRETAR BANE]
"Espere um minuto. Você está me perguntando se eu quero viajar o mundo com você em um filme do Batman, sendo o vilão, e o único problema é que eu teria que usar uma máscara? Deixe-me pensar. É claro que eu quero, cara! Qualquer coisa que você precisar."

[SOBRE A SUPOSTA LESÃO NA ESPINHA DE BATMAN]
"Boa lembrança, mas tudo que posso dizer é que Nolan tem um plano e não será nada decepcionante. É uma escolha definitiva. Acho Bane super legal e estou realmente empolgado com o personagem. Não sou o cara do filme do Joel Schumacher (Batman & Robin), mas estou longe de decepcionar os fãs..."

[SOBRE A PRESSÃO DE SUBSTITUIR O VILÃO CORINGA, INTERPRETADO POR HEATH LEDGER]
"Não mesmo. Ledger era um ator brilhante e teve uma performance sensacional. E é isso. Tenho um trabalho para fazer. A mesma coisa acontece com as comparações com Mad Max e Mel Gibson [o ator será o protagonista do reboot da saga]. Não estou querendo competir com o talento desses atores. Quero apenas interpretar o personagem que me ofereceram."

[SOBRE A MÁSCARA DE BANE]
"Sempre que você coloca algo no seu rosto, você está adotando uma personalidade e um físico que não é nada parecido com atuar. Ele permite liberdade durante a performance."

***
E para completar, uma leva de fotos com direito ao visual de Bane, Selina Kyle, Miranda Tate, Bat-pod, etc... Confira:

[Tom Hardy caracterizado como Bane]


[Anne Hathaway como Selina "Mulher-Gato" Kyle]


[Marion Cotillard e Joseph Gordon-Levitt, como Miranda "Talia Al Ghul?" Tate e John "?" Blake]


[Marion Cotillard como Miranda Tate? Mas com essa roupa 90% de certeza de ser Talia Al Ghul]


[Dublê de Anne "Selina Kyle" Hathaway no Bat-pod]


[Christian "Bruce Wayne/Batman" Bale e Tom "Bane" Hardy lutando]


[Fonte: Cinema em Cena]
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