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terça-feira, 28 de junho de 2011

Trilha sonora de "(500) Dias com Ela"

(500) Days of Summer, ou (500) Dias com Ela na tradução, conta a história de Tom (Joseph Gordon-Levitt, de A Origem), um escritor de cartões que sonha em ser arquiteto, e seu "namoro" com Summer (Zooey Deschanel, de Fim dos Tempos), uma garota que não acredita no amor. Depois de receber um fora Tom repensa os dias que passou com sua namorada e tenta entender o que deu errado. O narrador avisa logo no início : "Essa é sim a história de um garoto que conhece uma garota. Mas você deve saber de cara, essa não é uma história de amor. Pode não ser uma história de amor, mas é uma história SOBRE amor. O filme conta como esses dois personagens descobriram que o amor realmente existe. (500) Dias com Ela é muito bem construído, cheio de referências culturais e acima de tudo tem uma ótima trilha sonora, tão charmosa quanto o longa.

As músicas de Regina Spektor, "Us" e "Hero", têm o tom certo para essa comédia romântica. Principalmente "Us" que toca na passagem inicial dos créditos, quando vemos Tom e Summer crianças. "You make my dreams" de Hall & Oates é a música que Tom dança feliz depois da primeira noite com Summer. Não tem como não se animar com essa música e ficar contagiado pela coreografia divertida que Gordon-Levitt executa. Destaque também para as maravilhosas "Mushaboom" da canadense Feist, "Bookends" de Simon & Garfunkel, "She's got you high" do Mumm-Ra, e "Quequ'um M'a Dit" de Carla Bruni.

Não vamos esquecer também as músicas que tocam no karaokê: Tom canta "Here comes your man" do Pixies, que ganhou uma versão de Meaghan Smith para o CD com a trilha sonora do filme. E Summer interpreta "Sugar Town" de Nancy Sinatra.



Mas quem realmente rouba a cena na trilha sonora de (500) Dias com Ela, são os ingleses do The Smiths. Provavelmente a melhor composição de Morrissey e Marr "There is a light that never goes out" não está só na trilha como é o motivo para o primeiro contato de Summer e Tom; como você pode ver abaixo no trailer do filme.

Outra ótima música dos Smiths que está no filme é "Please, Please, Please, Let me get what I want", que tem tudo a ver com a paixão de Tom. No CD lançado no Brasil pela Warner além da interpretação dos Smiths, "Please, Please, Please Let me get what I want" também ganhou uma versão do She & Him, dupla formada pela própria Zooey Deschanel e o músico M. Ward.

E para quem gosta do She & Him, vale assistir um vídeo que está nos extras de (500) Dias com Ela. O pequeno clipe traz uma historinha e uma coreografia da música "Why Do You Let Me Stay Here" com Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt dançando juntos e que você confere abaixo:



[TRILHA SONORA]

"A Story of Boy Meets Girl" - Mychael Danna and Rob Simonsen
"Us" - Regina Spektor
"There Is A Light That Never Goes Out" - The Smiths
"Bad Kids" - Black Lips
"Please, Please, Please Let Me Get What I Want" - The Smiths
"There Goes the Fear" - Doves
"You Make My Dreams" - Hall & Oates
"Sweet Disposition" - The Temper Trap
"Quelqu'un m'a dit" - Carla Bruni
"Mushaboom" - Feist
"Hero" - Regina Spektor
"Bookends" - Simon & Garfunkel
"Vagabond" - Wolfmother
"She's Got You High" - Mumm-Ra
"Here Comes Your Man" - Meaghan Smith
"Please, Please, Please Let Me Get What I Want" - She & Him


[Fonte:
trilhasonora.com]

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

► Filmes que recomendo - 13 (Além da Vida)

Um médium norte-americano que pode falar com os mortos, uma jornalista francesa que teve uma experiência de quase-morte e um estudante inglês que perdeu o irmão gêmeo em um acidente: o filme é centrado na vida dos três personagens e como eles lidam com o que há além da vida.


Clint Eastwood. Um diretor que, para mim, vem se reeinventando a cada filme que dirige. O tempo passa, e o velho Clint cresce mais e mais como cineasta. Fato.

Além da Vida é o filme da vez do eterno Dirt Harry. Será que ele, já com seus 80 anos recém completados, está preocupado com a morte? Ou será que é só somente a visão dum cineasta maduro por um assunto tão complexo? Clint jura que a resposta é simples: "Me interessei pelo roteiro e achei que daria um ótimo filme!" Tá certo, Clint, o que posso dizer é que o filme é leve, mas ao mesmo tempo "pesado" de se ver, visto que se trata dum assunto bem delicado para toda a socidade: existe vida após à morte?

A premissa do filme gira em torno de três pessoas que têm/tiveram experiências com o pós-morte. George (Matt Damon (da trilogia Bourne e Invictus, este último dirigido pelo próprio Clint), um funcionário duma fábrica de São Francisco e que têm o dom de se "comunicar" com os mortos, mas que vê isso como uma "maldição", e não como o referido "dom". Marie (Cécile De France), uma francesa que passa férias na Tailândia e que testemunha a "ira de Deus" (e aqui não conto o que, pois seria estragar o estarrecedor (e espetacular) início do filme (NOTA: Eastwood flertando pela primeira vez com efeitos especiais. E que efeitos!), mudando pra sempre, sua concepção de vida. E os gêmeos ingleses Marcus e Jason (Frankie e George McLaren, estrando no cinema), que terão suas vidas mudadas pra sempre com uma tragédia.

Os atores são um deleite à parte, visto que Damon, pra mim, é um dos melhores da sua geração (talvez o único à frente dele seja Johnny Depp). A francesa Cécile competentíssima (e cativante) no papel de Marie, e os gêmeos na vida real Frankie e George, vividos com uma emoção e tristeza no olhar tão sutis, que é impossível não se sensibilizar com a história dos dois garotos.

Além da Vida mostra o quanto um diretor subestimado anos atrás, agora colhe os frutos de uma carreira escolhida à dedo e com sabedoria (vide a crescente de Menina de Ouro, Cartas de Iwo Jima, Gran Torino, Invictus e, agora este Além da Vida).

O filme é gostoso de se ver, mas a carga dramática mantém uma certa tensão. E nesse ponto, Eastwood sabe como ninguém construir uma boa história e nos prender à ela (veja Gran Torino e entenderá o que quero dizer).
Momentos marcantes? O início do filme, a de Marcus no Metrô e a primeira conversa dele com Matt Damon, já quase no final do filme.

Claro que sou suspeito, e quem me conhece sabe, mas eu como espírita, recomendo o filme. Independente de credo religioso (e até porque nem é o foco do post), vale. E vale muito. E abstraindo a questão de crenças, da eterna pergunta "existe vida pós morte?"), mas é fã de Eastwood e/ou de Damon, confira-o. Não é o melhor filme de Clint, mas com certeza te desafio a não botá-lo entre os cinco melhores filmes do octagenário durão. Olhe e comprove.




["Hereafter" ("Além da Vida") Drama - 2010 - 129min. De: Clint Eastwood. Com: Matt Damon, Cécile De France, Frankie McLaren, George McLaren e Bryce Dallas Howard]

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

►Filmes que recomendo - 12 ( (500) Dias com Ela)

Quando Tom (Joseph Gordon Levitt, de G.I. Joe, e do extinto seriado 3º Rock From the Sun), azarado escritor de cartões comemorativos e romântico sem esperanças, fica sem rumo depois de levar um fora da namorada Summer (Zooey Deschanel, de O Guia do Mochileiro das Galáxias, Fim dos Tempos), ele volta a vários momentos dos 500 dias que passaram juntos para tentar entender o que deu errado. Suas reflexões acabam levando-o a redescobrir suas verdadeiras paixões na vida.

Um dos melhores filmes que assisti neste início de ano. E por ele me fazer pensar tanto, é que reproduzo aqui a (excelente) crítica do Roberto Sadovski (revista SET), onde ele consegue resumir (em gênero, número e grau) EXATAMENTE o que achei do filme. Portanto, farei das palavras dele, as minha. E dito isso, leia, veja o filme e comprove você também: (500) Dias com Ela é desde já, um dos melhores filmes de 2010.

***
Existe uma coisa decididamente irritante em comédias românticas (e eu uso o termo unicamente como rótulo, mas pense em algo ainda mais abrangente) como (500) Dias com Ela que as torna ainda mais irresistíveis: elas são realistas ao extremo, mesmo que a realidade passe por um verniz fantástico e surreal para deixar a experiência mais confortável. O filme de Marc Webb, um conhecido diretor de vídeos musicais, traça o ciclo de vida de um romance e deixa bem claro, do primeiro frame, que a relação de Tom (Joseph Gordon-Levitt, frágil, charmoso e igual ao seu melhor amigo) e Summer (Zooey Deschanel, mais irresistível a cada filme) tem começo, meio e fim.

Mas Webb não tem interesse em mostrar essa vida a dois de forma linear, como em outro (ótimo) filme-petardo, Separados pelo Casamento. Aleatoriamente, ele escolhe vários dias entre as cinco centenas em que os dois estiveram juntos, expondo dolorosamente os momentos exatos e que as fissuras se tornaram canyons - e porque não havia absolutamente nada que Tom pudesse fazer para salvar o barco. Sim, porque é também claro desde o começo que ele se entrega de cabeça, ele se apaixona de maneira tão completa e ingênua que é difícil não pintar Summer como vilã da história, a mulher que recebe um coração e o destroça. Mas o diretor também sabe que demonizar alguém quando um relacionamento se esfacela é um exercício de futilidade: pessoas são imprevisíveis, como suas regras de conduta e declarações calculas de "sabemos exatamente o que estamos fazendo". Não sabemos, e alguém fatalmente quebra a cara.

O fato é que (500) Dias com Ela, como o nome já sugere, escolhe um ponto de vista, o masculino, e a partir daí mostrar que, quando alguém deixa a emoção comandar o cérebro, o desastre não está longe. E é isso que faz desta comédia romântica (mais uma vez o termo, mas o filme é engraçado e emocionante, oras) tão saborosa: ao contrário de alguns filmes sobre relacionamentos recentes, como o brasileiro Quanto Dura o Amor?, a opção do diretor é pelo otimismo, não pela miséria. É uma lição clara, ditada com doçura: amar vale, sim, a pena. Não importa que acabe em lágrimas. Não importa que, mesmo amadurecido, o coração fique em frangalhos. Porque, depois, o ciclo reinicia - e quem sabe pode pintar um final feliz?

[Roberto Sadovski]




["(500) Dias com Ela" ("(500) Days of Summer") Romance - 2009 - 95min. De: Marc Webb. Com: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend, Patricia Belcher e Chloe Moretz]

domingo, 27 de dezembro de 2009

► Filmes que recomendo - 11 (Atividade Paranormal)

Um casal é perseguido por um espírito demoníaco dentro de sua própria casa. Dispostos a desvendar o mistério que assombra suas noites de sono, eles instalam câmeras por toda a casa, com as quais captam as estranhas atividades paranormais que acontecem.


Atividade Paranormal é um filme assustador. Desde A Bruxa de Blair (e aqui coincidentemente os dois filmes se colidem, pois a ideia é a mesma nos dois) não víamos um filme que nos deixasse tão tensos na cadeira do cinema. Quer dizer, faço um à parte para O Exorcismo de Emily Rose, que foi assustador e está no meu Top Ten de filmes assustadores. Mas a questão é que Paranormal Activity fez e continuará fazendo sucesso. 15.000,00 dólares usados na produção, mas que em compensação já rendeu quase 200 milhões em lucros. Alguma coisa tem que ter para o filme se tornar um sucesso instantâneo, não acha?

Os fãs da Bruxa de Blair (1999) logo verão as semelhanças entre um e outro. Mas para quem é adolescente hoje, em 1999 era apenas criança, e não pode acompanhar o fenômeno The Blair Witch Project. Metade do sucesso tá aí, afinal, são os adolescente o público-alvo de hoje em dia. Em segundo lugar, óbvio, à campanha viral que rolou na internet, nos mostrando como se a história fosse real (e não é?). E em terceiro, o fato do boca-a-boca na saída dos cinemas ser a força motriz de divulgação dum filme desse porte e feio a preço de banana.

O fato é que Atividade Paranormal é um filmaço, sim. Os críticos podem dizer que não, mas em se tratando de um filme de terror, ele cumpre o que promete. E como.

A história para quem não sabe é sobre um casal que começa a ser assombrado por estranhos acontecimentos na sua casa. Vemos desde o desdém e as brincadeiras de Mica (o namorado), como a preocupação de Katie (a namorada) de talvez estarem lidando com algo maior do que eles imaginam. E conforme o filme se desenrola é que o bixo pega e a tensão aumenta. Contar mais do que isso é estragar a diversão de assistir ao filme.

Filmaço pra curtir num sábado à noite. Acompanhado, claro. =)




["Atividade Paranormal" ("Paranormal Activity") Terror - 2009 - 87min. De: Oren Peli. Com: Katie Featherston, Micah Sloat, Mark Fredrichs e Ashley Palmer]

domingo, 8 de novembro de 2009

► Filmes que recomendo - 10 (Michael Jackson's - This Is It)

"Este filme é uma celebração única de Michael Jackson e sua música. Kenny Ortega realizou um lindo tributo que mostra o gênio em estado puro que Michael era quando em seu processo criativo e que o transformou em um dos mais bem sucedidos artistas a pisar em um palco. Em apenas cinco dias, This Is It tornou-se o filme sobre um show com maior bilheteria de todos os tempos e estamos muito felizes com a resposta obtida por parte dos fãs em todo o mundo. Com esta resposta mundial, fica claro que o filme merece ganhar um tempo maior em cartaz e faremos todo o possível para que todos tenham a oportunidade de ver This Is It nos cinemas".

Quem proferiu essas palavras foi Jeff Blake, presidente da Sony Pictures Entertainment Worldwide Marketing & Distribution, responsável por distribuir e apresentar This Is It a todos os fãs de Jackson ao redor do mundo! Então autoridade maior que ele não há, certo? Errado. "O" nome é Kenny Ortega, diretor de This Is It.

Ortega nos mostra não o Michael Jackson "freak", esquisito, prato cheio dos tablóides por suas bizarrices, mas sim o artista pop no seu estado mais puro, sensível, perfeccionista, educado com toda sua equipe, enfim, A LENDA Jackson.

This Is It me surpreendeu. Não só por ser um filme no mínimo curioso (e que como vocês sabem, é um apanhado dos ensaios pré morte de Jackson), mas sim por ser um filme de uma sensibilidade ímpar. Kenny Ortega consegue ao longo dos 112 minutos de projeção nos mostrar o Michael Jackson gênio, deixando de lado (e já citado anteriormente) o freak, a caricatura de si mesmo. O início do filme começa com uma homenagem dos dançarinos, cada um falando da honra de trabalhar ao lado do ícone Michael Jackson, para logo em seguida, vermos a primeira aparição de Michael. Magro, quase esquálido, disforme, pálido, frágil... Ledo engano. Em partes.. E até para mim. É só Jackson começar a dançar (e como) e cantar (e ele canta MESMO, calando a boca de muitos críticos que acharam que ele faria playback) que vemos que o Rei do Pop continua entre nós. Neste exato momento desaparece o Jackson esquálido, pálido, frágil, e entra em cena um Jackson com uma presença de palco inacreditável (coisa que ele sempre possuiu), com um domínio do que faz surpreendente, dançando como se ainda tivesse seus vinte, trinta anos, e cantando como a muito tempo não víamos. E olha que eram apenas ensaios.

Desde a abertura com "Wanna Be Startin' Somethin'" até o encerramento ao som da emblemática "Man On The Mirror", vemos na tela um artista com total domínio do que faz. Logo em seguida fico de queixo caído com o que Jackson nos mostraria em "Smooth Criminal" (um filme coloca o cantor dentro de Gilda, clássico de 1946 dirigido por Charles Vidor, onde ele foge de bandidos e interage com os personagens do filme). Na sequência vem a tão esperada "nova versão" de "Thriller", com direito a aranhas gigantes e fantasmas. Admito que não curti muito, pois descaracterizou o clássico videoclipe da década de 80 e que lançou o nome do mesmo à estratosfera. Mas vale pela coreografia de palco que sempre é bom rever, ainda mais com os novos dançarinos acompanhando-no. Entram três músicas da época do Jackson 5, e coincidentemente, numa das músicas Jackson não se sente muito à vontade cantando por causa dum problema no ponto que fica no ouvido dele. É também nessa parte do show que ele agradece aos irmãos e pais (incluindo seu desafeto assumido, seu pai, Joseph Jackson). Seguem ao longo do filme também: "Jam", "They Don't Care About Us", "Human Nature", "The Way You Make Me Feel", "I Want You Back" , "I'll Be There", "I Just Can't Stop Loving You", "Beat It", "The Earth Song", "Billie Jean" e "Man In The Mirror".

Enfim, This Is It é um filme para quem é/era fã de Michael Jackson. Do artista Michael Jackson. E só. Se for ver o filme tendo em mente os vários problemas ligados ao astro, nem vá. Deixe de lado o que ouviu/leu de ruim sobre Jackson ao longo dos anos e assista This Is It como um tributo ao maior artista pop da história. Um tributo inacabado, feito em cima apenas de ensaios, mas um tributo honesto, sincero, puro e, acima de tudo, que faz jus a carreira de Jackson.

Ou como ele mesmo fala no filme, tudo gira em torno de AMOR (A-M-O-R), e este filme/documentário/musical nos faz pensar muito sobre isso. O AMOR de um astro por seus fãs, suas músicas, etc. Pena que ele não pôde nos brindar com sua volta aos palcos, mas, a vida é assim. Surpreendente. E Michael Jackson não é/era diferente. Nos surpreender era sua força motriz, sua paixão. Temos certeza de que o "show" This Is It (e não o "filme" This Is It) seria um sucesso, Michael. Vá em paz.




["Michael Jackson's - This Is It - Documentário/Musical - 2009 - 112min. De: Kenny Ortega. Com: Michael Jackson, Kenny Ortega, Alex Al, Nick Bass, Michael Bearden, Daniel Celebre, Mekia Cox, Misha Gabriel, Chris Grant, Judith Hill, Dorian Holley, Shannon Holtzapffel, Devin Jamieson e Bashiri Joh]

domingo, 5 de julho de 2009

► Filmes que recomendo - 9 (De Repente É Amor)

Algumas pessoas levam anos para se apaixonarem à primeira vista... De Repente É Amor (A Lot Like Love) é uma comédia romântica sobre o destino, a ligação e os limites quase sempre tênues que separam as amizades do "felizes para sempre". O filme acompanha o relacionamento de Oliver (Ashton Kutcher - Efeito Borboleta e o extinto seriado That 70's Show) e Emily (Amanda Peet - Meu Vizinho Mafioso, Identidade), que se conheceram há sete anos num vôo de Los Angeles para Nova York – ambos declarando que não poderiam ser mais inadequados um para o outro.

A vida continuou a reuni-los ao longo desses sete anos, mas o timing nunca parece ser o ideal. À medida que lutam com seus respectivos parceiros, carreiras e separações, eles passam de apenas um casal de conhecidos a amigos íntimos que podem confidenciar tudo um ao outro. Enquanto procuram o amor e um relacionamento que não esteja fadado ao fracasso, Oliver e Emily levam sete anos para descobrir que o que há entre eles... de repente, é amor.

De Repente É Amor é um filme que recomendo e sei que vocês vão gostar. Pois poderão se identificar com ele. E muito. Em algum momento de suas vidas, as peculiaridades serão as mesmas. As situações vividas por Emily e Oliver provavelmente vocês já passaram (ou passarão) e a sensação de que certas coisas são tão fáceis de se lidar, de se falar, de se fazer estará tão presente, que a vontade será de ser mais emoção, e menos razão. É uma comédia romântica, com um tema que nunca envelhecerá. A eterna busca pela alma gêmea e os percalços que a vida nos bota à frente, até encontrarmos o grande amor de nossas vidas. Ou neste caso, aquele "grande amor" que estava ali o tempo todo e só nos demos conta depois de um tempo.

Pra começar eu sou suspeito pra falar do filme, pois sou fissurado pela Amanda Peet. rsrs. E tá, vá lá, tem o Ashton Kutcher pra delírio da platéia feminina. Mas o que importa é que os dois têm uma presença de cena fortíssima e a química é imediata. O que num filme com temática "comédia romântica" é fundamental, claro.

O filme começa sete anos atrás, no Aeroporto de Los Angeles, onde Emily (Peet) e Oliver (Kutcher) nem sabiam da existência um do outro. Eles ficam juntos (contar como é estragar o início do filme), passeiam, conversam, e se dão conta que (talvez) eles não foram feitos um pro outro mesmo! Pulam-se dois anos, e é nesse ponto que o diretor Nigel Cole nos prende ao filme, e à partir daí não tem como não torcer pra eles e ver o que rolará dali em diante. Por ironia(?) do destino, eles voltam a se encontrar, a ficar juntos, voltando a se separar, os anos passam, continuam tocando suas vidas, se relacionando com outras pessoas, e volta e meia se encontrando novamente, e os anos passando, até que...

Contar mais do que isso é estragar o gostinho de ver o filme e curtir a história dos dois. Melhor ver, do que ler aqui. Vão por mim. Sem contar que a trilha do filme é fantástica, com músicas do The Cure, Eagle Eye Cherry e destaque para as músicas "Brighter than Sunshine" do Aqualung, "Look what You've Done" do Jet e "Hands of Time" da Groove Armada.

De Repente É Amor é o tipo de filme que todo mundo gosta. Leve, divertido, engraçado, e o principal: que nos identificamos e que nos faz pensar, porque em alguns casos, duas pessoas que se amam, não conseguem ver o que é certo bem à sua frente.

"Se não quer parecer idiota, não merece se apaixonar", diz num certo momento do filme Emily à Oliver. E não é que ela tem razão? É bem por aí mesmo. Mas pena que algumas pessoas não se dão conta disso e quando vêem é tarde demais.

De Repente É Amor. Este é "O" filme para você assistir com alguém ao seu lado. E se por acaso algum dia alguém cantar para você "I'll Be There For You" do Bon Jovi, não se espante. Ele(a) viu o filme. =)



["De Repente É Amor" ("A Lot Like Love") Comédia Romântica - 2005 - 107min. De: Nigel Cole. Com: Ashton Kutcher, Amanda Peet, Kathryn Hahn, Ali Larter, Jeremy Sisto e Kal Penn]

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

► Filmes que recomendo - 8 (The Wrestler)

09/09/2008 eu escrevi este post.
Cinco meses depois...
16/02/2009 (hoje) eu escrevo este abaixo.

Conclusão? Vão por mim, minha dicas são boas. rsrs

***

The Wrestler - o filme - se baseia no livro que Robert Siegel escreveu sobre Randy "The Ram" Robinson, astro da luta-livre nos anos 80! Depois de ter um infarto em uma luta, Robinson (Mickey Rourke de 9 e Meia Semanas de Amor, Coração Satânico, O Selvagem da Motocicleta) fica sabendo que pode morrer se lutar novamente. A partir daí, ele tenta arrumar um emprego em um supermercado e se acostumar a uma nova vida, ao mesmo tempo que flerta com uma stripper (Marisa Tomei, de Meu Primo Vinny, Alfie) e tenta recuperar o tempo perdido com sua filha Stephanie (Evan Rachel Wood, de Aos Treze). Mas surge, então, a proposta para uma luta com o seu maior rival, o Aiatolá, e fica difícil para "The Ram" resistir...

"Testemunhe a ressurreição de Mickey Rourke". diz o pôster do filme. Exagero? Nem um pouco. Desde que Robert Rodriguez o convocou pra viver o durão Marv em Sin City, já se ensaiava um retorno de Rourke ao cinema, o que acabou não vingando. Mas nada que The Wrestler (ou aqui no Brasil, batizado de O Lutador) não trate de botar os pingos nos is e fazer justiça (tardia, mas justiça feita).

Filmaço com "F" maiúsculo. Uma obra-prima de Darren Aronofsky. Ou, vou até mais longe, o filme com mais ALMA do ano. Mostrar a vida dum lutador de pró-wrestling (clique AQUI para saber do que se trata esse tipo de luta e como é o show nos EUA. A chamada WWE (World Wrestling Entertainment)), é mero pano de fundo para Aronofosky nos contar uma história nostálgica, intensa e comovente. O filme poderia ser sobre qualquer esporte, não importa... o que importa são as interpretações e a carga emocional que os atores imprimem ao filme.

Começando por Evan Rachel Wood, que em apenas poucas cenas ao lado de Rourke, nos transmite todo sofrimento e raiva ao lidar com o pai ausente. Merecia uma indicação ao Oscar. Continuando com Marisa Tomei, no melhor papel de sua carreira (PS: Meu Primo Vinny, o primeiro Oscar dela não foi merecido e não engolimos até hoje, mas com O Lutador, com toda certeza ela atingiu a maturidade e calou a boca dos críticos), se despindo de qualquer vaidade e se entregando ao papel de uma maneira nua (literalmente) e crua. Magnífica no papel de Cassidy, a stripper e interesse romântico de "The Ram". E por fim, Mickey Rourke, claro. O coração e alma de The Wrestler. Sua interpretação - e aqui já abro meu voto - é digna não só de ser indicado ao Oscar, mas aposto o que quiserem que ele LEVA-O pra casa.

As nuances de seu personagem, o sofrimento, o maneirismo de Rourke em certos detalhes durante o filme e, principalmente, por sua vida pessoal se confundir (muito) com a película (astro nos Anos 80, tendo se destacado em vários filmes de diretores famosos, mas que caiu no ostracismo por decisões equivocadas, drogas, brigas com sua ex-mulher Carré Otis, uma carreira de boxeador que o "deformou" e o ressurgimento tantos anos depois... tudo isso se associa a Randy "The Ram" Robinson, um astro da luta-livre nos Anos 80, tendo se destacado em várias lutas e eventos, mas que caiu no ostracismo por causa do tempo que passou, do uso indevido de anabolizantes (causador do infarto e divisor de águas pra ele no filme), pai ausente e que insiste em não abandonar os ringues), nos remete ao tal "renascimento" dele. Rourke está soberbo e realizou o melhor papel de sua carreira. Sem sombra de dúvida.

Por tudo isso, e por ter um diretor super competente e que sabe contar uma história dramática como ninguém (vide Pi e Requiém para um Sonho), é que faz de The Wrestler uma obra recomendada (e obrigatória) para quem é fã de um bom (aliás, ótimo) filme e de atuações idem. Espero que com este filme Rourke "ressucite" de vez e que venham mais filmes para ele mostrar o talento que possui, mas que estava adormecido devido a filmes medianos pra ruim.

Mickey Rourke merece ficar nos ringues do cinema. Obrigado Darren, por "ressucitar" este excelente ator e nos brindar com esta obra-prima. Espero que Randy "The Ram" Robinson marque vocês, como marcou à mim.




["O Lutador" ("The Wrestler") Drama - 2008 - 108min. De: Darren Aronofsky. Com: Mickey Rourke, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood, Ernest Miller, Mark Margolis e Gregg Bello]

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

► Filmes que recomendo - 7 (Senhores do Crime)

A parteira Ana (Naomi Watts, de O Chamado e King Kong) trabalha em um hospital em Londres e acaba testemunhando a morte de uma jovem garota durante o parto na noite de Natal! Ana acaba decidindo descobrir mais sobre a identidade e a família da garota, para dar a triste notícia pessoalmente. No entanto, a busca acaba colocando-a em perigo quando ela se depara com o lucrativo negócio do tráfico de sexo, comandado por uma organização criminosa da Rússia. Não demora até que o caminho de Ana se cruze com o de Nickolai (Viggo Mortensen, o Aragorn de O Senhor dos Anéis - numa interpetação magnífica), um homem violento e misterioso que acaba revelando ser muito mais do que aparenta.

Uma frase de Viggo Mortensen não me sai da cabeça: "por que diabos David Cronenberg nunca ganhou um Oscar? Um diretor que tem no currículo filmes cults como Scanners e A Mosca (só para citar dois filmes medianos - medianos, porém, cultuados, e que já mostravam o seu talento em articular histórias fantásticas) passando pelos ótimos (e subestimados) Crash - Estranhos Prazeres e eXistenZ e finalmente chegando às suas duas maiores obras-primas até hoje (na minha opinião, claro) Marcas da Violência e este excelente e perturbador Senhores do Crime, os dois com o ator Viggo Mortensen (será que tá pintando uma nova parceria na história do cinema entre diretor e ator? É só olhar Martin Scorcese e Robert De Niro/Leonardo DiCaprio, Tim Burton e Johnny Depp, para citar só dois exemplos).

O status deste filme se deve - e muito - a Viggo Mortensen. O seu Nickolai é de uma intensidade, mas ao mesmo tempo de uma sutileza ímpar. Tanto que foi indicado ao Oscar de Melhor Ator no ano passado. E sabe qual o momento que você olha e diz: "este cara vai ser indicado ao Oscar? Merece, porra!" Reparem na cena em que Mortensen briga (pela sua vida) pelado numa sauna contra dois homens que querem matá-lo. Desde já, é uma cena antológica e daqui a 10, 20, 50 anos, você estará lembrando dela. O jeito que Viggo se despe de qualquer vaidade e encara o papel, é magnífico.

Temos também Naomi Watts, Vincent Cassel (de Irreversível) e Armin Mueller-Stahl (soberbo), no papel do patriarca russo, pai de Cassel. Enfim, um filme "Cronenberg" dos pés à cabeça, onde a história irá lhe prender e a tensão a cada minuto será uma constante. Parabéns a Cronenberg, Mortensen & Cia, pois criar um filme denso que nem este, e ao mesmo tempo tão instigante, é para poucos. Mas acho que tendo um diretor tão talentoso por trás, se torna fácil. Quem sabe um dia reconheçam o trabalho de Cronenberg, como ele deveria ser reconhecido...
Não é mesmo, Viggo?


["Senhores do Crime" ("Eastern Promises") Drama - 2007 - 100min. De: David Cronenberg. Com: Viggo Mortensen, Naomi Watts, Vincent Cassel, Armin Mueller-Stahl, Jerzy Skolimowski e Mina E. Mina]

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

► Filmes que recomendo - 6 (Todo Mundo Quase Morto)

Shaun (Simon Pegg - Missão: Impossível 3, Hot Fuzz) é um homem fracassado que não consegue visitar sua mãe, tem problemas de relacionamento com seu padrasto Philip (Bill Nighy - Piratas do Caribe 2 e 3, Simplesmente Amor), mora numa casa dividindo o espaço com os companheiros Ed (Nick Frost), um gorducho inútil e desempregado, e o severo Pete, não é respeitado pelos colegas de trabalho numa loja de eletrodomésticos, freqüenta apenas um único bar como diversão, e não consegue também agradar ou surpreender com criatividade a bela namorada Liz (Kate Ashfield), que está cansada da rotina do namoro, dispensando-o e preferindo a companhia de um casal de amigos, David e Dianne.

Ele chega à conclusão que precisa "dar um jeito na vida", ter atitudes e sair do marasmo. Ele só não imaginaria que seria obrigado a assumir o papel de herói meio atrapalhado e teria que fazer tudo isso repentinamente, depois que um vírus contamina as pessoas transformando-as em mortos-vivos vagando desorientados pelas ruas de Londres, famintos por carne humana. Shaun acaba assumindo a liderança de um grupo que tenta sobreviver em meio ao caos instaurado pelos zumbis. Eles se refugiam num pub, onde ficam encurralados e são atacados, obrigando Shaun a lutar por sua vida e a dos amigos, além também de tentar recuperar o amor da namorada.


Eu sou um fã declarado de filmes de zumbi. George Romero e seus A Noite dos Mortos-Vivos, Terra dos Mortos, A Volta dos Mortos-Vivos, etc são referências em se tratando de filmes de terror pra mim. São verdadeiras obras-primas. Aliás, já havia gostado muito de Madrugada dos Mortos do Zack Snyder (300), uma clara homenagem à Romero e, com este Todo Mundo Quase Morto, confesso que foi a cereja do bolo sobre filmes de zumbis. Por que?. Simplesmente porque o filme é uma excelente (e inteligente) sátira à filmes de mortos-vivos, e não apenas um amontoado de clichês como certos filmezinhos fazem/fariam em cima dum filme com essa temática (vide Deu a Louca em Hollywood, Todo Mundo em Pânico, etc).

Pra começar, tem o excelente Simon Pegg como ator principal! Em segundo, o gorducho e engraçadíssimo Nick Frost como seu melhor amigo, e são os dois que têm as melhores tiradas do filme. A cena que eles começam a atirar discos de vinil numa guria morta-viva, selecionando os discos antes de atirá-los é hilária. Assim como a cena de Pegg indo no mercadinho comprar coisas e não notando que a cidade já estava tomada por zumbis e quando o grupo dele, se vê tendo que passar no meio de vários zumbis, e eles começam a "ensaiar" como seriam se fossem mortos-vivos, para poderem se infiltrar no meio deles. É de chorar de rir. Contar mais do que isso é entregar/estragar o filme para quem ainda não viu.

O filme é leve, engraçadíssimo, passa rápido e ao final dos 99min. você sentirá uma vontade de ir na Cultura, na Saraiva, Americanas.com, Submarino.com, etc e comprar o DVD pra ter na coleção. Sério. Coisa que eu não fiz ainda por pura falta de tempo. Portanto, se você ainda não viu Todo Mundo Quase Morto, fica a dica dum filmaço prum sábado à noite com direito a pipoca e refri.

E que venha Todo Mundo Quase Morto 2.




["Todo Mundo Quase Morto" ("Shaun of the Dead") Comédia - 2004 - 99min. De: Edgar Wright. Com: Simon Pegg, Kate Ashfield, Nick Frost, Bill Nighy, Dylan Moran e Lucy Davis]

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

► Filmes que recomendo - 5 (Feitiço do Tempo)

Um repórter (Bill Murray - Nosso Querido Bob, Encontros e Desencontros) é escalado mais uma vez para cobrir as festividades do Dia da Marmota numa pequena cidade do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Ele não vê a hora de terminar o trabalho e voltar para casa, mas o inesperado acontece: ele cai em um "feitiço do tempo", e todos os dias seguintes passam a se repetir sempre iguais ao Dia da Marmota.

Quando ele percebe o feitiço, passa a tirar vantagem dele, mas depois vem o tédio e o sentimento de frustração por não saber como sair daquela situação.

Um dos melhores filmes do Bill Murray, com toda certeza. Um filme leve, surreal, cativante e que vale a pena assistir. Conforme o filme vai passando, não tem como não nos identificarmos com o personagem de Murray e, em certo ponto, imaginarmos como NÓS agiríamos se estivéssemos na situação do coitado (será "coitado"?).

No começo é uma tortura acordar todo dia ouvindo a mesma música no rádio, esbarrando no mesmo mala de sempre na rua ("Phil, sou eu! Ned! Ned Ryerson!!"), a produtora (Andie MacDowell - Quatro Casamentos e Um Funeral) esquecendo dele todo santo dia, etc. Chega um ponto que ele testa todos tipos de mortes (hilário), afinal, ele morre e acorda no outro dia mesmo.

Mas Phil vai se acostumando com a situação, e é aí que o filme passa de BOM pra ÓTIMO. Pois daí ele começa a gravar tudo o que acontece à sua volta, memorizar acontecimentos que ele possa tirar proveito no dia seguinte (a cena que ele se interessa por uma mulher e alega ser um colega de faculdade só pra transar com ela é uma das melhores) e fazer coisas que possam vir a cativar sua produtora, que ele começa olhar com outros olhos.
Falar mais do que isso é estragar o filme. Portanto, compre o DVD, peça emprestado, alugue se tiver na sua locadora... VALE A PENA. E se por acaso não gostar do filme, eu pago tua locação, combinado?

Agora a pergunta é: "e se VOCÊ acordasse todo santo dia igual ao dia anterior? Como seria?" rsrs



["Feitiço do Tempo" ("Groundhog Day") Comédia - 1993 - 101min. De: Harold Ramis. Com: Bill Murray, Andie MacDowell, Chris Elliott, Stephen Tobolowsky, Marita Geraghty e Angela Paton]

terça-feira, 29 de julho de 2008

► Filmes que recomendo - 4 (À Procura da Felicidade)

Chris Gardner (Will Smith - Eu sou a Lenda, Hancock) é um pai de família que enfrenta sérios problemas financeiros. Apesar de todas as tentativas em manter a família unida, Linda (Thandie Newton - Missão Impossível 3), sua esposa, decide partir! Chris agora é pai solteiro e precisa cuidar de Christopher (Jaden Smith - filho do ator na vida real), seu filho de apenas cinco anos

Ele tenta usar sua habilidade como vendedor para conseguir um emprego melhor, consegue uma vaga de estagiário numa importante corretora de ações, mas não recebe salário pelos serviços prestados. Sua esperança é que, ao fim do programa de estágio, ele seja contratado e assim tenha um futuro promissor na empresa. Porém seus problemas financeiros não podem esperar que isto aconteça, o que faz com que sejam despejados.


Essa é a história de À Procura da Felicidade.
Na minha opinião, a melhor atuação de Will Smith. E digo isso baseado em todos os filmes que vi do mesmo. Filmaço! Tu sai carregado depois de vê-lo, mas, filmaço com "F" maiúsculo.


Smith dá um show de interpretação como Gardner. Thandie Newton como sua esposa passa também toda a carga dramática de cansaço e desilusão com a vida que leva junto à família. E até o filho do ator não atrapalha em cena e corrobora para que o filme seja perfeito.

O drama que Gardner passa ao longo do filme de fato aconteceu. Mas o ponto em questão é deixar bem claro quando o filme acaba, que nossos sonhos são possíveis. E sim, podemos realizá-los. A cena final onde Smith vai pra sala de reuniões e... - bom, olhe o filme - é de uma entrega total ao papel. É fantástica. Puta ator! Só por essa cena já valeria uma indicação ao Oscar. E valeu. Ele foi indicado a Melhor Ator.

Enfim, À Procura da Felicidade, com o carisma de Will Smith, e baseado numa história real, valem a conferida. Vão por mim.




["À Procura da Felicidade" ("The Pursuit of Happyness") Drama - 2006 - 117min. De: Gabriele Muccino. Com: Will Smith, Thandie Newton, James Karen, Dan Castellaneta, Kurt Fuller e Brian Howe]

terça-feira, 24 de junho de 2008

► Filmes que recomendo - 3 (Nosso Querido Bob)

O superastro Bill Murray (Os Caça-Fantasmas) e o ganhador do Oscar Richard Dreyfuss (Melhor Ator por A Garota do Adeus), se unem em um dos filmes mais engraçados de todos os tempos. Bob Wiley (Murray) é um neurótico, mas adorável nova-iorquino que aparece de repente na casa de campo do pomposo Dr. Leo Marvin (Dreyfuss).

Ele é aquele tipo de hóspede inconveniente que não quer ir embora e vai se afeiçoando aos outros membros da família... o que leva o estressado Dr. Marvin à loucura.

Nosso Querido Bob é uma comédia insana que vai fazer você dar muitas gargalhadas.

Tá aí uma comédia que vale a pena ver. Nosso Querido Bob é um filme leve, divertido e com interpretações inspiradas de Bill Murray e Richard Dreyfuss como Bob e Dr. Marvin respectivamente.

O grande barato é ver a desenvoltura de Murray no papel de Bob, onde na maioria das cenas, ele improvisa e dá um show. O filme já valeria por isso, mas a história é hilária. Ver a relação entre os dois, os conflitos que se criam, a afeição de Bob pela família do Dr. Marvin, a irritação do médico e as situações (catastróficas, para o Dr. Marvin) que acontecem por causa dessa relação de amor-ódio/paciente-médico são engraçadíssimas.
Recomendo o filme e quero que me cobrem se não curtirem.

E que atire a primeira pedra quem não conhece alguém como Bob... rsrs




["Nosso Querido Bob" ("What About Bob?") Comédia - 1991 - 99min. De: Frank Oz. Com: Bill Murray, Richard Dreyfuss, Julie Hagerty, Charlie Korsmo e Kathryn Erbe]

domingo, 22 de junho de 2008

► Filmes que recomendo - 2 (Fenda no Tempo)

Em um vôo noturno por todo o país, um pequeno grupo de passageiros - Patricia Wettig (seriado Alias), Dean Stockwell (A Máquina do Destino), David Morse (À Espera de um Milagre), Frankie Faison (seriado The Wire) e Bronson Pinchot (Um Tira da Pesada 3) - desperta ao meio da viagem para encarar uma chocante realidade: por algum motivo inexplicável, eles são as únicas pessoas que sobraram no mundo inteiro.

O medo se transforma em pânico e desespero, quando eles se dão conta de que resvalaram por um tipo de fenda do universo. E um mal inimaginável os aguarda, se não encontrarem o caminho de volta... Agora, eles correm literalmente contra o tempo.

Baseado na história do livro "Four Past Midnight", de Stephen King, Fenda no Tempo é um original misto de ficção científica e suspense, jamais visto ou experimentado por alguém.

De antemão já digo: quem não é fã de filmes de Ficção/Suspense e, principalmente fã de Stephen King, pode se frustrar um pouco com Fenda no Tempo. Não que o filme seja ruim, porque não é. Na verdade não é nem um filme, mas sim um DVD que reúne os episódios que formavam essa mini-série que foi vista na TV americana em 1995.

Eu como bom fã de King, acho essa umas das melhores adaptações dele. O diretor Tom Holland caprichou na tensão na primeira parte do filme, criando um clima claustrofóbico em pleno avião, onde a tensão psicológica do que se encontra logo abaixo das nuvens deixa a pessoa que tá vendo o filme imaginando mil coisas. O contraste dos personagens é um ponto a favor também.

Somos apresentados à eles, como todo bom filme costuma fazer, e ficamos sabendo um pouco mais de quem é quem no tal vôo. Isso nos deixa familiarizados e solidários às pessoas do avião, meio que nos imaginando no meio deles nessa tensão toda.
O diretor usa de um artifício bem interessante, que é fazer de um dos personagens (Dean Stockwell) o nosso olho no filme, ou seja, é como se nos transportássemos para o corpo, para aos olhos dele, e víssemos o desenrolar da história como ele.

E é claro que a idéia de King é de se transportar para o papel de Stockwell também, de fazer do personagem o seu alter-ego, afinal, as maiores explicações/teorias do filme são dele. O único porém do filme é a parte final. É como eu sempre digo: nada mais bizarro, nada mais assustador, do que deixar o expectador imaginar o que está por vir, ao invés de mostrar o que veio a eles. Mas enfim, cada um tira suas conclusões. Vale a conferida no filme.

"Os Langoliers estão vindo, Sr. Toomey!"



["Fenda no Tempo" ("The Langoliers") Ficção/Suspense - 1995 - 179min. De: Tom Holland. Com: Patricia Wettig, Dean Stockwell, David Morse, Frankie Faison e Bronson Pinchot]

segunda-feira, 16 de junho de 2008

► Filmes que recomendo - 1 (Campo dos Sonhos)

"Se você construir, ele virá!"

Com estas palavras, o fazendeiro de Iowa Ray Kinsella (Kevin Costner - JFK, Robin Hood - O Príncipe dos Ladrões) é inspirado por uma voz que ele não pode ignorar e que o faz perseguir um sonho difícil de acreditar.

Apoiado por sua esposa Annie (Amy Madigan - Pollock), Ray começa a transformação de seu campo de milho em um lugar onde os sonhos acontecem. Durante sua jornada, ele conhece o recluso ativista Terence Mann (James Earl Jones - O Rei Leão), os misteriosos "Doc" Graham (Burt Lancaster - A Um Passo da Eternidade) e o legendário "Shoeless Joe" Jackson (Ray Liotta - Os Bons Companheiros).

Uma experiência emocionante que comoveu crítica e público como nenhum filme de sua geração, Campo dos Sonhos é um iluminado tributo àqueles que ousam SONHAR.
Aí está a resenha dum belíssimo filme que possuo na minha coleção de DVD's e que recomendo a todos que lêem este blog. A atuação de Costner, Earl Jones e Lancaster são dignas de Oscar.

A fotografia do filme é linda, os diálogos excelentes e a história propriamente dita, uma das mais lindas que já vi no cinema. Com certeza Campo dos Sonhos está no meu 'Top 10'.

"Se você construir, ele virá!" Essa frase irá martelar sua cabeça por um bom tempo...




["Campo dos Sonhos" ("Field of Dreams") Drama - 1989 - 106min. De: Phil Alden Robinson. Com: Kevin Costner, Amy Madigan, James Earl Jones, Ray Liotta e Burt Lancaster]
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