segunda-feira, 13 de abril de 2009

► Tirinhas do Laerte - 22

Ele voltou.
Mais escroto do que nunca.

(Clique para ampliar)

[Fonte:
Site do Laerte]

Homens e Mulheres - 16

Você, mulher que está me lendo.
Sim, você mesma.

Sua relação com seu rolo/namorado/marido anda morna? Pra não dizer uma m#%rda!?
Seu rolo/namorado/marido anda reclamando que você não acompanha o pique dele?
Suas calcinhas já estão à La Bridget Jones?
Você quer apimentar sua vida amorosa e sexual?

Seus problemas A-C-A-B-A-R-A-M!

Abaixo segue um link que irá elevar sua vida sexual à estratosfera.
Se o seu rolo/namorado/marido mesmo assim não te der bola, bom, então daí manda ele pastar e parte pra outro. =)
Sua felicidade dependerá de você ver o que contém neste site.
Se não, pode parar de me ler e esculachar o Cultura Pop sobre Tudo e Nada. rsrs

CLIQUE AQUI

Bom, eu não tô ganhando nada deste site, mas tudo que é bom eu recomendo.
Sem contar que err... hmmm... bom... eu... err... tenho fetiches por lingeries (PS: de ver A MULHER usando. Que fique BEM CLARO. rsrs)

Entrem no site, comprem, divulguem, façam suas amigas comprarem, espalhem a notícia e depois me digam se a coisa não evoluiu. Podem me cobrar.

E caso o site referido queira me mandar umas modelos junto com as lingeries para "experimentação", não vou reclamar nem um pouco. =)

► Os 10+ (William Petersen)

Como fã de CSI (o original, claro) que sou, e fã incondicional deste baita ator abaixo, o post # Os 10+ está de volta! Lembram do 1º post?

E hoje com os 10 melhores episódios de William Petersen em CSI.

Vejam se vocês concordam comigo e vamos à lista:


[SOUNDS OF SILENCE]

Ao investigar a morte de um homem surdo, Sara e Warrick descobrem que Grissom sabe falar a linguagem dos sinais. O melhor momento fica para a cena em que ele conversa em sinais sem nenhuma legenda ou explicação deixando o telespectador surdo também.


[UNFRIENDLY SKIES]

Logo no começo da série, Gil Grissom provou todo o seu poder de dedução neste episódio sobre uma morte misteriosa dentro de um avião. O perito conseguiu provar que vários passageiros foram responsáveis pela morte. Mas, infelizmente, todos saíram livres.


[GENTLE, GENTLE]

Um dos poucos momentos em que Grissom se deixou envolver por uma investigação. Ao descobrir o corpo de uma criança de quatro meses, o perito logo assume que os pais foram responsáveis. Mas o algoz, na verdade, foi o irmão de apenas três anos de idade.


[FUR AND LOATHING]

Um homem morto fantasiado de guaxinim leva a turma de CSI a investigar uma estranha sociedade chamada Plushies and Furries. A cena de Grissom seriíssimo interrogando um homem vestido de cavalo é impagável.


[LADY HEATHERS BOX]

O episódio que introduziu a dominatrix Lady Heather é um dos supra-sumos de CSI. A personagem não só é belíssima como também inteligente e soube muito bem quebrar a casca de Grissom. Há quem diga que, além de amigos, os dois se tornaram amantes.


[BUTTERFLIED]

Uma das melhores coisas não relacionadas à perícia em CSI é o relacionamento de Sara e Grissom. É neste episódio que ele se vê obrigado a confrontar seus sentimentos pela colega ao investigar o assassinato de uma moça que se parece muito com ela.


[MEA CULPA]

Nem Grissom está de livre de errar, não é? Depois de descobrir uma pista que não tinha percebido, o perito se vê obrigado a reabrir um caso antigo. Não bastasse conviver com a ideia de sua falha, Grissom ainda teve os seus casos auditorados por Ecklie.


[GRAVE DANGER]
O episódio duplo escrito e dirigido por Quentin Tarantino era focado em Nick, que acabou sendo enterrado vivo com uma câmera. Mas é Grissom quem assume uma figura paterna e consegue deixar o amigo calmo enquanto luta contra o relógio para encontrá-lo.


[DEAD DOLL]

Grissom fica particularmente abalado quando sua amada Sara é sequestrada pela serial killer das miniaturas. A cena dos dois se olhando em silêncio dentro do helicóptero depois do resgate é uma das mais românticas e bonitas de toda a série.


[IDENTITY CRISIS]

Depois de desmascarar e prender Paul Millander, Grissom vê o inimigo escapar. O serial killer matava macabramente os nascidos no dia 17 de agosto - o aniversário de Grissom. Mas o próprio Paul nasceu neste dia e acaba se suicidando no final do episódio.


[Fonte: Globo Séries]

► Fique de olho em... 5 (Adam Lambert)

Venho a um tempinho querendo fazer esse post. Admito: sou fã de American Idol. Ou pra quem já viu a versão brasileira que se chama (arghh) "Ídolos", digamos que é a versão americana que deu origem à brasileira. Entenderam?

Um programa que já está na 8ª temporada e que bate todos recordes de audiência nos EUA. Tanto na etapa de aprensentações, como na de votação final do público para quem vai continuar no show. Nos dois dias, os dois dias são os primeiros em audiência na TV americana. Algo em torno de 22,8 milhões. Coisa de louco mesmo.

O programa acaba lá por Junho se não tô enganado, e pra exercitar meu lado Mãe Dinah (por que Mãe Dinah? É só ler alguns posts meus (# Fique de olho em...) como por exemplo ESTE e ESTE e consequentemente, ESTE que vocês entenderão), vou mandar outra aposta na bucha aqui no blog:

Quem vai ganhar esta 8ª temporada do American Idol é um cara chamado...

ADAM LAMBERT

O cara é fera! Canta muito! E tem carisma, o que nesse meio, é quase 90%.

Confiram AQUI um vídeo pra entenderem o porque dessa minha aposta nele. E arrisco mais: o nome dele será tão ou mais conhecido que o de uma Kelly Clarkson e/ou Carrie Underwood (que são por exemplo outras ganhadoras do Idol).

O tempo dirá se estou certo. Mas lembrem das minhas palavras aqui neste post. A profecia está lançada. rsrs

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Terminated Yourself

Olha só que show.

Todo mundo sabe que o quarto filme da série O Exterminador do Futuro está por vir, e na onda desse lançamento, surgiu o site Terminate Yourself, onde você pode virar um Exterminador também.

Vale pela curiosidade de saber como seríamos se fossemos um "irmão próximo" do Schwarzenegger. Abaixo segue meu modelo T-800:



E caso vocês queiram fazer o seu modelo também, é só clicar AQUI.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

► Vale conferir - 12 (Especial Kurt Cobain)

E ontem (08/04) fez 15 anos (sim, 15 ANOS) da morte do "gênio grunge" Kurt Cobain. E para lembrar este ícone da música dos Anos 90, reproduzo abaixo um "Especial Kurt Cobain", com trechos sobre o mesmo, sua carreira, sua depressão, suas músicas, suas angústias, etc. Espero que gostem e aproveitem. A fonte; como sempre; tá citada lá embaixo para quem quiser mais detalhes. Vamos ao que interessa...

***

A nova edição da Rolling Stone Brasil apresenta, pela primeira vez, duas capas diferentes, no mês que marca os 15 anos da morte de Kurt Cobain. Na edição de colecionador, apenas o rosto do ídolo, em preto e branco; na outra capa, o líder do Nirvana em imagem colorida

No especial, você fica sabendo como foram os dias que antecederam o suicídio do cantor, e ainda confere a última entrevista concedida à Rolling Stone EUA, cerca de seis meses antes de sua morte. Além disso, editores da RS Brasil relembram o show do Nirvana em São Paulo, no Hollywood Rock, em 1993. Leia alguns trechos que tirei da Rolling Stone Brasil abaixo.

[OS ÚLTIMOS DIAS - por David Fricke]

Quinze anos após a morte do líder do Nirvana – a banda que chegou ao topo sem perder sua independência –, Kurt Cobain deixa um legado que ultrapassou o rock

Era a manhã de 8 de abril de 1994 quando o corpo de Kurt Cobain foi encontrado em Seattle, após seis dias desaparecido. Naquele instante, o líder e principal compositor do Nirvana não deixava apenas uma esposa - Courtney Love, uma filha - Frances Bean - e milhões de fãs órfãos ao redor do mundo: ele também entrava para o mítico e seleto grupo dos gênios da música que se foram cedo demais. Em uma entrevista longa e assustadoramente premonitória, ocorrida quase seis meses antes do suicídio (e a última que concedeu para a Rolling Stone EUA, o cérebro do Nirvana discorre com como vente sinceridade sobre fama, paternidade e o futuro de sua banda, além de admitir estar em um dos momentos mais felizes de sua vida.

Desarrumado e sem camisa, Kurt Cobain para no meio da escada que leva ao camarim do Nirvana, nos bastidores do Aragon Ballroom,em Chicago. Oferece a um visitante um gole do chá que tem nas mãos e diz, com uma voz sem expressão: "Estou muito grato por você ter vindo ao pior show de toda a turnê".E ele está certo. A apresentação dessa noite - a segunda das duas realizadas no local, na primeira semana da primeira turnê da banda nos Estados Unidos em dois anos - foi uma porcaria. A acústica cavernosa do lugar transformou até músicas mais corrosivas como "Breed" e "Territorial Pissings" em massas sonoras indistinguíveis,e Cobain foi atormentado a noite inteira por problemas no retorno do vocal e da guitarra. Mesmo assim, houve momentos de brilhantismo: o uivo rasgado de Cobain cortando o eco abismal no explosivo refrão de "Heart-Shaped Box" ; uma versão atordoante de "Sliver". Mas eles não tocaram "Smells Like Teen Spirit" e, em troca, receberam vaias quando as luzes se acenderam.

De acordo com a imagem de Cobain perpetuada pela imprensa - "irritadiço, reclamão, esquizofrênico descontrolado",como ele mesmo coloca com precisão -, o cantor e guitarrista de 26 anos deveria ter demitido o técnico de som, cancelado esta entrevista e voltado para o hotel revoltado. Em vez disso, passou o pós-show no backstage paparicando sua filha Frances Bean, uma bela e sorridente garotinha loira de 1 ano. Mais tarde, de volta ao hotel e armado com um maço de cigarros e duas garrafas de água Evian, Cobain aparece pensativo, com dificuldades para explicar que o sucesso não é exatamente uma droga - pelo menos não tanto quanto costumava ser - e que a vida anda muito bem. E melhorando.

"Foi tão rápido e explosivo", diz, com a voz sonolenta e grave, sobre sua primeira crise de autoconfiança, ocorrida em conseqüência do sucesso fulminante de Nevermind (1991). "Não sabia como lidar com aquilo. Se houvesse um curso do tipo 'rock star para principiantes', teria me inscrito. Poderia ter me ajudado."

"Ainda vejo descrições de rock stars em algumas revistas- 'Sting, o cara do meio ambiente', e 'Kurt Cobain, o chorão, neurótico que odeia tudo, o estrelato, sua própria vida'. E é engraçado, porque nunca estive tão feliz. Especialmente na última semana, já que os shows têm ido muito bem - tirando o de hoje. Sou um cara muito mais feliz do que as pessoas pensam.

"Cobain percorreu um caminho longo, cheio de obstáculos,para atravessar todo o último ano e chegar até aqui. A produção de In Utero (1993), esperada sequência de estúdio de Nevermind, foi assombrada por mudanças de título e de faixas na última hora, além de uma desavença entre a banda, a gravadora Geffen e o produtor Steve Albini sobre o potencial comercial do álbum - ou a falta dele. O casamento de Kurt com Courtney Love - munição de primeira para os fofoqueiros de plantão desde que o casal trocou votos em fevereiro de 1992 - esteve nas manchetes novamente em junho, quando ele foi preso em Seattle, supostamente por ter atacado Love durante uma briga doméstica. A polícia encontrou três armas na casa,mas nenhuma acusação foi feita e o caso foi arquivado.

[ESPIRAL DESCENDENTE - por Neil Strauss]

Os passos derradeiros do líder do Nirvana

No dia 8 de abril de 1994, pouco antes das 9h da manhã, o corpo de Kurt Cobain foi encontrado em uma estufa em cima da garagem de sua casa em Seattle. A espingarda calibre 20 que o cantor, guitarrista e compositor de 27 anos usara para colocar fim à própria vida estava por cima de seu peito. Fazia seis dias que ninguém o via. Um eletricista que foi instalar um sistema de segurança na casa encontrou Cobain morto. Apesar de a polícia, uma empresa de investigações particulares e amigos estarem à sua procura, o corpo já estava lá havia dois dias e meio, de acordo com o relatório do médico legista. Na corrente sanguínea do músico foi encontrada alta concentração de heroína e vestígios de Valium. Apenas as impressões digitais permitiram que o corpo fosse identificado.

Mark Lanegan, integrante da banda Screaming Trees e amigo íntimo de Cobain, disse que não tinha falado com ele na semana anterior. "Kurt não ligou para mim", disse. "Não ligou para outras pessoas. Não ligou para a família. Não ligou para ninguém." Lanegan disse que estivera "procurando Kurt cerca de uma semana antes de ele ser encontrado. (...) Tinha a sensação de que algo ruim de verdade tinha acontecido". Os amigos, os familiares e as pessoas que trabalhavam com Cobain estavam preocupados com sua depressão e o uso de drogas crônico havia anos. "Eu participei de tentativas de conseguir ajuda profissional para Kurt em diversas ocasiões", diz Danny Goldberg, ex-empresário do Nirvana.

Mas as pessoas próximas a Cobain só foram perceber que estava na hora de recorrer a medidas drásticas oito dias depois que ele voltou para Seattle de Roma para se recuperar de uma tentativa de suicídio malsucedida em março. Além de ter vários problemas domésticos, a relação de Cobain com o Nirvana era tumultuada. Aliás, a viúva, Courtney Love, declarara na MTV que Cobain tinha lhe dito nas semanas seguintes ao acontecido em Roma: "Eu odeio isto aqui - não posso mais tocar com eles". Completou dizendo que ele só queria trabalhar com Michael Stipe, do REM. "Nas últimas semanas, eu estava conversando muito com Kurt", Stipe disse em uma declaração. "Tínhamos um projeto musical em andamento, mas nada gravado."

No dia 18 de março, um desentendimento doméstico quase se transformou em desastre. Depois que policiais chegaram ao local, chamados por Love, ela disse que o marido tinha se trancado em um quarto com um revólver calibre .38 e disse que ia se matar. Os policiais confiscaram essa arma e mais três outras, além de diversos frascos com pílulas não identificadas. Mais tarde, naquela mesma noite, Cobain declarou a eles que, na verdade, não estava planejando tirar a própria vida.

A essa altura, Love, os familiares de Cobain, os colegas de banda e o pessoal que a empresariava começaram a falar com conselheiros de intervenção, entre eles Steven Chatoff, diretor executivo da Anacapa by the Sea, um centro de saúde comportamental para o tratamento de vícios e de distúrbios psicológicos localizado em Port Hueneme, Califórnia. "Ligaram para mim para saber o que era possível fazer", diz Chatoff. "Ele estava se drogando em Seattle. Vivia em negação total. Era um caos completo. E eles temiam por sua vida."

Chatoff começou a conversar com amigos, familiares e pessoas próximas para preparar a execução de uma intervenção pesada. De acordo com Chatoff, alguém contou a Cobain o que estava sendo planejado e o processo precisou ser cancelado. A empresa que empresaria o Nirvana, a Gold Mountain, afirma ter encontrado outro consultor de intervenção e contado uma mentirinha para Chatoff para dispensar seus serviços com educação.

Nesse ínterim, Roddy Bottum, um velho amigo de Love e Cobain, tecladista do Faith No More, viajou de San Francisco a Seattle para cuidar de Cobain. "Eu amava Kurt de verdade", diz Bottum. "Nós nos dávamos bem pra valer. Fui para fazer companhia a ele como amigo."

[BARULHO BOM - por André Barcinski]

A Música, a Influência e o Legado do Nirvana de Kurt Cobain

Se você está lendo estas linhas é porque deve gostar de "rock alternativo". E quem não gosta? Afinal, ele está impregnado em nosso dia-a-dia, em todos os lugares: nos sites, nas revistas e na televisão.

Mas nem sempre foi assim. Houve uma época, 20 anos atrás, em que o rock alternativo era feudo de poucos. Gostar do lado mais underground da música era coisa de nerds, de adolescentes espinhudos de óculos de tartaruga e camiseta dos Smiths puída. Ouvir esse som nas rádios comerciais era impossível. A MTV o ignorava. Quem quisesse ouvir qualquer coisa que não fosse Van Halen ou Michael Jackson só tinha uma opção: sintonizar as bravas rádios universitárias. Claro que estamos falando dos Estados Unidos e da Europa, não do Brasil. Aqui, gostar de rock alternativo era como viver num gueto. Não havia rádios para ouvir nem discos para comprar. Era você contra o mundo.
Até que veio o Nirvana.

Mais que uma grande banda de rock, o Nirvana foi uma banda importante. Importante porque mudou para sempre o conceito de "rock alternativo", levando um sopro do underground para as massas e rompendo as até então intransponíveis barreiras do "mainstream". De repente, havia um de nós na televisão, nas rádios e nas lojas.
Claro que o Nirvana não fez isso sozinho. Por alguns anos, uma grande teia indie estava se formando. Pequenas gravadoras de fundo de quintal se fortaleciam pouco a pouco; fanzines viravam revistas e aumentavam a circulação; aqui e ali, pipocavam programas de rádio que traziam as novidades; mas o Nirvana foi o catalisador. A banda certa no momento certo.

[ESTOU AQUI, ME DIVIRTA - por Pablo Miyazawa]

Confinado em si mesmo, Kurt não deu a mínima pra nós

Eu ainda nem 15 anos tinha quando comprei os ingressos para o Hollywood Rock de 1993. O festival prometia, a imprensa dizia, a MTV insistia: Red Hot Chili Peppers e Alice in Chains no primeiro dia, L7 e Nirvana no seguinte. No meu caso, a expectativa estava dividida entre todas as atrações internacionais. Não me recordo, confesso, se havia uma celeuma maior em relação ao Nirvana do que ao Chili Peppers.

Naqueles meados de anos 1990, o "hype" não existia - pelo menos não enquanto conceito. Imagino que 80% da juventude bronzeada que pagou para atravessar os portões do Estádio do Morumbi naquele janeiro estava lá para ver de tudo um pouco, e não apenas uma atração em específico. O que viesse, era lucro. Penso que o Red Hot era até mais popular ali que o Nirvana, pelo menos entre a mulherada. O Alice in Chains tinha o apoio daquela gente encardida vestida de flanela (entre os quais eu me incluía, exceto pela flanela), enquanto o L7 era o fator curiosidade, umas minas roqueiras fazendo arruaça. Todos juntos faziam os ingressos parecerem baratos - e eram mesmo (não lembro quanto custavam, mas não se comparava a esse absurdo que é hoje).

O primeiro dia foi morninho. O Alice in Chains fez um show tecnicamente impecável, climático, porém pouco amigável. O que veio na sequência não melhorou o espírito - já naquela época o Red Hot fazia suas apresentações burocráticas e recheadas de momentos de tédio. O dia seguinte, um sábado, prometia mais agito. Ninguém se dizia cansado.

Em teoria, o grande show daquele Hollywood Rock foi o do L7. Raivoso, cheio de testosterona, ele atingiu a massa grunge em cheio. Lá embaixo, éramos uma só pasta distorcida de suor, pele e cabelos compridos. Lembro que, completamente moído, deixei as primeiras fileiras para assistir ao Nirvana longe da muvuca. Não iria aguentar outro corpo a corpo daqueles.

Talvez, se eu tivesse tido forças para me manter no lugar onde assisti ao L7, minha percepção sobre a apresentação do Nirvana seria hoje diferente. Me posicionei uns bons metros antes da linha que divide o campo (o gramado do Morumbi é enorme), o que hoje em dia seria considerado bem perto. O estádio estava lotado, mas dava para circular tranquilamente. Demorou, mas o Nirvana chegou. Antes, João Gordo apresentou a banda como "a melhor do mundo". Naquela época, ele ainda tinha crédito para dizer algo assim e fazer a massa gritar junto. E todo mundo gritou junto. Arrepio.

Empatia com a audiência zero: Kurt Cobain, nem um pouco loiro, não deu muita bola pra gente desde o início. Sem aviso ou boa noite, deu início a uma versão mais barulhenta de "School" (como se isso fosse possível). Não era preciso entender muito de rock ou ter visto muitos shows ao vivo para saber que algo não ia bem. Estava lento. Demais. Me lembro de pensar que não iria curtir se todas as músicas fossem tocadas naquela modorra toda. Lá na grama, nem dava para perceber que não era exatamente proposital: Krist Novoselic e Dave Grohl, em seus papéis de coadjuvantes de Kurt, tentavam no desespero manter a música nos eixos. Mas Kurt, menos band leader possível, não deixava. Estava em outra. Não se comunicava com as dezenas de milhares à frente, nem com os dois parceiros ali ao lado. Era como se não estivesse lá - ou se estava, era como se não quisesse ser visto.

E foi assim pela noite toda. Dizem que o show foi curto, mas me pareceu durar uma eternidade. Perto da porrada oferecida pelo L7 horas antes, aquilo estava chato pra cacete. Não anotei o repertório na hora, vou confessar, mas recordo que reparei em algumas de Incesticide, a então recém-lançada coletânea de lados B, e umas do Bleach, alternadas com quase tudo de Nevermind. Todo mundo ansiava por "Smells Like Teen Spirit", e ela veio. E foi horrível. Flea, do Chili Peppers, veio "ajudar" no solo soprando seu trompete, o que resultou na mais absoluta cacofonia. Ri por dentro, associando aquela zona aos ensaios de minha banda de death metal, quando nem sabíamos afinar os instrumentos. Uma coisa não ornava com a outra. O povo ao meu lado xingava o pobre Kurt de nomes feios. A fileira da frente permanecia na maior empolgação. Havia no ar um clima de "algo errado", de vergonha alheia. Para a grande maioria, o show estava ruim porque era por demais imprevisível - tudo podia acontecer a qualquer momento. Em outros tempos, isso seria uma incrível qualidade para uma apresentação ao vivo. Kurt tocou bateria, usou um vestido comprido, derrubou caixas, quebrou a guitarra e entregou de presente para alguém sortudo na plateia. Não passava pela cabeça de ninguém que ali a história estava sendo feita. Era sim, um momento a ser lembrado, pelos motivos certos e errados. Mas duvido que alguém tivesse se dado conta disso ali, estatelado no Morumbi, vendo Kurt... agir como Kurt.

Quando começou a famigerada jam com instrumentos trocados, a paciência se esgotou e muitos se viraram para ir embora. Não fiquei até o fim, lamentavelmente. Não vi "Lounge Act" (minha favorita de Nevermind), nem as três inéditas que só apareceriam em In Utero oito meses depois. Tive que assisti-las na transmissão do show do Rio, pela Globo, no dia seguinte. No Rio, aliás, Kurt causou bem mais. Cuspiu na câmera, simulou masturbação, se fingiu (?) de louco. Ali em São Paulo, nosso herói estava até manso, só chapado em excesso. Não saí de lá xingando Kurt, mas também não saí o adorando mais. Hoje, me arrependo de não ter aproveitado direito aquele momento único.

[FRUSTRAÇÃO E CAOS - por Paulo Cavalcanti]

Vinda do Nirvana ao Brasil, em 1993, foi histórica - mesmo que os shows tenham entrado para a lista de piores da banda

O que acontece quando a maior banda do mundo faz um dos piores shows de sua carreira? Muitos até hoje não perdoam o Nirvana por sua apresentação no Hollywood Rock, em São Paulo, no Estádio do Morumbi, em janeiro de 1993.

Talvez seja fácil entender a enorme frustração dos fãs paulistas. Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic tinham simplesmente "rachado" o rock e todos esperavam um momento de glória e catarse. O Nirvana que subiu ao palco não queria o mundo aos pés. Nem a bajulação dos brasileiros. A idéia era avacalhar. Não se sabe se a sabotagem era um plano pré-estabelecido. A banda tocou músicas pela metade, desafinou, atravessou os tempos e transformou tudo num circo bizarro. Kurt, vestido de mulher, se arrastava pelo chão. Canções como "School", "About A Girl", "Dive", "Come As You Are" e o cartão de visitas "Smells Like Teen Spirit" (com Flea do Red Hot Chili Peppers no trompete!) ganharam versões caóticas, incompletas, incompreensíveis.

Depois de tocar seus hits de qualquer jeito, Cobain e sua trupe acharam que a essa altura do campeonato seria mais interessante arriscar alguns covers de músicas que curtiam. Mas nem aí a coisa foi levada a sério, já que eles simplesmente trocaram de instrumentos. Kurt foi para a bateria, Grohl se ocupou do baixo e vocal e Krist foi para a guitarra. A banda massacrou "Seasons in The Sun" (clássico escrito por Jacques Brel), "We Will Rock You" (Queen) "Should I Stay Or Should I Go" (The Clash), "Rio" (Duran Duran), dentre outras. Saíram do palco sem que ninguém sentisse muita falta. A essa altura o pessoal nem se mobilizou para vaiar, já que era mais útil ir para o ponto do ônibus.

Na semana seguinte, o trio tocou na Praça da Apoteose do Sambódromo do Rio de Janeiro. Foi uma apresentação um pouco menos confusa do que em São Paulo, mas nem por isso perfeita ou memorável. Kurt até cuspiu nas câmaras da Rede Globo, que transmitia tudo pra o quatro cantos do Brasil. Sim, o Nirvana no Brasil foi um momento histórico. Mas poucos clamaram que estes foram o "os shows de suas vidas".

***Vida longa e descanse em paz, Kurt. Amém!


[Fonte: Revista Rolling Stone Brasil, edição 31, Abril/2009]

Patrick Swayze ontem e hoje

[Swayze na época de Ghost à esquerda, e atualmente à direta]

O ator Patrick Swayze, que luta contra um câncer de pâncreas desde 2007, foi visto caminhando em Los Angeles e, segundo o tablóide The National Enquirer, ele pode estar pesando cerca de 47kg.

Swayze pediu à imprensa recentemente que suas fotos não sejam publicadas nos tablóides ingleses e americanos, mas não teve seu pedido atendido.

Em comunicado, o ator disse que responde bem a um tratamento de quimioterapia e, ao contrário do que os jornais dizem, ele não tem um tempo determinado de vida. Seus médicos, aliás, afirmam que ele poderá viver por mais alguns anos, se continuar a freqüentar as sessões com rigidez.

Impressionante a aparência de Swayze, né? PQP! Que doença cretina essa...

Mas espero que por um milagre ele se cure. Força, Swayze!
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