segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O Tempo Passa - Anos 80

Curto e grosso!
Pra quem é apaixonado pelos Anos 80 como eu, não pode deixar de visitar O Tempo Passa.
Um site com tudo sobre essa década show de bola e inesquecível (para mim), e podreira e sem nada a acrescentar (para outros).
Enfim, fica a dica. Um dos sites mais completos sobre os Anos 80 com certeza.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

"One man... one dream... one journey..."

O texto dos trailers hollywoodianos pelo visto não vai mudar, mas a voz que os narra nunca mais será a mesma. Morreu na segunda-feira em Los Angeles, aos 68 anos, Don LaFontaine.

Ironicamente, o homem que emprestou sua voz rouca a milhares de trailers nos últimos 25 anos sofria de um mal respiratório, pneumotórax, a presença de ar na cavidade pleural, em decorrência de colapso do pulmão. Ele estava internado no Cedars-Sinai Medical Center de L.A. quando morreu.

LaFontaine trabalhou como narrador para os programas da TV dos EUA Entertainment Tonight e The Insider, entre outros, e narrou comerciais de Chevrolet, Pontiac, Ford, Budweiser, McDonalds, Coca-Cola... A fama veio, porém, dos textos hilariamente repetitivos dos trailers - que LaFontaine inclusive parodiou em uma série de comerciais para a companhia de seguros de carros Geico.

Confira abaixo um especial que a ABC exibiu com o saudoso narrador:



Porra! Foi-se a voz que eu usaria no meu futuro casamento.


[Fonte: Omelete]

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

► Crônicas do David Coimbra - 5

[A MULHER DO GREGÓRIO]
[Fonte: Arte Zero Hora]
Quando, certa manhã, acordou de intranqüilos sonhos, Gregório Santos viu-se, no seu leito, deitado ao lado de uma imensa gorda. Era a sua mulher. Ficou chocado.

Não lembrava do instante em que se desencadeara aquela metamorfose. Não percebera que vinha ocorrendo. Recordava, isso sim, de como sua mulher era ao se conhecerem. Não que fosse magricela, não. Mas, pô!, estava tudo em cima, lá. Grande onde tinha de ser grande. Redondinha onde tinha de ser redondinha. Substanciosa, sim. Opulenta, talvez. Gorda, jamais.

Agora, tremia ante àquela... coisa... ocupando dois terços da cama — bolotas de sebo pendendo dos braços e dos culotes. Um pára-choque de banha protegendo a cintura. Três queixos.

Sua mulher. Uma gorda.

Gregório refletiu. Vieram-lhe à mente os jantares que deu para articular sua candidatura à presidência do clube. Durante dois anos, convidou conselheiros para reuniões noturnas em sua casa. Todos compareciam, mesmo os de outras facções. Ninguém perderia as iguarias feitas por sua mulher.

Os bobós de camarão. As bacalhoadas à Gomes de Sá. As rabadas de ovelha com feijão mexido. Os hors-d'oeuvres. Os licores que ela mesma aprontava com suas mãozinhas de fada. As sobremesas, as sobremesas, aaah...

Gregório Santos elegeu-se presidente do clube graças aos manjares celestiais preparados por sua mulher. Só que ela também comia.

Não apenas durante o jantar, em silêncio, ouvindo as articulações tramadas por ele. Também antes, enquanto besuntava acepipes, recheava petiscos, engrossava cremes, flambava guloseimas. De tudo, provava um naco, uma colherada, uma rapa, e suspirava, e estalava a língua, e fechava os olhos, e provava mais um pouquinho, um tantinho só, um nadinha, e outro, e outro, e mais outro.

Assim, engordou lenta e inexoravelmente. Do que Gregório só se dera conta na tal manhã de dor. A partir daí, a vida dele mudou. Sentia-se traído. Casara com uma uvinha, e agora, ao chegar em casa, encontrava uma jaca. Pior: sentia vergonha dela. Depois da descoberta daquela manhã, nunca mais a levara ao bar onde sempre se reunia com os amigos e os dirigentes do clube.

Separaram-se. Gregório Santos passou a namorar a secretária — loira, vinte aninhos, saltitante, matinal. A mulher de Gregório ficou duas semanas trancada em casa, chorando. Passado esse período, que fazer?, ela procurou emprego, foi tratar da vida.

Semanas. Meses. Numa noite azul de sexta, Gregório levou ao bar os empresários de uma multinacional que propunha formar parceria com o clube. Jantavam, tranqüilos, quando ele percebeu que o mais jovem dos empresários esticava um olhar fervente de lascívia para a mesa ao lado.

Gregório virou a cabeça para ver quem era a tal, certamente uma das apetitosas do ambiente, e, Jesus!, era ela! Sua mulher! Sem que ele percebesse, sua mulher havia se transformado numa... numa gostosa! Estava lá, de minissaia, pernas cruzadas, os bicos dos seios quase rompendo a blusa fina, bronzeada como uma primeira-dama, sorrindo para o maldito empresário!

- O-oi - gaguejou Gregório.

Só então ela o encarou.

-És tu, Grégor! Nem tinha te visto... - Fazida! E que negócio era aquele de Grégor?

Os empresários, cutucando Gregório:

- Conhece? Conhece?

Conhecia, sim. Teve de chamá-la para a mesa. Ela sentou-se, cheia de frufrus com os empresários, grudou-lhes beijinhos nas faces. Entre um chope e outro, esbofeteando-o com uma felicidade ofensiva, falou de personal trainers, de dieta de proteínas, e mal dava atenção a Gregório, só olhava para os empresários, só ria para eles.

A alma de Gregório havia se embolado toda numa ponta do intestino grosso. Não contou para os empresários que eles assediavam sua ex-mulher. Ela também não. Ela sequer olhou para ele. Depois de uma hora de aflição, Gregório sentia-se uma barata. Levantou-se, tonto, e foi ao banheiro, lavar o rosto. Ao voltar, ela não estava mais lá. Nem o mais jovem dos empresários.

- Onde foram? - perguntou ao mais velho. Que respondeu com um riso malicioso:
- O safado foi matar aquela bolona!

Gregório tomou o maior pileque da sua vida. No dia seguinte, foi acordado pelo tefonema do desgranido que saíra com sua mulher:

- A parceria está feita! - exultou o empresário, antes de dizer alô. - Depois dessa noitada, a parceria está feita!

O clube saíra ganhando. Mas a cornice retroativa transformou Gregório num inseto. A todo momento, um de seus amigos ou colegas de diretoria comentava a forma física exemplar de sua mulher, como ela estava bonita, como tinha mudado. No dia em que lhe contaram que ela fora vista no shopping com o craque do time, o Renatinho, Gregório Santos disse o seguinte:

- Aaaaaaaaaaaaaaaaaah! - um grito tão dolorido e tão primal e tão alto que foi ouvido no estádio do clube rival.

Gregório saiu correndo a pé mesmo, chegou à casa dela, arf, arf, só pulmão e língua, abriu a porta num pontapé, agarrou-se aos tornozelos lisos dela e implorou:

- Me perdoa! Me perdoa!

Ela perdoou. Voltaram. E se passaram os meses. Anos. Gregório estava feliz com sua vida caseira, serena, igual. Sua mulher continuava cozinhando bem. O parceiro do clube era outra multinacional. O time conquistara o campeonato.

Renatinho havia sido vendido para o futebol bósnio. Tudo estava certo. Mas uma manhã, ele acordou de sonhos intranqüilos. Olhou nervoso para o lado, para a sua mulher. Então viu, sob o lençol, um volume imenso, redondo. Gritou, como um dia havia gritado:

- Aaaaaaaaaaaaaaaaaah!

Sua mulher acordou sobressaltada e jogou o travesseiro longe. O travesseiro que estava sobre o ventre dela. O travesseiro, ela sempre dormia agarrada ao travesseiro! Continuava linda. Não exatamente magricela, mas, bem, opulenta.

Gregório nem respondeu quando ela perguntou o que houvera. Apenas virou de lado. Suspirou. E sorriu.



[Blog do David Coimbra - www.clicrbs.com.br/blogdodavid]

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Piada infame da semana - 2

Certo dia estavam dois homens caminhando por um cemitério quando se depararam com uma sepultura recente. Na lápide lia-se:
"Aqui jaz um homem honesto e advogado competente".
Ao terminar a leitura um virou-se para o outro e disse:
"Desde quando estão enterrando duas pessoas na mesma cova?"

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Michael Jackson - 50 anos - Ontem e Hoje (?)

E hoje Michael Jackson, o maior astro pop do planeta faz 50 anos

Erã fã dele antes de ficar branco e antes de todos escândalos que ele passou ao longo da carreira. Mas uma coisa temos que admitir: ninguém superará "Thriller" (o álbum mais vendido da indústria fonográfica com 100 milhões de discos vendidos) tão cedo e demorará ainda muito para algum cantor se igualar a Jackson. O legado que ele deixa (mesmo estando vivo falo de "legado", pois ele se isolou, e tão cedo não gravará algo) é fabuloso.

Discos que são tocados até hoje e que são referência para muitos cantores. Pena o FDP ter acabado com a carreria musical dele se tornando um mutante sem nariz e mais branco que leite. Mas enfim, a data tá aí e 50 anos como o dele não é pra qualquer um.

Abaixo uma foto de Jackson hoje:


E nesta foto uma montagem que o Daily Mail fez, nos mostrando como Jackson estaria hoje se não tivesse feito as 872.615 plásticas e não virasse branco:

Vida longa ao GÊNIO Michael Jackson!

[Fonte: Daily Mail]

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

► Por onde anda? - 2 (Henry Thomas)

Sem dúvida alguma ele ficou marcado pela atuação no filme E.T. O Extraterrestre. Aquele garotinho chamado Elliot é Henry Thomas e Henry Thomas é Elliot. Não tem jeito. Passados 25 anos da estréia de E.T., Elliot sempre estará presente na vida de Henry. Isso parece incomodá-lo um pouco, pois já declarou que tem sido uma luta em vários aspectos da carreira fugir à fama de Elliot.

Nascido no Texas em 09 de setembro de 1971, desde cedo tinha vontade de atuar. Insistiu para que os pais o levassem a um teste para o filme Raggedy Man. Desnecessário dizer que ganhou o papel. Mas o seu grande momento foi em 1982 sendo o amigo do E.T. Dizem que Spielberg ficou tão impressionado com o desempenho de Henry no teste que o contratou imediatamente.

Após o sucesso de E.T., Henry atuou ao lado de Dabney Coleman no filme Os Heróis Não Têm Idade e também em um filme australiano pouco conhecido: The Quest.

Ainda em 1985, aos treze anos, após as filmagens de The Quest, decidiu que não queria mais atuar. Desejava uma vida normal como a de qualquer criança, ficando afastado das telas e da televisão por alguns anos. No final dos anos 80 ele se arrependeu da decisão e tentou voltar à ativa. Tinha crescido e o apelo infantil já não existia. Henry passou a ser assombrado por Elliot e sua carreira estagnou.

No início dos anos 90, alguns papéis secundários foram oferecidos a Henry que atuou como o jovem Norman Bates em Psicose IV e foi um dos coadjuvantes em Fogo no Céu (outro filme sobre alienígenas). Já no filme Lendas da Paixão recebeu um papel de destaque. A crítica gostou de sua atuação e a partir daí, participou de alguns filmes produzidos para a televisão como Moby Dick e de alguns seriados. Sua grande atuação após E.T., foi em Gangues de Nova York. Desde então, tem participado de alguns filmes e tenta recuperar o seu lugar ao sol.

Abaixo, Henry como Elliot em E.T. e hoje em dia.

[ Henry Thomas em E.T.]

[Henry Thomas hoje em dia]
Chega de alienígenas, certo Henry?!

O Planeta Vermelho

Segue outro texto do meu amigo Márcio. Colorado até o pescoço.


[O PLANETA VERMELHO]

-Quem são eles meu Vô?
-Esses são os colorados, meu filho...
Atravessando o portão nas mãos de meu Avô, olhava atônito tudo aquilo, quase que não conseguindo entender o que se passava. Eram fuscas, opalas, brasílias, todos cobertos com imensos mantos vermelho e branco. O povo gritava enlouquecidamente como se fossem guerreiros, índios peles vermelhas em um ritual de batalha. "Parece aqueles mesmos índios dos seriados do Rin-tin-tin, sabe? É, aqueles que sempre lutam contra os soldados de fardas azuis... lutam... lutam... e sempre perdem... infelizmente".

Em uma família quase que na totalidade tricolor, era difícil de acreditar que do outro lado do portão existisse vida, ainda mais ilustrada em cores fortes e marcantes. A penumbra da
noite em conjunção com aquelas bandeiras vermelhas, traziam um visual emocionante e demasiadamente cativante. Sem conseguir conter minha felicidade, coloquei meus olhos
cintilantes sobre meu Avô Tricolor. Por sua vez, sem precisar referir uma só palavra, ele fixou seus olhos em meu semblante maravilhado,colocou um sorriso em seu rosto e nem precisou
dizer: "Vai meu filho, vai ser feliz..."

Era a comemoração do Bi-Campeonato de 76. No mesmo ano, a felicidade e a alegria vieram bater novamente em minha porta, quando embaixo da árvore de Natal, ao lado do presépio do
Menino Jesus,estavam minhas primeiras vestimentas alvi-rubras, recém conferidas por meu Padrinho, um dos poucos colorados da família. E o dia em que meu Pai, também tricolor, me levou para conhecer nosso Templo Sagrado? A minha emoção era incontida, nosso castelo era imensamente fantástico. Encostado no muro, com as pontas do pé,tentava enxergar o verde do gramado, tentava vislumbrar o cimento e o concreto das marquises, tudo era fenomenal para mim. Naquele mesmo dia, recebi de meu Pai, novas túnicas alvi-rubras,já com a nova estrela e o ramo verde do Tri-campeonato invicto, bordados vistosamente em nosso manto sagrado.

E quem diria que numa noite fria na terra do Sol nascente, o Planeta Vermelho chegaria ao seu ápice? Em um combate excessivamente disputado, nossos heróis vermelhos conseguiram uma vitória importante e enaltecedora sobre o tão poderoso Exército Catalão. Como se fossem arcanjos de uma ordem divina,trajando hábitos brancos e imaculados, nossos gladiadores se multiplicaram de uma forma inacreditável dentro do campo de batalha, deixando a retaguarda catalã atordoada, sem conseguir impor qualquer tipo de resistência.

Naquele dia o imponente Exército Vermelho obteve a tão sonhada vitória, levando ao êxtase milhões de seguidores alvi-rubros espalhados por todo o Planeta Vermelho. Naquele momento, as avenidas da cidade pareciam veias que se abriam para a passagem de todo aquele sangue vermelho, capaz de abastecer milhões de corações alvi-rubros. De novo, lá estava eu na calçada aguardando a passagem dos fiéis vermelhos. Quando o caminhão de bombeiros que trazia nossos heróis se aproximou, o meu coração parou. Naquele momento sublime, relembrei de várias festividades coloradas. Com lágrimas incontidas, levantei minha velha vestimenta das três
estrelas e do ramo verde, no mesmo instante em que nosso Querubim de Quixeramobim, erguia aos céus o símbolo de nossa conquista mundial.

Com o veículo bem próximo de mim, pude ver e ouvir nossos heróis entoando o Celeiro de Ases em uma felicidade jamais vista. Naquela hora, o calor era intenso, o sol reluzia em uma energia latente, coloquei meus olhos sobre o cenário festivo e vislumbrei que haviam muito mais arcanjos sobrevoando a cidade do que minha percepção poderia imaginar. Enquanto a multidão se afastava, visivelmente emocionado, sentei no cordão vermelho e branco da calçada e deixei que minhas lágrimas caissem sobre as iniciais entrelaçadas de nosso glorioso brasão.

Em meio a entoação dos cânticos alvi-rubros, se ouvia quase que de uma forma imperceptível, vozes de mensageiros com hábitos alvi-rubros repetindo seguidamente uma mesma frase: "Este é o Planeta Vermelho... Vai colorado, vai ser feliz...

["Contos em Branco e Rubro" - Márcio Mór Giongo]
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...